Avaliação da gravidade de uma pandemia gripal
11 de maio de 2009
O principal determinante da gravidade de uma pandemia de gripe, medida em termos de número de casos de enfermidade severa e mortes por ela causadas, é a virulência intrínseca do vírus. No entanto, muitos outros fatores influenciam na gravidade geral do impacto de uma pandemia.
Mesmo um vírus pandêmico que inicialmente cause sintomas brandos em pessoas que, de resto, gozam de perfeita saúde pode ser devastador, especialmente sob condições atuais de sociedades com grande circulação e altamente interdependentes. Além disso, o mesmo vírus que causa enfermidade branda em um dado país pode gerar uma morbidade e mortalidade muito maiores em outro. E mais, a virulência intrínseca do vírus pode mudar ao longo do tempo conforme a pandemia passa por ondas subsequentes de propagação em nível nacional e internacional.
Propriedades do vírus
Uma pandemia de gripe é causada por um vírus que não é nem inteiramente novo nem que já tenha circulado recente e amplamente na população humana. Isso gera uma vulnerabilidade quase universal à infecção. Embora nem todas as pessoas sejam infectadas durante uma pandemia, quase todas são suscetíveis à infecção.
A ocorrência de um grande número de pessoas ficando doentes ao mesmo tempo ou quase ao mesmo tempo é uma das razões de por que as pandemias são social e economicamente devastadoras, com o potencial de sobrecarregar temporariamente os serviços de saúde.
A contagiosidade do vírus influencia na velocidade de propagação, tanto dentro de um país como entre países. Isso também pode influenciar na gravidade, na medida em que uma propagação rápida pode solapar a capacidade de enfrentamento da doença pelos governos e serviços de saúde.
As pandemias normalmente têm um impacto adverso concentrado em grupos etários específicos. Enfermidades e mortes concentradas em um grupo jovem e economicamente produtivo são mais devastadoras às sociedades e economias do que quando pessoas muito jovens ou muito velhas são mais severamente afetadas, como é visto durante as epidemias sazonais de gripe.
Vulnerabilidade da população
A vulnerabilidade geral da população pode desempenhar um papel importante. Por exemplo, pessoas com condições crônicas subjacentes, como doenças cardiovasculares, hipertensão, asma, diabetes, artrite reumatóide e várias outras, mais provavelmente experimentarão infecções graves ou mortais. A prevalência dessas condições, combinada com outros fatores como o estado nutricional, pode influenciar na gravidade de uma pandemia de um modo significativo.
Ondas subsequentes de propagação
A gravidade geral de uma pandemia é influenciada também pela tendência das pandemias de circularem pelo globo em pelo menos duas ondas, às vezes três. Por várias razões, a gravidade de ondas subsequentes pode diferir dramaticamente em alguns países ou mesmo na maioria deles.
Uma característica distintiva dos vírus da gripe é que a mutação ocorre com frequência e de modo imprevisível nos oito segmentos genéticos, especialmente no gene da hemaglutinina. A emergência de um vírus intrinsecamente mais virulento durante o curso de uma pandemia não pode ser descartado jamais.
Diferentes padrões de propagação também podem influenciar na gravidade das ondas subsequentes. Por exemplo, se as crianças em idade escolar são as mais afetadas na primeira onda, os idosos poderão sofrer as consequências da doença em uma segunda onda, com observação de uma maior mortalidade por causa da maior vulnerabilidade de pessoas mais velhas.
Durante o século passado, a pandemia de 1918 começou de modo brando e retornou, dentro de seis meses, em uma forma muito mais letal. A pandemia que se iniciou em 1957 começou branda e retornou em uma forma um tanto mais grave, embora significativamente menos devastadora do que a vista em 1918. A pandemia de 1968 começou relativamente branda, com casos esporádicos a anteceder a primeira onda, e se manteve branda na segunda onda na maioria dos países, mas não em todos.
Capacidade de resposta
Finalmente, a qualidade dos serviços de saúde influencia no impacto de qualquer pandemia. O mesmo vírus que causa apenas sintomas brandos em países com sistemas robustos de saúde pode ser devastador em outros países onde os sistemas de saúde são fracos, suprimentos de medicamentos, incluindo antibióticos, são limitados ou interrompidos com frequência, e hospitais são lotados, mal equipados e com pouco pessoal.
Avaliação da situação atual
Até a presente data, as seguintes observações podem ser feitas, especialmente sobre o vírus H1N1, e, de modo mais geral, sobre a vulnerabilidade da população mundial. Observações específicas para o H1N1 são preliminares, baseados em dados limitados de apenas alguns países.
A cepa do vírus H1N1 causadora do surto atual é um novo vírus que não havia sido anteriormente detectado nem em humanos nem em animais. Embora conclusões definitivas não possam ser alcançadas no momento, os cientistas predizem que a imunidade preexistente ao vírus é baixa ou inexistente, ou altamente confinada em grupos populacionais mais velhos.
O H1N1 parece ser mais contagioso do que a gripe sazonal. A taxa de ataque secundário da gripe sazonal varia de 5% a 15%. Estimativas atuais da taxa de ataque secundário do H1N1 variam de 22% a 33%.
Com a exceção do surto no México, que ainda não está totalmente compreendido, o vírus H1N1 tende a causar enfermidade muito branda em pessoas, de outro modo, sãs. Fora do México, praticamente todos os casos de doenças e todos os casos de morte foram detectados em pessoas com condições crônicas subjacentes.
Nos dois maiores e mais bem documentados surtos até agora, no México e nos EUA, tem sido afetado um grupo de pessoas mais jovens do que o observado durante epidemias de gripe sazonal. Embora tenham sido confirmados casos em todos os grupos etários, de bebês a idosos, a juventude dos pacientes com infecções graves ou letais é uma característica marcante desses surtos iniciais.
Em termos de vulnerabilidade da população, a tendência do vírus H1N1 de causar infecções mais graves e letais nas pessoas com condições subjacentes é particularmente preocupante.
Por vários motivos, a prevalência de doenças crônicas tem aumentado desde 1968, quando ocorreu a última pandemia do século passado. A distribuição geográfica dessas doenças, que uma vez foram consideradas companheiras próximas de sociedades abastadas, também tem mudado dramaticamente. Hoje, a OMS estima que 85% da carga das doenças crônicas são concentrados, atualmente, em países de renda baixa a média. Nesses países, as doenças crônicas apresentam uma idade mais precoce de início do que a observada em partes mais ricas do mundo.
Nestes primeiros dias dos surtos, alguns cientistas especulam que o espectro clínico completo da doença causada pelo H1N1 não se tornará perceptível até o vírus estar mais disseminado. Isso também pode alterar o quadro atual da doença, que é extremamente brando fora do México.
Além da mutabilidade intrínseca dos vírus da gripe, outros fatores podem alterar a gravidade do padrão atual da doença, embora de modo completamente impreditível, se o vírus continuar a se espalhar.
Os cientistas estão preocupados com as possíveis mudanças que podem ocorrer conforme o vírus se espalhar pelo hemisfério sul e se encontrar com os vírus humanos atualmente em circulação quando a temporada normal de gripe começar nesse hemisfério.
O fato do vírus da gripe aviária H5N1 estar firmemente estabelecido na criação de aves em algumas partes do mundo é outro motivo de preocupação. Ninguém pode prever como o vírus H5N1 irá se comportar sob a pressão de uma pandemia. No momento, o H5N1 é um vírus animal que não se propaga facilmente aos humanos e apenas muito raramente é transmitido diretamente de uma pessoa para outra.
Texto original: OMS 2009. Assessing the severity of an influenza pandemic. Disponível em: http://www.who.int/csr/disease/swineflu/assess/disease_swineflu_assess_20090511/en/index.html
Tradução autorizada em: 15 de maio de 2009.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Diamonds are forever?
Jared Diamond é um ecólogo americano autor de vários livros de divulgação (alguns traduzidos para o português: Colapso; Armas, Germes e Aço; Por que o sexo é divertido?) e de artigos técnicos (que vai de fisiologia - sua formação inicial - à história ecológica - o ramo a que atualmente mais se dedica).
Seus trabalhos de divulgação deram-lhe destaque na impresa especializada e na leiga. Confesso que não li nenhum de seus trabalhos, mas estão na minha wish-list. Ou estavam.
Recentemente Diamond sofreu uma acusação da mais alta gravidade. Membros de tribos de Papua-Nova Guiné abriram processo contra o pesquisador e a revista The New Yorker por injúria. No artigo, Diamond narra uma briga intertribal sanguinária movido pela vingança. Algumas das pessoas nomeadas disseram que a história é mentirosa e injuriosa.
O cientista ainda não disse nada a respeito. Temos que aguardar o desenrolar dessa história.
Ainda que não seja um trabalho propriamente científico que está sob ataque, a integridade intelectual é o maior bem de um cientista. Se sua reputação cai em desgraça, ele não tem nada.
Como em algumas áreas como a antropologia o testemunho do cientista que descreve o trabalho é o principal - e, não raras vezes, o único - elemento disponível para a análise, a comprovação independente é complicada. (Sem falar nos casos em que o cientista autor do trabalho original atua como o único guardião do acesso ao grupo de pessoas estudadas, dificultando ou impossibilitando o contato com outros pesquisadores - às vezes por motivos razoáveis: p.e. medo que o contato excessivo com pessoas de fora acabem por descaracterizar a cultura do grupo, outras por mera vaidade.) Se uma dúvida séria paira no ar, todo o trabalho fica comprometido.
É difícil mensurar, no entanto, a extensão real dos casos de fraude. Há casos ruidosos como de Hwang Woo-Suk, mas nem sempre é fácil detectar atos de má-fé e uma certa cultura corporativista permite que se abafe muitos casos dentro do âmbito acadêmico. Não obstante alguns estudos procuram quantificar a ocorrência de atos lesivos ou potencialmente lesivos à integridade científica. Martinson e cols. (2005), garantindo o anonimato de seus entrevistados, descobriram que cerca de 1/3 dos cientistas da área de saúde já realizaram algum ato que pode ser definido como intelectualmente desonesto em seu trabalho científico: no limite, fraude. Jagsi e cols. (2009) analisando trabalhos publicados na área médica, perceberam que 29% deles tinha pelo menos um autor financiado ou de outro modo ligado à indústria farmacêutica diretamente interessada nos resultados.
Jagsi, R., Sheets, N., Jankovic, A., Motomura, A.R., Amarnath, S. & Ubel, P.A. 2009. Frequency, nature, effects, and correlates of conflicts of interest in published clinical cancer research. Cancer. Early view. DOI: 10.1002/cncr.24315
Martinson, B.C., Anderson, M.S. & De Vries, R. 2005. Scientists behaving badly. Nature 435, 737-8. doi:10.1038/435737a
Real, potencial ou imaginário, os casos de fraude minam muito a razão de ser do processo científico. A maior parte das análises conclui que o principal fator é a cobrança pela produtividade a qualquer custo - uma versão mais agressiva da famigerada "publish or perish". De todo modo, o ato final é uma decisão do próprio cientista que realiza atos pouco éticos ou mesmo fraude pura e simples. E por isso ele deve ser cobrado (claro que ao que digo isso alguém poderá levantar a sobrancelha e lembrar do efeito "mais santo que vós", de Epley & Dunning 2000).
Epley N. & Dunning, D. 2000. Feeling "Holier Than Thou": Are Self-Serving Assessments Produced by Errors in Self- or Social Prediction? Journal of Personality and Social Psychology, 79(6): 861-75. Link.
Seus trabalhos de divulgação deram-lhe destaque na impresa especializada e na leiga. Confesso que não li nenhum de seus trabalhos, mas estão na minha wish-list. Ou estavam.
Recentemente Diamond sofreu uma acusação da mais alta gravidade. Membros de tribos de Papua-Nova Guiné abriram processo contra o pesquisador e a revista The New Yorker por injúria. No artigo, Diamond narra uma briga intertribal sanguinária movido pela vingança. Algumas das pessoas nomeadas disseram que a história é mentirosa e injuriosa.
O cientista ainda não disse nada a respeito. Temos que aguardar o desenrolar dessa história.
Ainda que não seja um trabalho propriamente científico que está sob ataque, a integridade intelectual é o maior bem de um cientista. Se sua reputação cai em desgraça, ele não tem nada.
Como em algumas áreas como a antropologia o testemunho do cientista que descreve o trabalho é o principal - e, não raras vezes, o único - elemento disponível para a análise, a comprovação independente é complicada. (Sem falar nos casos em que o cientista autor do trabalho original atua como o único guardião do acesso ao grupo de pessoas estudadas, dificultando ou impossibilitando o contato com outros pesquisadores - às vezes por motivos razoáveis: p.e. medo que o contato excessivo com pessoas de fora acabem por descaracterizar a cultura do grupo, outras por mera vaidade.) Se uma dúvida séria paira no ar, todo o trabalho fica comprometido.
É difícil mensurar, no entanto, a extensão real dos casos de fraude. Há casos ruidosos como de Hwang Woo-Suk, mas nem sempre é fácil detectar atos de má-fé e uma certa cultura corporativista permite que se abafe muitos casos dentro do âmbito acadêmico. Não obstante alguns estudos procuram quantificar a ocorrência de atos lesivos ou potencialmente lesivos à integridade científica. Martinson e cols. (2005), garantindo o anonimato de seus entrevistados, descobriram que cerca de 1/3 dos cientistas da área de saúde já realizaram algum ato que pode ser definido como intelectualmente desonesto em seu trabalho científico: no limite, fraude. Jagsi e cols. (2009) analisando trabalhos publicados na área médica, perceberam que 29% deles tinha pelo menos um autor financiado ou de outro modo ligado à indústria farmacêutica diretamente interessada nos resultados.
Jagsi, R., Sheets, N., Jankovic, A., Motomura, A.R., Amarnath, S. & Ubel, P.A. 2009. Frequency, nature, effects, and correlates of conflicts of interest in published clinical cancer research. Cancer. Early view. DOI: 10.1002/cncr.24315
Martinson, B.C., Anderson, M.S. & De Vries, R. 2005. Scientists behaving badly. Nature 435, 737-8. doi:10.1038/435737a
Real, potencial ou imaginário, os casos de fraude minam muito a razão de ser do processo científico. A maior parte das análises conclui que o principal fator é a cobrança pela produtividade a qualquer custo - uma versão mais agressiva da famigerada "publish or perish". De todo modo, o ato final é uma decisão do próprio cientista que realiza atos pouco éticos ou mesmo fraude pura e simples. E por isso ele deve ser cobrado (claro que ao que digo isso alguém poderá levantar a sobrancelha e lembrar do efeito "mais santo que vós", de Epley & Dunning 2000).
Epley N. & Dunning, D. 2000. Feeling "Holier Than Thou": Are Self-Serving Assessments Produced by Errors in Self- or Social Prediction? Journal of Personality and Social Psychology, 79(6): 861-75. Link.
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domingo, 10 de maio de 2009
Mala influenza - 2
Número de casos - eixo principal:25 confirmados em 24/abr/2009; 4.379 casos confirmados em 10/mai/2009.
Mortes - eixo secundário:
7 em 27/abr/2009; 49 em 10/mai/2009.
Países - eixo secundário:
2 em 24/abr/2009; 29 em 10/mai/2009.
Mortalidade ‰ - eixo secundário:
96 mortes por 1.000 casos em 27/abr/2009; 11 casos por 1.000 em 10/mai/2009.
Fonte: OMS.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
Mala influenza
Muita coisa já foi falada e escrita sobre a gripe (ou influenza) A; o novo nome do artista anteriormente conhecido como gripe suína. Algumas (muitas?) bobagens também (pô, Serra, passada por porquinho que espirra?).
Vamos dar voz aos especialistas. Aqui uma cartilha elaborada pelas associações médicas brazucas. Reproduzo a parte de perguntas e respostas do texto elaborado pelos médicos:
--------------
Para informações detalhadas sobre a gripe:
OMS (http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html)
MS (http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1534)
Nature (http://www.nature.com/news/2009/090429/full/news.2009.416.html)
Science (http://blogs.sciencemag.org/scienceinsider/swine-flu/)
Vamos dar voz aos especialistas. Aqui uma cartilha elaborada pelas associações médicas brazucas. Reproduzo a parte de perguntas e respostas do texto elaborado pelos médicos:
--------------
>> O que é Influenza A/H1N1 (a gripe suína)?--------------
É uma doença transmitida por um novo tipo de vírus da mesma família que transmite a gripe. A partir de agora você vai ouvir na televisão, rádio e ler nos jornais o nome Influenza A/H1N1 e não mais gripe suína.
>> Como é transmitida a Influenza A/H1N1?
É transmitida de pessoa para pessoa especialmente através de tosse ou espirro. Algumas pessoas podem se infectar entrando em contato com objetos contaminados. Não há registro de transmissão do novo subtipo da Influenza A/H1N1 por meio da ingestão de carne de porco ou produtos derivados.
>> Quais são os sintomas da Influenza A/H1N1?
São sintomas semelhantes aos da gripe: febre alta e tosse, mas em alguns casos também podem aparecer: dor de cabeça e no corpo, garganta inflamada, falta de ar, cansaço, diarréia e vômitos.
>> Qualquer pessoa pode pegar a Influenza A/H1N1?
No momento, esse contágio está acontecendo de forma restrita em alguns países. Então, por enquanto, está mais sujeito a pegar a “gripe suína”, quem viajar para esses lugares. Mas o mundo está em alerta, porque hoje em dia muitas pessoas viajam para diversos países.
>> O que eu devo fazer se tiver dúvida sobre ter contraído a Influenza A/H1N1?
Se você chegou de uma viagem internacional e nos últimos 10 dias da sua chegada surgirem sintomas como febre alta (maior do que 38°C), tosse, dor de cabeça, dor no corpo, garganta inflamada, procure um serviço de saúde e informe sobre sua viagem. O médico avaliará se você é um caso suspeito ou apenas um caso em que deve ser acompanhada a evolução dos sintomas.
>> A Influenza A/H1N1 pode apresentar complicações?
Como qualquer gripe pode evoluir para sinusite ou até para um quadro com comprometimento pulmonar.
>> Se eu pegar a doença, tem tratamento?
Sim, existe remédio por via oral que combate o vírus da Influenza A/H1N1. Outras medidas como repouso, ingestão de líquidos e boa alimentação podem auxiliar na recuperação da sua saúde.
>> Existe uma vacina?
Ainda não existe uma vacina contra a Influenza A/H1N1. Os grandes institutos de pesquisa do mundo já estão trabalhando na produção de uma vacina. Os pesquisadores acreditam que será possível ter uma vacina para a Influenza A/H1N1 ainda em 2009.
>> O que devo fazer para a prevenção da Influenza A/H1N1?
Para proteger as pessoas próximas, cubra sempre o nariz e a boca quando espirrar ou tossir. Lave as mãos frequentemente com água e sabão porque você pode ter tocado uma superfície que contenha saliva de uma pessoa infectada e ao levar as mãos à boca ou olhos pode se infectar. Sempre que possível evite aglomerações ou locais pouco arejados. Mantenha uma boa alimentação e hábitos saudáveis.
Para informações detalhadas sobre a gripe:
OMS (http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html)
MS (http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1534)
Nature (http://www.nature.com/news/2009/090429/full/news.2009.416.html)
Science (http://blogs.sciencemag.org/scienceinsider/swine-flu/)
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quarta-feira, 6 de maio de 2009
No compasso da tarantella
O sítio web da revista Época reporta a notícia do The Times sobre invasão de tarântulas a uma cidade australiana.
A Época introduz uma confusão: nomeia a aranha como Theraphosa blondi. Essa espécie é nativa da região amazônica e, de fato, é conhecida como "aranha devoradora de pássaros". Mas a espécie australiana - da mesma família - é outra: Selenocosmia crassipes, mais conhecida como "aranha ladradora", embora ocasionalmente também seja chamada de "devoradora de pássaros".
Outra confusão perigosa, diz que "a espécie não é venenosa". Não sei de onde tiraram isso. A reportagem do The Times diz textualmente que é venenosa (ou melhor, peçonhenta já que é capaz de inocular a toxina - 'venomous' é peçonhento em inglês, venenoso é 'poisonous'), apenas que não é tão mortal quanto outras espécies: "While not deadly like other Australian spiders, the eastern tarantulas are venomous". Por isso que, como diz a Época, baseando-se na notícia do The Times: "uma picada pode matar um cachorro ou deixar um homem muito doente" - não fora a peçonha, não haveria de matar um cão ou adoecer uma pessoa, ainda que a picada das quelíceras doesse muito.
O nome "aranha ladradora" provém do som que a aranha produz agitando cerdas de suas quelíceras. Mas a T. blondi também produz esse som. Por outro lado, nenhuma das duas foram registradas comendo aves - embora haja uma aranha tecedora de teia orbicular dourada (Nephila edulis) fotografada atacando um pássaro preso em sua teia.
(Um dia eu retomo a série sobre aquecimento global, por ora, leiam os comentários à postagem abaixo.)
Upideite (07/mai/2009): Boa notícia, a revista Época corrigiu os erros.
A Época introduz uma confusão: nomeia a aranha como Theraphosa blondi. Essa espécie é nativa da região amazônica e, de fato, é conhecida como "aranha devoradora de pássaros". Mas a espécie australiana - da mesma família - é outra: Selenocosmia crassipes, mais conhecida como "aranha ladradora", embora ocasionalmente também seja chamada de "devoradora de pássaros".
Outra confusão perigosa, diz que "a espécie não é venenosa". Não sei de onde tiraram isso. A reportagem do The Times diz textualmente que é venenosa (ou melhor, peçonhenta já que é capaz de inocular a toxina - 'venomous' é peçonhento em inglês, venenoso é 'poisonous'), apenas que não é tão mortal quanto outras espécies: "While not deadly like other Australian spiders, the eastern tarantulas are venomous". Por isso que, como diz a Época, baseando-se na notícia do The Times: "uma picada pode matar um cachorro ou deixar um homem muito doente" - não fora a peçonha, não haveria de matar um cão ou adoecer uma pessoa, ainda que a picada das quelíceras doesse muito.
O nome "aranha ladradora" provém do som que a aranha produz agitando cerdas de suas quelíceras. Mas a T. blondi também produz esse som. Por outro lado, nenhuma das duas foram registradas comendo aves - embora haja uma aranha tecedora de teia orbicular dourada (Nephila edulis) fotografada atacando um pássaro preso em sua teia.
(Um dia eu retomo a série sobre aquecimento global, por ora, leiam os comentários à postagem abaixo.)
Upideite (07/mai/2009): Boa notícia, a revista Época corrigiu os erros.
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terça-feira, 5 de maio de 2009
Aquecimento global (parte 1 de 3): resposta (2)
Prezado Jandui Aranha,
Vamos ao seu desafio. O documentário "The Great Global Warming Swindle" foi exibido no Canal 4 britânico em horário nobre. Tem 75 minutos de duração. Reportagens de 5 minutos são muito raras, o padrão é de 30 segundos ou até 60 segundos. Mas na Fox News encontramos reportagens e entrevistas de mais de 5 minutos.
Quanto ao consenso, foi o que eu disse, é uma concordância - não precisa haver *acordo*. Mas o principal é que não precisa haver unanimidade para se caracterizar o consenso - o fato de haver uma parcela discordante não elimina o consenso. Apenas se essa parcela for tal que a parcela concordante deixe de ser majoritária.
Você pode até passar a lista dos mais de 800 cientistas que discordem do fato do aquecimento global (ou que ao menos não seja eminentemente gerado pelas atividades humanas): ainda que muitas dessas listas tenham apresentado problemas relacionados à inclusão de nomes de pessoas que *não* discordam do fato do aquecimento global antropogênico ou que não possuem nenhum artigo publicado na área; ela é muito pequena diante, por exemplo, da lista elaborada pela World Scientist's Warning to Humanity - com cerca de 1.600 assinaturas. O próprio 4o relatório do IPCC leva a assinatura de mais de 1.200 pesquisadores.
E uma pesquisa cujo resultado foi divulgado em janeiro deste ano aponta que mais de 80% dos especialistas consultados (em um total de 3.146) concordam com a frase: "as atividades humanas têm sido um fator significativo na alteração das médias de temperaturas globais". (90% concordam que está havendo um aquecimento global.)
Desconheço sobre a autorização ou não da AMS e da NAS sobre seus membros falarem de consenso. O que está no sítio web da AMS é a posição oficial da entidade que diz taxativamente: "overwhelming majority of scientists agree".
Quanto a sua pergunta a respeito de quão significativa a outra parte, bem não é significativa o bastante a ponto de tornar as atividades humanas não-significativas: "are likely *mostly* due to *human activities*".
Em relação aos trabalhos acadêmicos, basta ir, por exemplo, ao Google Scholar.
Você pode considerar desonesto. Mas que há consenso é em si um fato. Dizer que há um consenso não é um ato de autoritarismo. Nem tampouco o IPCC tem qualquer poder de impor qualquer coisa - tanto é que os governos não estão fazendo muita coisa para diminuir a emissão de poluentes atmosféricos, em especial, do dióxido de carbono.
Quanto à queda das temperaturas médias. Sim, quem irá responder é o tempo. Mas não significa que a questão esteja no ar. Há toda uma série histórica que indica claramente que há um aquecimento. Enquanto novos dados não desfizerem essa série histórica, não há motivo para suspender o julgamento fatual.
[]s,
Roberto Takata
Vamos ao seu desafio. O documentário "The Great Global Warming Swindle" foi exibido no Canal 4 britânico em horário nobre. Tem 75 minutos de duração. Reportagens de 5 minutos são muito raras, o padrão é de 30 segundos ou até 60 segundos. Mas na Fox News encontramos reportagens e entrevistas de mais de 5 minutos.
Quanto ao consenso, foi o que eu disse, é uma concordância - não precisa haver *acordo*. Mas o principal é que não precisa haver unanimidade para se caracterizar o consenso - o fato de haver uma parcela discordante não elimina o consenso. Apenas se essa parcela for tal que a parcela concordante deixe de ser majoritária.
Você pode até passar a lista dos mais de 800 cientistas que discordem do fato do aquecimento global (ou que ao menos não seja eminentemente gerado pelas atividades humanas): ainda que muitas dessas listas tenham apresentado problemas relacionados à inclusão de nomes de pessoas que *não* discordam do fato do aquecimento global antropogênico ou que não possuem nenhum artigo publicado na área; ela é muito pequena diante, por exemplo, da lista elaborada pela World Scientist's Warning to Humanity - com cerca de 1.600 assinaturas. O próprio 4o relatório do IPCC leva a assinatura de mais de 1.200 pesquisadores.
E uma pesquisa cujo resultado foi divulgado em janeiro deste ano aponta que mais de 80% dos especialistas consultados (em um total de 3.146) concordam com a frase: "as atividades humanas têm sido um fator significativo na alteração das médias de temperaturas globais". (90% concordam que está havendo um aquecimento global.)
Desconheço sobre a autorização ou não da AMS e da NAS sobre seus membros falarem de consenso. O que está no sítio web da AMS é a posição oficial da entidade que diz taxativamente: "overwhelming majority of scientists agree".
Quanto a sua pergunta a respeito de quão significativa a outra parte, bem não é significativa o bastante a ponto de tornar as atividades humanas não-significativas: "are likely *mostly* due to *human activities*".
Em relação aos trabalhos acadêmicos, basta ir, por exemplo, ao Google Scholar.
Você pode considerar desonesto. Mas que há consenso é em si um fato. Dizer que há um consenso não é um ato de autoritarismo. Nem tampouco o IPCC tem qualquer poder de impor qualquer coisa - tanto é que os governos não estão fazendo muita coisa para diminuir a emissão de poluentes atmosféricos, em especial, do dióxido de carbono.
Quanto à queda das temperaturas médias. Sim, quem irá responder é o tempo. Mas não significa que a questão esteja no ar. Há toda uma série histórica que indica claramente que há um aquecimento. Enquanto novos dados não desfizerem essa série histórica, não há motivo para suspender o julgamento fatual.
[]s,
Roberto Takata
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Aquecimento global (parte 1 de 3): leitor comenta (2)
Takata,
Permita-me comentar sobre “espaço na mídia” e sobre o “consenso”:
ESPAÇO NA MÍDIA:
O espaço para os chamados céticos ainda é praticamente zero. O seu argumento é totalmente autoritário e desprovido de lógica, pois defende a idéia que o espaço deve ser proporcional ao valor dos dados apresentados (mais ou menos, como você mesmo diz) entre as duas correntes. Acontece que a mídia nem dá oportunidade ao lado cético para apresentar suas idéias. Eu mesmo sou vítima disso. TODAS as minhas tentativas de intervenção foram censuradas no espaço de DEBATE que foi aberto no portal do fantástico sobre o tema. Basicamente, ainda, o grosso da nossa população se informa via televisão. Faço um desavio: apresente-me uma série ou mesmo uma reportagem de 5 minutos que seja, que questiona a teoria alarmista em horário nobre na televisão.
CONSENSO:
Como o próprio Houassis diz, consenso tem tudo a ver com concordância. E olha que não tinha consultado o dicionário.
Você tinha razão: não me certifiquei da data da pesquisa. Então, te passo:
a) outras duas pesquisas mais atuais
b) uma relação de mais de 100 grandes cientistas (a maioria climatologistas) que discordam da teoria do aquecimento antropogênico e, portanto, anulam o argumento do consenso (tenho uma relação de + de 800 cientistas). Rui Moura não está na relação, mas aconselho visitar o blog dele: http:/mitos-climaticos.blogspot.com
c) Quanto ao que diz a AMS (o artigo data de 2003 – antes do consenso das quedas de temperatura mundial), provavelmente você deve saber que tanto ela quanto a NAS desautorizam seus integrantes a confirmar este consenso. (fonte US Senate – Minority Report)
Além do mais, você cortou a parte mais interessante do artigo que diz:
A National Research Council report concluded that "[g]reenhouse gases are accumulating in the Earth's atmosphere as a result of human activities, causing surface air temperatures and subsurface ocean temperatures to rise. . . . The changes observed over the last several decades are likely mostly due to human activities, but we cannot rule out that some significant part of these changes is also a reflection of natural variability" (National Research Council 2001a) – Qão significativa é esta parte significante???
d) uma outra pesquisa mostrando que MAIS da metade dos trabalhos acadêmicos entre 2004 e 2007 relacionados com o clima, não endossam a tese do aquecimento global. (mesma fonte)
A tática do IPCC de dizer que existe consenso é desonesta. Mania autoritária de tentar impor consensos.
Além do mais, consenso não garante modelos nem teorias. Se assim fosse, por consenso, Jesus existe e de quebra, Deus também.
As pesquisas de opinião:
A survey of over 400 German, American and Canadian climate researchers conducted by Dennis Bray of the Meteorologisches Institut der Universitat Hamburg and Hans von Storch of GKSS Forschungszentrum and reported in the United Nations Climate Change Bulletin, for example, found that only 10% of the researchers surveyed "strongly agreed" with the statement "We can say for certain that global warming is a process already underway." Further, 35% of those surveyed either disagreed with the statement or were undecided. Perhaps even more interesting, 67% of the researchers either disagreed or were uncertain about the proposition that climate change will occur so suddenly that a lack of preparation would devastate certain parts of the world -- the underlying assumption on which the talks in Kyoto, Japan were based. Close to half of the researchers -- 48% -- indicated that they don't have faith in the forecasts of the global climate models, the strongest argument in favor of quick, decisive, international action to counter the threat of global warming. Another 20% expressed uncertainty about these models.
Another survey, conducted by American Viewpoint for Citizens for a Sound Economy, found that, by a margin of 44% to 17%, state climatologists believe that global warming is largely a natural phenomenon. The survey further found that 58% of the climatologists disagreed with President Clinton's assertion that "the overwhelming balance of evidence and scientific opinion is that it is no longer a theory, but now fact, that global warming is for real," while only 36% agreed with the assertion. Thirty-six of the nation's 48 official state climatologists participated in the survey.
There is, therefore, no scientific consensus on global warming.
But perhaps even more important than whether or not scientists have reached a consensus, however, is whether or not the scientific data backs up the theory. Data collected from NASA's TIROs series of weather satellites show a slight cooling trend of .04 degrees Celsius over the past 18 years. These findings have been confirmed by weather balloons.
Even if scientists haven't developed a consensus on global warming, the scientific data has: Global warming is not occurring. (o negrito é meu)
Abaixo, a relação de proeminentes cientistas que são unânimes em dizer que não existe consenso algum quanto à teoria alarmista do aquecimento global antropogênico:
1.Syun-Ichi Akasofu, Ph.D, University Of Alaska
2. Arthur G. Anderson, Ph.D, Director Of Research, IBM (retired)
3. Charles R. Anderson, Ph.D, Anderson Materials Evaluation
4. J. Scott Armstrong, Ph.D, University Of Pennsylvania
5. Robert Ashworth, Clearstack LLC
6. Ismail Baht, Ph.D, University Of Kashmir
7. Colin Barton Csiro, (retired)
8. David J. Bellamy, OBE, The British Natural Association
9. John Blaylock, Los Alamos National Laboratory (retired)
10. Edward F. Blick, Ph.D, University Of Oklahoma (emeritus)
11. Sonja Boehmer-Christiansen, Ph.D, University Of Hull
12. Bob Breck Ams, Broadcaster Of The Year 2008
13. John Brignell, University Of Southampton (emeritus)
14. Mark Campbell, Ph.D, U.S. Naval Academy
15. Robert M. Carter, Ph.D, James Cook University
16. Ian Clark, Ph.D, Professor, Earth Sciences University Of Ottawa, Ottawa, Canada
17. Roger Cohen, Ph.D, Fellow, American Physical Society
18. Paul Copper, Ph.D, Laurentian University (emeritus)
19. Piers Corbyn, MS, Weather Action
20. Richard S. Courtney, Ph.D, Reviewer, Intergovernmental Panel On Climate Change
21. Uberto Crescenti, Ph.D, Past-President, Italian Geological Society
22. Susan Crockford, Ph.D, University Of Victoria
23. Joseph S. D'aleo, Fellow, American Meteorological Society
24. James Demeo, Ph.D, University Of Kansas (retired)
25. David Deming, Ph.D, University Of Oklahoma
26. Diane Douglas, Ph.D, Paleoclimatologist
27. David Douglass, Ph.D, University Of Rochester
28. Robert H. Essenhigh, E.G. Bailey Emeritus, Professor Of Energy Conversion, The Ohio State University
29. Christopher Essex, Ph.D, University Of Western Ontario
30. John Ferguson, Ph.D, University Of Newcastle
31. Upon Tyne, (retired)
32. Eduardo Ferreyra, Argentinian Foundation For A Scientific Ecology
33. Michael Fox, Ph.D, American Nuclear Society
34. Gordon Fulks, Ph.D, Gordon Fulks And Associates
35. Lee Gerhard, Ph.D, State Geologist, Kansas (retired)
36. Gerhard Gerlich, Ph.D, Technische Universitat Braunschweig
37. Ivar Giaever, Ph.D, Nobel Laureate, Physics
38. Albrecht Glatzle, Ph.D, Scientific Director, Inttas (Paraguay)
39. Wayne Goodfellow, Ph.D, University Of Ottawa
40. James Goodridge, California State Climatologist, (retired)
41. Laurence Gould, Ph.D, University Of Hartford
42. Vincent Gray, Ph.D, New Zealand Climate Coalition
43. William M. Gray, Ph.D, Colorado State University
44. Kenneth E. Green, D.Env., American Enterprise Institute
45. Kesten Green, Ph.D, Monash University
46. Will Happer, Ph.D, Princeton University
47. Howard C. Hayden, Ph.D, University Of Connecticut, (emeritus)
48. Ben Herman, Ph.D, University Of Arizona, (emeritus)
49. Martin Hertzberg, Ph.D, U.S. Navy, (retired)
50. Doug Hoffman, Ph.D, Author, The Resilient Earth
51. Bernd Huettner, Ph.D.
52. Ole Humlum, Ph.D, University Of Oslo
53. A. Neil Hutton, Past President, Canadian Society Of Petroleum Geologists
54. Craig D. Idso, Ph.D, Center For The Study Of Carbon Dioxide And Global Change
55. Sherwood B. Idso, Ph.D, U.S. Department Of Agriculture (retired)
56. Kiminori Itoh, Ph.D, Yokohama National University
57. Steve Japar, Ph.D, Reviewer, Intergovernmental Panel On Climate Change
58. Sten Kaijser, Ph.D, Uppsala University, (emeritus)
59. Wibjorn Karlen, Ph.D, University Of Stockholm, (emeritus)
60. Joel Kauffman, Ph.D, University Of The Sciences, Philadelphia, (emeritus)
61. David Kear, Ph.D, Former Director-General, Nz Dept. Scientific And Industrial Research
62. Richard Keen, Ph.D, University Of Colorado
63. Dr. Kelvin Kemm, Ph.D, Lifetime Achievers Award, National Science And Technology Forum, South Africa
64. Madhav Khandekar, Ph.D, Former Editor, Climate Research
65. Robert S. Knox, Ph.D, University Of Rochester (emeritus)
66. James P. Koermer, Ph.D, Plymouth State University
67. Gerhard Kramm, Ph.D, University Of Alaska Fairbanks
68. Wayne Kraus, Ph.D, Kraus Consulting
69. Olav M. Kvalheim, Ph.D, Univ. Of Bergen
70. Roar Larson, Ph.D, Norwegian University Of Science And Technology
71. James F. Lea, Ph.D.
72. Douglas Leahy, Ph.D, Meteorologist
73. Peter R. Leavitt, Certified Consulting Meteorologist
74. David R. Legates, Ph.D, University of Delaware
75. Richard S. Lindzen, Ph.D, Massachusetts Institute Of Technology
76. Harry F. Lins, Ph.D. Co-Chair, IPCC Hydrology and Water Resources Working Group
77. Anthony R. Lupo, Ph.D, University Of Missouri
78. Howard Maccabee, Ph.D, MD Clinical Faculty, Stanford Medical School
79. Horst Malberg, Ph.D, Free University of Berlin
80. Bjorn Malmgren, Ph.D, Goteburg University (emeritus)
81. Jennifer Marohasy, Ph.D, Australian Environment Foundation
82. James A Marusek, U.S. Navy, (retired)
83. Ross Mckitrick, Ph.D, University Of Guelph
84. Patrick J. Michaels, Ph.D, University Of Virginia
85. Timmothy R. Minnich, MS, Minnich And Scotto, Inc.
86. Asmunn Moene, Ph.D, Former Head, Forecasting Center, Meteorological Institute, Norway
87. Michael Monce, Ph.D, Connecticut College
88. Dick Morgan, Ph.D, Exeter University, (emeritus)
89. Nils-Axel Morner, Ph.D, Stockholm University, (emeritus)
90. David Nowell, D.I.C., Former Chairman, Nato Meteorology Canada 91. Cliff Ollier, D.Sc., University Of Western Australia
92. Garth W. Paltridge, Ph.D, University Of Tasmania
93. Alfred Peckarek, Ph.D, St. Cloud State University
94. Dr. Robert A. Perkins, P.E. University Of Alaska
95. Ian Pilmer, Ph.D, University Of Melbourne (emeritus)
96. Brian R. Pratt, Ph.D, University Of Saskatchewan
97. John Reinhard, Ph.D, Ore Pharmaceuticals
98. Peter Ridd, Ph.D, James Cook University
99. Curt Rose, Ph.D, Bishop's University (emeritus)
100. Peter Salonius, M.Sc., Canadian Forest Service
101. Gary Sharp, Ph.D, Center For Climate/Ocean Resources Study
102. Thomas P. Sheahan, Ph.D, Western Technologies, Inc.
103. Alan Simmons, Author, The Resilient Earth
104. Roy N. Spencer, Ph.D, University Of Alabama-Huntsville
105. Arlin Super, Ph.D, Retired Research Meteorologist, U.S. Dept. Of Reclamation
106. George H. Taylor, MS, Applied Climate Services
107. Eduardo P. Tonni, Ph.D, Museo De La Plata, (Argentina)
108. Ralf D. Tscheuschner, Ph.D.
109. Dr. Anton Uriarte, Ph.D, Universidad Del Pais Vasco
110. Brian Valentine, Ph.D, U.S. Department Of Energy
111. Gosta Walin, Ph.D, University Of Gothenburg, (emeritus)
112. Gerd-Rainer Weber, Ph.D, Reviewer, Intergovernmenal Panel On Climate Change
113. Forese-Carlo Wezel, Ph.D, Urbino University
114. Edward T. Wimberley, Ph.D, Florida Gulf Coast University
115. Miklos Zagoni, Ph.D, Reviewer, Intergovernmental Panel On Climate Change
116. Antonio Zichichi, Ph.D, President, World Federation Of Scientists
117. Don Aitkin, PhD, Professor, social scientist, retired Vice-Chancellor and President, University of Canberra, Australia
118.Syun-Ichi Akasofu, PhD, Professor of Physics, Emeritus and Founding Director, International Arctic Research Center of the University of Alaska Fairbanks, U.S.
119. William J.R. Alexander, PhD, Professor Emeritus, Dept. of Civil and Biosystems Engineering, University of Pretoria, South Africa; Member, UN Scientific and Technical Committee on Natural
120. Bjarne Andresen, PhD, physicist, Professor, The Niels Bohr Institute, University of Copenhagen,
Denmark Geoff L. Austin, PhD, FNZIP, FRSNZ, Professor, Dept. of Physics, University of Auckland, New
Zealand
121. Timothy F. Ball, PhD, environmental consultant, former climatology professor, University of
Winnipeg, Canada
122. Ernst-Georg Beck, Dipl. Biol., Biologist, Merian-Schule Freiburg, Germany
123. Sonja A. Boehmer-Christiansen, PhD, Reader, Dept. of Geography, Hull University, UK; Editor,
Energy & Environment journal
124. Chris C. Borel, PhD, remote sensing scientist, U.S.
125. Reid A. Bryson, Ph.D. D.Sc. D.Engr., UNEP Global 500 Laureate; Senior Scientist, Center for
Climatic Research; Emeritus Professor of Meteorology, of Geography, and of Environmental
Studies, University of Wisconsin, U.S.
126. Dan Carruthers, M.Sc., wildlife biology consultant specializing in animal ecology in Arctic and
Subarctic regions, Alberta, Canada
127. Robert M. Carter, PhD, Professor, Marine Geophysical Laboratory, James Cook University,
Townsville, Australia
128. Ian D. Clark, PhD, Professor, isotope hydrogeology and paleoclimatology, Dept. of Earth Sciences,
University of Ottawa, Canada
129. Richard S. Courtney, PhD, climate and atmospheric science consultant, IPCC expert reviewer, U.K.
Willem de Lange, PhD, Dept. of Earth and Ocean Sciences, School of Science and Engineering,
Waikato University, New Zealand
Enfim, Takata. Falar de consenso é brincar com a minha intelegência e brincando, peço unanimidade entre nós dois em um ponto: ainda não existe consenso sobre a teoria do aquecimento global antropogênico.
Finalmente, quanto às temperaturas médias da terra, apesar de ser consenso entre os climatologistas das duas correntes de que a média vem caindo no início deste século, isto não desvalida necessariamente a teoria do aquecimento. Pode ser apenas uma depressão pontual. Portanto, deixemos que o próprio tempo :-) responda à esta questão.
Abraços e obrigado pela oportunidade do debate. Tenho aprendido muitas coisas dos dois lados.
Jandui
Permita-me comentar sobre “espaço na mídia” e sobre o “consenso”:
ESPAÇO NA MÍDIA:
O espaço para os chamados céticos ainda é praticamente zero. O seu argumento é totalmente autoritário e desprovido de lógica, pois defende a idéia que o espaço deve ser proporcional ao valor dos dados apresentados (mais ou menos, como você mesmo diz) entre as duas correntes. Acontece que a mídia nem dá oportunidade ao lado cético para apresentar suas idéias. Eu mesmo sou vítima disso. TODAS as minhas tentativas de intervenção foram censuradas no espaço de DEBATE que foi aberto no portal do fantástico sobre o tema. Basicamente, ainda, o grosso da nossa população se informa via televisão. Faço um desavio: apresente-me uma série ou mesmo uma reportagem de 5 minutos que seja, que questiona a teoria alarmista em horário nobre na televisão.
CONSENSO:
Como o próprio Houassis diz, consenso tem tudo a ver com concordância. E olha que não tinha consultado o dicionário.
Você tinha razão: não me certifiquei da data da pesquisa. Então, te passo:
a) outras duas pesquisas mais atuais
b) uma relação de mais de 100 grandes cientistas (a maioria climatologistas) que discordam da teoria do aquecimento antropogênico e, portanto, anulam o argumento do consenso (tenho uma relação de + de 800 cientistas). Rui Moura não está na relação, mas aconselho visitar o blog dele: http:/mitos-climaticos.blogspot.com
c) Quanto ao que diz a AMS (o artigo data de 2003 – antes do consenso das quedas de temperatura mundial), provavelmente você deve saber que tanto ela quanto a NAS desautorizam seus integrantes a confirmar este consenso. (fonte US Senate – Minority Report)
Além do mais, você cortou a parte mais interessante do artigo que diz:
A National Research Council report concluded that "[g]reenhouse gases are accumulating in the Earth's atmosphere as a result of human activities, causing surface air temperatures and subsurface ocean temperatures to rise. . . . The changes observed over the last several decades are likely mostly due to human activities, but we cannot rule out that some significant part of these changes is also a reflection of natural variability" (National Research Council 2001a) – Qão significativa é esta parte significante???
d) uma outra pesquisa mostrando que MAIS da metade dos trabalhos acadêmicos entre 2004 e 2007 relacionados com o clima, não endossam a tese do aquecimento global. (mesma fonte)
A tática do IPCC de dizer que existe consenso é desonesta. Mania autoritária de tentar impor consensos.
Além do mais, consenso não garante modelos nem teorias. Se assim fosse, por consenso, Jesus existe e de quebra, Deus também.
As pesquisas de opinião:
A survey of over 400 German, American and Canadian climate researchers conducted by Dennis Bray of the Meteorologisches Institut der Universitat Hamburg and Hans von Storch of GKSS Forschungszentrum and reported in the United Nations Climate Change Bulletin, for example, found that only 10% of the researchers surveyed "strongly agreed" with the statement "We can say for certain that global warming is a process already underway." Further, 35% of those surveyed either disagreed with the statement or were undecided. Perhaps even more interesting, 67% of the researchers either disagreed or were uncertain about the proposition that climate change will occur so suddenly that a lack of preparation would devastate certain parts of the world -- the underlying assumption on which the talks in Kyoto, Japan were based. Close to half of the researchers -- 48% -- indicated that they don't have faith in the forecasts of the global climate models, the strongest argument in favor of quick, decisive, international action to counter the threat of global warming. Another 20% expressed uncertainty about these models.
Another survey, conducted by American Viewpoint for Citizens for a Sound Economy, found that, by a margin of 44% to 17%, state climatologists believe that global warming is largely a natural phenomenon. The survey further found that 58% of the climatologists disagreed with President Clinton's assertion that "the overwhelming balance of evidence and scientific opinion is that it is no longer a theory, but now fact, that global warming is for real," while only 36% agreed with the assertion. Thirty-six of the nation's 48 official state climatologists participated in the survey.
There is, therefore, no scientific consensus on global warming.
But perhaps even more important than whether or not scientists have reached a consensus, however, is whether or not the scientific data backs up the theory. Data collected from NASA's TIROs series of weather satellites show a slight cooling trend of .04 degrees Celsius over the past 18 years. These findings have been confirmed by weather balloons.
Even if scientists haven't developed a consensus on global warming, the scientific data has: Global warming is not occurring. (o negrito é meu)
Abaixo, a relação de proeminentes cientistas que são unânimes em dizer que não existe consenso algum quanto à teoria alarmista do aquecimento global antropogênico:
1.Syun-Ichi Akasofu, Ph.D, University Of Alaska
2. Arthur G. Anderson, Ph.D, Director Of Research, IBM (retired)
3. Charles R. Anderson, Ph.D, Anderson Materials Evaluation
4. J. Scott Armstrong, Ph.D, University Of Pennsylvania
5. Robert Ashworth, Clearstack LLC
6. Ismail Baht, Ph.D, University Of Kashmir
7. Colin Barton Csiro, (retired)
8. David J. Bellamy, OBE, The British Natural Association
9. John Blaylock, Los Alamos National Laboratory (retired)
10. Edward F. Blick, Ph.D, University Of Oklahoma (emeritus)
11. Sonja Boehmer-Christiansen, Ph.D, University Of Hull
12. Bob Breck Ams, Broadcaster Of The Year 2008
13. John Brignell, University Of Southampton (emeritus)
14. Mark Campbell, Ph.D, U.S. Naval Academy
15. Robert M. Carter, Ph.D, James Cook University
16. Ian Clark, Ph.D, Professor, Earth Sciences University Of Ottawa, Ottawa, Canada
17. Roger Cohen, Ph.D, Fellow, American Physical Society
18. Paul Copper, Ph.D, Laurentian University (emeritus)
19. Piers Corbyn, MS, Weather Action
20. Richard S. Courtney, Ph.D, Reviewer, Intergovernmental Panel On Climate Change
21. Uberto Crescenti, Ph.D, Past-President, Italian Geological Society
22. Susan Crockford, Ph.D, University Of Victoria
23. Joseph S. D'aleo, Fellow, American Meteorological Society
24. James Demeo, Ph.D, University Of Kansas (retired)
25. David Deming, Ph.D, University Of Oklahoma
26. Diane Douglas, Ph.D, Paleoclimatologist
27. David Douglass, Ph.D, University Of Rochester
28. Robert H. Essenhigh, E.G. Bailey Emeritus, Professor Of Energy Conversion, The Ohio State University
29. Christopher Essex, Ph.D, University Of Western Ontario
30. John Ferguson, Ph.D, University Of Newcastle
31. Upon Tyne, (retired)
32. Eduardo Ferreyra, Argentinian Foundation For A Scientific Ecology
33. Michael Fox, Ph.D, American Nuclear Society
34. Gordon Fulks, Ph.D, Gordon Fulks And Associates
35. Lee Gerhard, Ph.D, State Geologist, Kansas (retired)
36. Gerhard Gerlich, Ph.D, Technische Universitat Braunschweig
37. Ivar Giaever, Ph.D, Nobel Laureate, Physics
38. Albrecht Glatzle, Ph.D, Scientific Director, Inttas (Paraguay)
39. Wayne Goodfellow, Ph.D, University Of Ottawa
40. James Goodridge, California State Climatologist, (retired)
41. Laurence Gould, Ph.D, University Of Hartford
42. Vincent Gray, Ph.D, New Zealand Climate Coalition
43. William M. Gray, Ph.D, Colorado State University
44. Kenneth E. Green, D.Env., American Enterprise Institute
45. Kesten Green, Ph.D, Monash University
46. Will Happer, Ph.D, Princeton University
47. Howard C. Hayden, Ph.D, University Of Connecticut, (emeritus)
48. Ben Herman, Ph.D, University Of Arizona, (emeritus)
49. Martin Hertzberg, Ph.D, U.S. Navy, (retired)
50. Doug Hoffman, Ph.D, Author, The Resilient Earth
51. Bernd Huettner, Ph.D.
52. Ole Humlum, Ph.D, University Of Oslo
53. A. Neil Hutton, Past President, Canadian Society Of Petroleum Geologists
54. Craig D. Idso, Ph.D, Center For The Study Of Carbon Dioxide And Global Change
55. Sherwood B. Idso, Ph.D, U.S. Department Of Agriculture (retired)
56. Kiminori Itoh, Ph.D, Yokohama National University
57. Steve Japar, Ph.D, Reviewer, Intergovernmental Panel On Climate Change
58. Sten Kaijser, Ph.D, Uppsala University, (emeritus)
59. Wibjorn Karlen, Ph.D, University Of Stockholm, (emeritus)
60. Joel Kauffman, Ph.D, University Of The Sciences, Philadelphia, (emeritus)
61. David Kear, Ph.D, Former Director-General, Nz Dept. Scientific And Industrial Research
62. Richard Keen, Ph.D, University Of Colorado
63. Dr. Kelvin Kemm, Ph.D, Lifetime Achievers Award, National Science And Technology Forum, South Africa
64. Madhav Khandekar, Ph.D, Former Editor, Climate Research
65. Robert S. Knox, Ph.D, University Of Rochester (emeritus)
66. James P. Koermer, Ph.D, Plymouth State University
67. Gerhard Kramm, Ph.D, University Of Alaska Fairbanks
68. Wayne Kraus, Ph.D, Kraus Consulting
69. Olav M. Kvalheim, Ph.D, Univ. Of Bergen
70. Roar Larson, Ph.D, Norwegian University Of Science And Technology
71. James F. Lea, Ph.D.
72. Douglas Leahy, Ph.D, Meteorologist
73. Peter R. Leavitt, Certified Consulting Meteorologist
74. David R. Legates, Ph.D, University of Delaware
75. Richard S. Lindzen, Ph.D, Massachusetts Institute Of Technology
76. Harry F. Lins, Ph.D. Co-Chair, IPCC Hydrology and Water Resources Working Group
77. Anthony R. Lupo, Ph.D, University Of Missouri
78. Howard Maccabee, Ph.D, MD Clinical Faculty, Stanford Medical School
79. Horst Malberg, Ph.D, Free University of Berlin
80. Bjorn Malmgren, Ph.D, Goteburg University (emeritus)
81. Jennifer Marohasy, Ph.D, Australian Environment Foundation
82. James A Marusek, U.S. Navy, (retired)
83. Ross Mckitrick, Ph.D, University Of Guelph
84. Patrick J. Michaels, Ph.D, University Of Virginia
85. Timmothy R. Minnich, MS, Minnich And Scotto, Inc.
86. Asmunn Moene, Ph.D, Former Head, Forecasting Center, Meteorological Institute, Norway
87. Michael Monce, Ph.D, Connecticut College
88. Dick Morgan, Ph.D, Exeter University, (emeritus)
89. Nils-Axel Morner, Ph.D, Stockholm University, (emeritus)
90. David Nowell, D.I.C., Former Chairman, Nato Meteorology Canada 91. Cliff Ollier, D.Sc., University Of Western Australia
92. Garth W. Paltridge, Ph.D, University Of Tasmania
93. Alfred Peckarek, Ph.D, St. Cloud State University
94. Dr. Robert A. Perkins, P.E. University Of Alaska
95. Ian Pilmer, Ph.D, University Of Melbourne (emeritus)
96. Brian R. Pratt, Ph.D, University Of Saskatchewan
97. John Reinhard, Ph.D, Ore Pharmaceuticals
98. Peter Ridd, Ph.D, James Cook University
99. Curt Rose, Ph.D, Bishop's University (emeritus)
100. Peter Salonius, M.Sc., Canadian Forest Service
101. Gary Sharp, Ph.D, Center For Climate/Ocean Resources Study
102. Thomas P. Sheahan, Ph.D, Western Technologies, Inc.
103. Alan Simmons, Author, The Resilient Earth
104. Roy N. Spencer, Ph.D, University Of Alabama-Huntsville
105. Arlin Super, Ph.D, Retired Research Meteorologist, U.S. Dept. Of Reclamation
106. George H. Taylor, MS, Applied Climate Services
107. Eduardo P. Tonni, Ph.D, Museo De La Plata, (Argentina)
108. Ralf D. Tscheuschner, Ph.D.
109. Dr. Anton Uriarte, Ph.D, Universidad Del Pais Vasco
110. Brian Valentine, Ph.D, U.S. Department Of Energy
111. Gosta Walin, Ph.D, University Of Gothenburg, (emeritus)
112. Gerd-Rainer Weber, Ph.D, Reviewer, Intergovernmenal Panel On Climate Change
113. Forese-Carlo Wezel, Ph.D, Urbino University
114. Edward T. Wimberley, Ph.D, Florida Gulf Coast University
115. Miklos Zagoni, Ph.D, Reviewer, Intergovernmental Panel On Climate Change
116. Antonio Zichichi, Ph.D, President, World Federation Of Scientists
117. Don Aitkin, PhD, Professor, social scientist, retired Vice-Chancellor and President, University of Canberra, Australia
118.Syun-Ichi Akasofu, PhD, Professor of Physics, Emeritus and Founding Director, International Arctic Research Center of the University of Alaska Fairbanks, U.S.
119. William J.R. Alexander, PhD, Professor Emeritus, Dept. of Civil and Biosystems Engineering, University of Pretoria, South Africa; Member, UN Scientific and Technical Committee on Natural
120. Bjarne Andresen, PhD, physicist, Professor, The Niels Bohr Institute, University of Copenhagen,
Denmark Geoff L. Austin, PhD, FNZIP, FRSNZ, Professor, Dept. of Physics, University of Auckland, New
Zealand
121. Timothy F. Ball, PhD, environmental consultant, former climatology professor, University of
Winnipeg, Canada
122. Ernst-Georg Beck, Dipl. Biol., Biologist, Merian-Schule Freiburg, Germany
123. Sonja A. Boehmer-Christiansen, PhD, Reader, Dept. of Geography, Hull University, UK; Editor,
Energy & Environment journal
124. Chris C. Borel, PhD, remote sensing scientist, U.S.
125. Reid A. Bryson, Ph.D. D.Sc. D.Engr., UNEP Global 500 Laureate; Senior Scientist, Center for
Climatic Research; Emeritus Professor of Meteorology, of Geography, and of Environmental
Studies, University of Wisconsin, U.S.
126. Dan Carruthers, M.Sc., wildlife biology consultant specializing in animal ecology in Arctic and
Subarctic regions, Alberta, Canada
127. Robert M. Carter, PhD, Professor, Marine Geophysical Laboratory, James Cook University,
Townsville, Australia
128. Ian D. Clark, PhD, Professor, isotope hydrogeology and paleoclimatology, Dept. of Earth Sciences,
University of Ottawa, Canada
129. Richard S. Courtney, PhD, climate and atmospheric science consultant, IPCC expert reviewer, U.K.
Willem de Lange, PhD, Dept. of Earth and Ocean Sciences, School of Science and Engineering,
Waikato University, New Zealand
Enfim, Takata. Falar de consenso é brincar com a minha intelegência e brincando, peço unanimidade entre nós dois em um ponto: ainda não existe consenso sobre a teoria do aquecimento global antropogênico.
Finalmente, quanto às temperaturas médias da terra, apesar de ser consenso entre os climatologistas das duas correntes de que a média vem caindo no início deste século, isto não desvalida necessariamente a teoria do aquecimento. Pode ser apenas uma depressão pontual. Portanto, deixemos que o próprio tempo :-) responda à esta questão.
Abraços e obrigado pela oportunidade do debate. Tenho aprendido muitas coisas dos dois lados.
Jandui
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terça-feira, 28 de abril de 2009
Aquecimento global (parte 1 de 3): resposta
Salve, Jandui Aranha,
Obrigado pela visita e pelos comentários.
Vamulá.
1) Como eu disse, há consenso e não unanimidade. A existência de uma corrente que nega não é contraditória à idéia de consenso - e sim à de unanimidade, coisa que eu disse que não existe. O consenso não precisa ser um *acordo*, apenas uma concordância *predominante*. Vide o que diz titio Houaiss:
Não se trata aqui de qualquer modo enfiar consenso goela abaixo. O que se pretende com a série de postagens (eu juro que um dia publico as partes 2 e 3) é mostrar os indícios em que se baseiam a maioria dos cientistas para dizer que há um "aquecimento global antropogênico".
2) Aqui há todo espaço para opiniões: você pode achar estranho, isso é seu direito. Mas o sentido de "espaço exageradamente grande" é explicado no texto como "exagerado em relação aos indícios fatuais que possuem". O valor dos indícios pode ser mensurado de modo mais ou menos objetivo. Veja que não estou falando em termos de comparação direta entre os prós e os contras - não é se comparar o número de reportagens ou o tamanho da mancha de textos de cada um; mas sim o tamanho dedicado a cada um com o que cada um tem a dizer. (Não irei me ater aqui ao passado do Dr. Azevedo. Nem à vida pessoal dele. Como eu escrevi na postagem "o debate ideológico não se deve sobrepor aos dados".)
3) Na verdade não há divergências sérias entre os dados de satélites e os dados de estações meteorológicas. Repare que no link que você deu, o autor contrasta os dados planetários com alguns dados *locais* - aí, claro que não se espera uniformidade. O autor do site mencionado ainda mistura dados da baixa troposfera com dados da média troposfera - o que não deve ser feito (basta saber que dentro da troposfera a temperatura cai com a altitude). O arrefecimento, como comentei lá no blogue do Nassif, *não* está caracterizado. Já houve episódios anteriores de quedas no meio da tendência geral de aumento (vide a famigerada reportagem do Estadão). Não é uma facada pois o aquecimento global antropogênico não diz que outros fatores não interfiram - apenas que o prepondera é a ação humana (falarei um pouco sobre isso nas postagens seguintes). Você sabia que estamos em um dos períodos de *menor* atividade solar nos últimos 50 anos?
4) Não há nenhuma conspiração. É apenas a verdade: o negacionismo é-lhes conveniente. Não fiz nenhuma ilação a respeito de financiamento (coisa que eu poderia fazer já que há provas de que muitos negacionistas foram financiados pela indústria petrolífera, mas que não é o foco da minha abordagem aqui).
[]s,
Roberto Takata
Obrigado pela visita e pelos comentários.
Vamulá.
1) Como eu disse, há consenso e não unanimidade. A existência de uma corrente que nega não é contraditória à idéia de consenso - e sim à de unanimidade, coisa que eu disse que não existe. O consenso não precisa ser um *acordo*, apenas uma concordância *predominante*. Vide o que diz titio Houaiss:
"consenso. s.m. (1493 cf. IVPM) 1 concordância ou uniformidade de opiniões, pensamentos, sentimentos, crenças etc., da maioria ou da totalidade de membros de uma coletividade (o c. da cristandade) 1.1 uma das maneiras de se deliberar em assembléias, conselhos etc., que ocorre quando não há objeções ou argumentos contrários ao que se está propondo (foi decidido por c.) 2 bom senso, senso comum (conforme dita o c., não se deve rasgar dinheiro) 3 identidade, concordância ou uniformidade de natureza, de caracteres etc.; harmonia (um c. desejável entre eleitos e eleitores) 4 anuência; consentimento (foi inesperado o c. da moça ao pedido de casamento) ± mútuo c. jur acordo recíproco das partes para se fazer ou desfazer um negócio jurídico; mútuo consentimento ¤ etim lat. consénsus,ús 'conformidade ou concordância de opinião ou de sentimento, acordo, harmonia, concórdia'; ver sen(t/s)- ¤ sin/var ver sinonímia de nução ¤ ant ver antonímia de nução"Quanto à American Meteorological Society, vide o que ela mesma diz:
"However, the relative effect of carbon dioxide dominates all other anthropogenic increases of greenhouse gases since the industrial revolution. An overwhelming majority of scientists agree on the following facts relating to the global warming issue.Percebe a diferença? Claro, a pesquisa de opinião a que você se refere é de *1991*!
* The theory of how greenhouse gases directly interact with atmospheric radiation is not controversial. If no other factors counter their influence, increases in their concentration will lead to global warming.
* A steady rise in the concentration of greenhouse gases began over 200 years ago and is continuing. Atmospheric concentration of carbon dioxide, the principal greenhouse gas, has increased from pre-industrial concentrations of 280 ppmv (parts per million by volume) to over 367 ppmv in 2000, an increase of more than 30%; methane has increased from 0.7 to about 1.8 ppmv, an increase of more than 150%; nitrous oxide has increased from 0.27 to over 0.31 ppmv, an increase of 16%. Tropospheric ozone is estimated to have increased by 35% since the industrial revolution.
* At current rates and modes of energy use, doubling of carbon dioxide relative to preindustrial levels is likely to occur by the mid- or late twenty-first century.
* If we were to proceed on our present course until the current global inventory of known oil and coal deposits are exhausted, carbon dioxide concentrations could reach 4-6 times those of preindustrial levels. * Because carbon dioxide is not destroyed chemically in the atmosphere, centuries and longer will be required before the added carbon dioxide is removed from the atmosphere to the deep ocean and geologic reservoirs."
http://www.ametsoc.org/policy/climatechangeresearch_2003.html
Não se trata aqui de qualquer modo enfiar consenso goela abaixo. O que se pretende com a série de postagens (eu juro que um dia publico as partes 2 e 3) é mostrar os indícios em que se baseiam a maioria dos cientistas para dizer que há um "aquecimento global antropogênico".
2) Aqui há todo espaço para opiniões: você pode achar estranho, isso é seu direito. Mas o sentido de "espaço exageradamente grande" é explicado no texto como "exagerado em relação aos indícios fatuais que possuem". O valor dos indícios pode ser mensurado de modo mais ou menos objetivo. Veja que não estou falando em termos de comparação direta entre os prós e os contras - não é se comparar o número de reportagens ou o tamanho da mancha de textos de cada um; mas sim o tamanho dedicado a cada um com o que cada um tem a dizer. (Não irei me ater aqui ao passado do Dr. Azevedo. Nem à vida pessoal dele. Como eu escrevi na postagem "o debate ideológico não se deve sobrepor aos dados".)
3) Na verdade não há divergências sérias entre os dados de satélites e os dados de estações meteorológicas. Repare que no link que você deu, o autor contrasta os dados planetários com alguns dados *locais* - aí, claro que não se espera uniformidade. O autor do site mencionado ainda mistura dados da baixa troposfera com dados da média troposfera - o que não deve ser feito (basta saber que dentro da troposfera a temperatura cai com a altitude). O arrefecimento, como comentei lá no blogue do Nassif, *não* está caracterizado. Já houve episódios anteriores de quedas no meio da tendência geral de aumento (vide a famigerada reportagem do Estadão). Não é uma facada pois o aquecimento global antropogênico não diz que outros fatores não interfiram - apenas que o prepondera é a ação humana (falarei um pouco sobre isso nas postagens seguintes). Você sabia que estamos em um dos períodos de *menor* atividade solar nos últimos 50 anos?
4) Não há nenhuma conspiração. É apenas a verdade: o negacionismo é-lhes conveniente. Não fiz nenhuma ilação a respeito de financiamento (coisa que eu poderia fazer já que há provas de que muitos negacionistas foram financiados pela indústria petrolífera, mas que não é o foco da minha abordagem aqui).
[]s,
Roberto Takata
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aquecimento global
Aquecimento global (parte 1 de 3): leitor comenta
Takata, estou eu aqui como prometido. Três considerações a fazer, se me permite:
1. Consenso e unanimidade
Takata disse:
“Há uma corrente de pessoas que negam o aquecimento global antropogênico contrariamente ao consenso na comunidade científica alcançado desde pelo menos o IV IPCC (2007).”
Você frisa que existe consenso mas não existe unanimidade. Qual a diferença? Unanimidade seria quando um grupo possui a mesma opinião sobre um determinado assunto enquanto consenso seria um ACORDO no grupo para se chegar a um ponto de vista comum. Concorda? Se sim, temos uma unanimidade. Claramente não existe acordo entre os cientistas. Mas entre os climatologistas parece que se está caminhando para um consenso de que defender a teoria do aquecimento global é entrar numa fria. Afinal, uma pesquisa do Gallup indicou que apenas 17% dos membros da American Meteorological Society da American Geophisical Society achavam que o aquecimento do século 20 teria sido resultado de um aumento das emissões de gases de efeito estufa.
Desculpe-me mas, tentar enfiar guela abaixo este “consenso” é uma impostura científica.
Portanto, sua frase é contraditória além de não ser verdadeira: se há uma corrente que nega, logo, não existe consenso. Aliás consenso em ciência é raro. O senado americano possui um relatório que contém mais de 700 assinaturas dos maiores climatologistas e físicos do planeta questionando a teoria do aquecimento global. Logo, não procede afirmar sobre consenso. Pelo contrário: o relatório do IPCC contém assinaturas de 52 cientistas somente contra mais de 700 do US. Senate Minority report.
2. Espaço exageradamente grande nos meio de comunicação aos céticos.
Achei muito estranho você dizer isto. A mída está entupida de reportagens fazendo referência sobre o aquecimento global. É raro encontrar reportagens mostrando o outro lado. Veja, por exemplo, as várias séries na rede globo – atualmente a série no fantástico.
O filme “Uma verdade incoveniente” foi agraciado com Oscar, apesar de conter 26 afirmações distorcidas, 17 enganosas, 10 exageradas, 28 especulativas e 19 erradas – isto tudo registrado no livro de Marlo Lewis. Sem falar que o judiciário Inglês confirma as incorreções, pois o filme só pôde ser distribuído nas escolas da Inglaterra depois de diversas correções.
A Folha a pouco publicou artigo de Azevedo questionando o aquecimento global. Achei estranho, pois o perfil dos leitores da folha ainda são bem contrários ao passado pouco democrático de Azevedo. Se fosse um artigo de um cientista com mais reputação, duvido que a folha tivesse publicado. Você mesmo presenciou o debate no blog do Nassif - muitos eram contra o Azevedo pelo seu passado e não pelos argumentos apresentados.
3. Você apresentou gráficos usando somente fontes de termômetros terrestres (RSS/GISS)
É sabido que existe duas bases distintas de dados: os termômetros terrestres e os satélites. A diferença é grande e séria podendo comprometer a credibilidade da ciência. Consulte as fontes e verá as diferenças. Você pode chegar à conclusões claras acessando gráficos das duas fontes de dados em
(http://www.junkscience.com/MSU_Temps/Warming_Look.html
Qual dos dois métodos seria mais adequado para calcular uma possível média de temperatura da terra? Analise os prós e contras de ambas e conclua.
A fraude ocorrida em outubro de 2008 pelos alarmistas usou uma base de dados corrompida da Rússia (http://wattsupwiththat.com/2008/11/10/giss-releases-october-2008-data/ ) e também com a computação de dados de bases desativadas, me lembrando as incorreções nos relatórios do IPCC (alguns exemplos interessante em http://uddebatt.wordpress.com/2009/04/05/fatal-errors-in-ipccs-global-climate-models/ )
e dos erros grosseiros no filme de Al Gore.
Obs: veja nos gráficos que a curva do aumento do CO2 não tem relação com as variações média das temperaturas. Fica complicado observar uma relação entre as duas curvas.
Aliás, o arrefecimento apresentado pelo planeta neste século é uma facada na lógica do aquecimento antropogênico.
4. Teorias da conspiração
Takata disse:
“É também conveniente para muitos setores contrariados com as medidas sugeridas para o combate ao aquecimento global: como a indústria petrolífera e países e grupos cujos meios de produção dependem fortemente de atividades poluidoras da atmosfera. “
…
O que não é este parágrafo acima senão uma bela de uma teoria da conspiração? E logo depois você afirma:
“quais as bases que sustentam a afirmação de que está a ocorrer um aumento global da temperatura e que esse aumento é causado pelas atividades humanas? Sem isso, sobra espaço para toda sorte de teorias conspiratórias. “
Não sou dado a dar corda para teorias da conspiração, mas reconheço que elas existem de ambos os lados. Do lado dos céticos tais teorias são motivadas por:
- Al Gore
Gore é um dos sócios-fundadores do fundo de investimento Generation Investiment Managment – criado para promover investimentos de longo prazo “sustentáveis” - conflito de interesses que motivam teorias da conspiração.
- Maurice Strong (articulador internacional da teoria aquecimentista)
Associou-se ao mega-especulador George Soros em um projeto para inserir nos USA os mini carros chineses Cherry – menos poluidores – conflito de interesses que motivam teorias da conspiração.
- Mercado Capt-and-Trade – lucratividade para investidores de empresas ambientalistas
- O alarmismo seria uma tática para frear o desenvolvimento do terceiro mundo e garantir aos países ricos suas conquistas tecnológicas no caso do desenvolvimento dos países pobres comprometer os recursos da terra?
Veja bem: não sou adepto de tais teorias que se desenvolvem a partir das idéias acima. Apenas estou mostrando que elas podem pulular pelos dois lados da contenda.
É isso aí. Até mais.
Jandui
1. Consenso e unanimidade
Takata disse:
“Há uma corrente de pessoas que negam o aquecimento global antropogênico contrariamente ao consenso na comunidade científica alcançado desde pelo menos o IV IPCC (2007).”
Você frisa que existe consenso mas não existe unanimidade. Qual a diferença? Unanimidade seria quando um grupo possui a mesma opinião sobre um determinado assunto enquanto consenso seria um ACORDO no grupo para se chegar a um ponto de vista comum. Concorda? Se sim, temos uma unanimidade. Claramente não existe acordo entre os cientistas. Mas entre os climatologistas parece que se está caminhando para um consenso de que defender a teoria do aquecimento global é entrar numa fria. Afinal, uma pesquisa do Gallup indicou que apenas 17% dos membros da American Meteorological Society da American Geophisical Society achavam que o aquecimento do século 20 teria sido resultado de um aumento das emissões de gases de efeito estufa.
Desculpe-me mas, tentar enfiar guela abaixo este “consenso” é uma impostura científica.
Portanto, sua frase é contraditória além de não ser verdadeira: se há uma corrente que nega, logo, não existe consenso. Aliás consenso em ciência é raro. O senado americano possui um relatório que contém mais de 700 assinaturas dos maiores climatologistas e físicos do planeta questionando a teoria do aquecimento global. Logo, não procede afirmar sobre consenso. Pelo contrário: o relatório do IPCC contém assinaturas de 52 cientistas somente contra mais de 700 do US. Senate Minority report.
2. Espaço exageradamente grande nos meio de comunicação aos céticos.
Achei muito estranho você dizer isto. A mída está entupida de reportagens fazendo referência sobre o aquecimento global. É raro encontrar reportagens mostrando o outro lado. Veja, por exemplo, as várias séries na rede globo – atualmente a série no fantástico.
O filme “Uma verdade incoveniente” foi agraciado com Oscar, apesar de conter 26 afirmações distorcidas, 17 enganosas, 10 exageradas, 28 especulativas e 19 erradas – isto tudo registrado no livro de Marlo Lewis. Sem falar que o judiciário Inglês confirma as incorreções, pois o filme só pôde ser distribuído nas escolas da Inglaterra depois de diversas correções.
A Folha a pouco publicou artigo de Azevedo questionando o aquecimento global. Achei estranho, pois o perfil dos leitores da folha ainda são bem contrários ao passado pouco democrático de Azevedo. Se fosse um artigo de um cientista com mais reputação, duvido que a folha tivesse publicado. Você mesmo presenciou o debate no blog do Nassif - muitos eram contra o Azevedo pelo seu passado e não pelos argumentos apresentados.
3. Você apresentou gráficos usando somente fontes de termômetros terrestres (RSS/GISS)
É sabido que existe duas bases distintas de dados: os termômetros terrestres e os satélites. A diferença é grande e séria podendo comprometer a credibilidade da ciência. Consulte as fontes e verá as diferenças. Você pode chegar à conclusões claras acessando gráficos das duas fontes de dados em
(http://www.junkscience.com/MSU_Temps/Warming_Look.html
Qual dos dois métodos seria mais adequado para calcular uma possível média de temperatura da terra? Analise os prós e contras de ambas e conclua.
A fraude ocorrida em outubro de 2008 pelos alarmistas usou uma base de dados corrompida da Rússia (http://wattsupwiththat.com/2008/11/10/giss-releases-october-2008-data/ ) e também com a computação de dados de bases desativadas, me lembrando as incorreções nos relatórios do IPCC (alguns exemplos interessante em http://uddebatt.wordpress.com/2009/04/05/fatal-errors-in-ipccs-global-climate-models/ )
e dos erros grosseiros no filme de Al Gore.
Obs: veja nos gráficos que a curva do aumento do CO2 não tem relação com as variações média das temperaturas. Fica complicado observar uma relação entre as duas curvas.
Aliás, o arrefecimento apresentado pelo planeta neste século é uma facada na lógica do aquecimento antropogênico.
4. Teorias da conspiração
Takata disse:
“É também conveniente para muitos setores contrariados com as medidas sugeridas para o combate ao aquecimento global: como a indústria petrolífera e países e grupos cujos meios de produção dependem fortemente de atividades poluidoras da atmosfera. “
…
O que não é este parágrafo acima senão uma bela de uma teoria da conspiração? E logo depois você afirma:
“quais as bases que sustentam a afirmação de que está a ocorrer um aumento global da temperatura e que esse aumento é causado pelas atividades humanas? Sem isso, sobra espaço para toda sorte de teorias conspiratórias. “
Não sou dado a dar corda para teorias da conspiração, mas reconheço que elas existem de ambos os lados. Do lado dos céticos tais teorias são motivadas por:
- Al Gore
Gore é um dos sócios-fundadores do fundo de investimento Generation Investiment Managment – criado para promover investimentos de longo prazo “sustentáveis” - conflito de interesses que motivam teorias da conspiração.
- Maurice Strong (articulador internacional da teoria aquecimentista)
Associou-se ao mega-especulador George Soros em um projeto para inserir nos USA os mini carros chineses Cherry – menos poluidores – conflito de interesses que motivam teorias da conspiração.
- Mercado Capt-and-Trade – lucratividade para investidores de empresas ambientalistas
- O alarmismo seria uma tática para frear o desenvolvimento do terceiro mundo e garantir aos países ricos suas conquistas tecnológicas no caso do desenvolvimento dos países pobres comprometer os recursos da terra?
Veja bem: não sou adepto de tais teorias que se desenvolvem a partir das idéias acima. Apenas estou mostrando que elas podem pulular pelos dois lados da contenda.
É isso aí. Até mais.
Jandui
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aquecimento global
sábado, 18 de abril de 2009
Aquecimento global (parte 1 de 3)
Esta semana, o jornalista Marcelo Leite, especializado em ciências, comentou sobre os que ele chama de "céticos do aquecimento global" (e sobre os criacionistas) - parte pode ser lida no blogue dele. O jornalista Luis Nassif, especializado em economia, reproduziu um texto do físico José Carlos de Azevedo (um dos "céticos do aquecimento") publicado na Folha de São Paulo.
Muitos comentários a essas postagens revelam um preocupante desconhecimento a respeito do conhecimento científico por trás da hipótese do aquecimento global antropogênico. Há, também, tentativas de debate ideológico - que tem seu lugar, mas não deve se sobrepor aos dados na análise da situação.
Com base nisso inicio aqui uma série de postagens sobre o tema para esclarecer alguns pontos que parecem não ter ficado claro na mente das pessoas, especialmente de leigos.
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Aquecimento global
Há uma corrente de pessoas que negam o aquecimento global antropogênico contrariamente ao consenso na comunidade científica alcançado desde pelo menos o IV IPCC (2007). Supostamente em nome de um pluralismo, essa corrente de vozes dissonantes encontra um espaço exageradamente grande na imprensa leiga: exagerado em relação aos indícios fatuais que possuem contra a tese do aumento da temperatura causada pela emissão de gases na atmosfera pela atividade humana (particularmente pela queima de combustíveis fósseis e também pelo desmatamento). Há três vertentes principais desse negacionismo:
Aparentemente nem os cientistas, nem a imprensa leiga e especializada estão fazendo uma tarefa satisfatória para o esclarecimento da opinião pública: quais as bases que sustentam a afirmação de que está a ocorrer um aumento global da temperatura e que esse aumento é causado pelas atividades humanas? Sem isso, sobra espaço para toda sorte de teorias conspiratórias.
Antes de prosseguir com a exposição dos indícios que fizeram a comunidade científica atingir um consenso (não unanimidade) sobre o tema, pode ser útil esclarecer alguns termos:
Feitos os esclarecimentos iniciais, vamos então à primeira questão: a temperatura média global nas camadas baixas da atmosfera está aumentando no decorrer do tempo?
Aquecimento global está a ocorrer
Isso é relativamente fácil de se responder, uma vez que há registros mais diretos de temperatura desde 1850 (Brohan et al. 2006; Jones & Salmon 2008) – é preciso fazer algumas correções em função da variação do método da coleta dos dados, mas o quadro é bastante claro (fig. 1).
O NCDC (2009), com outra base de dados, tem um resultado muito parecido (fig. 2).
Figura 2. Gráfico da diferença da temperatura média atmosférica superficial global ao longo dos anos em relação à média das temperaturas entre 1901 e 2000). Série histórica: 1880 a 2007.
A despeito do que os negacionistas dizem – incluindo a menção a recortes de jornais da década de 1970 (Hackbart 2007), em que pessoas e alguns cientistas se mostravam preocupados com a *diminuição* da temperatura – há, então, indícios muito sólidos sobre o aquecimento global. (Notemos que a intensidade do aumento da temperatura subsequente à década de 1970 é muito maior e a extensão do tempo 1975-2008 é equivalente ao de 1940-1975.)
Estando bem estabelecido o aquecimento global como um fenômeno real, muitos negacionistas admitem que há um aumento na temperatura do planeta, mas dizem que é um fenômeno provocado por outras causas, como um aumento na atividade solar. Será assim?
Referências
Brohan, P., J. J. Kennedy, I. Harris, S. F. B. Tett, and P. D. Jones. 2006. Uncertainty estimates in regional and global observed temperature changes: A new data set from 1850, J. Geophys. Res., 111, D12106, doi:10.1029/2005JD006548.
IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change). 2007. Fourth assessment report. Disponível em: http://www.ipcc.ch/ipccreports/ar4-syr.htm. Acessado em: 16 de abril de 2009. Link quebrado. Novo link: http://www.ipcc.ch/publications_and_data/ar4/syr/en/contents.html. Acessado em: 05 de maio de 2012.
Jones, P. & Salmon, M. 2008. Temperature data (HadCRUT3 and CRUTEM3). Disponível em: http://www.cru.uea.ac.uk/cru/data/temperature/. Acessado em: 16 de abril de 2009.
Hackbart, E. 2007. Quente ou frio ? O dia em que o Estadão anunciou o início de uma Era Glacial. Disponível em: http://www.metsul.com/secoes/visualiza.php?cod_subsecao=33&cod_texto=513. Acessado em: 16 de abril de 2009.
NCDC (National Climate Data Center). 2009. Global surface temperature anomalies. Disponível em: http://www.ncdc.noaa.gov/oa/climate/research/anomalies/index.php. Acessado em: 16 de abril de 2009.
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Upideite (13/set/2009): Aqui a parte 2. Aqui a parte 3.
Muitos comentários a essas postagens revelam um preocupante desconhecimento a respeito do conhecimento científico por trás da hipótese do aquecimento global antropogênico. Há, também, tentativas de debate ideológico - que tem seu lugar, mas não deve se sobrepor aos dados na análise da situação.
Com base nisso inicio aqui uma série de postagens sobre o tema para esclarecer alguns pontos que parecem não ter ficado claro na mente das pessoas, especialmente de leigos.
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Aquecimento global
Há uma corrente de pessoas que negam o aquecimento global antropogênico contrariamente ao consenso na comunidade científica alcançado desde pelo menos o IV IPCC (2007). Supostamente em nome de um pluralismo, essa corrente de vozes dissonantes encontra um espaço exageradamente grande na imprensa leiga: exagerado em relação aos indícios fatuais que possuem contra a tese do aumento da temperatura causada pela emissão de gases na atmosfera pela atividade humana (particularmente pela queima de combustíveis fósseis e também pelo desmatamento). Há três vertentes principais desse negacionismo:
1) Não há indícios de que o aquecimento global esteja em andamento;
2) Não há indícios de que os gases-estufa, principalmente o CO2, causem o aquecimento global;
3) Não há indícios de que os seres humanos sejam os principais causadores do aumento da concentração dos gases-estufa na atmosfera.
A voz dos negacionistas ecoa na mente de leigos que consideram o alerta sobre o aquecimento global mera ação de propaganda. É também conveniente para muitos setores contrariados com as medidas sugeridas para o combate ao aquecimento global: como a indústria petrolífera e países e grupos cujos meios de produção dependem fortemente de atividades poluidoras da atmosfera.Aparentemente nem os cientistas, nem a imprensa leiga e especializada estão fazendo uma tarefa satisfatória para o esclarecimento da opinião pública: quais as bases que sustentam a afirmação de que está a ocorrer um aumento global da temperatura e que esse aumento é causado pelas atividades humanas? Sem isso, sobra espaço para toda sorte de teorias conspiratórias.
Antes de prosseguir com a exposição dos indícios que fizeram a comunidade científica atingir um consenso (não unanimidade) sobre o tema, pode ser útil esclarecer alguns termos:
aquecimento global: aumento da temperatura média da camada da atmosfera mais próxima à superfície;
mudanças climáticas: alterações em regimes climáticos (chuva, temperatura, ventos...) – não são meras condições meteorológicas (estado atmosférico em um dado momento), mas climáticos (estado atmosférico geral em intervalos maiores de tempo).
efeito estufa: aumento da temperatura média de uma porção de ar (podemos considerar toda a atmosfera, p.e.) pela presença de determinados gases em certas concentrações.
São conceitos ligados, mas distintos. O efeito estufa pode ocorrer sem incorrer em aquecimento global: a temperatura média das camadas baixas da atmosfera podem permanecer constantes, apenas mais altas do que seria se não houvesse, por exemplo, CO2 – bastaria que nem a concentração do CO2 aumentasse, nem outros fatores se alterassem (como a incidência luminosa média local). O aquecimento global poderia ocorrer sem que o efeito estufa fosse responsável: as concentrações dos gases-estufa permanecessem constantes, mas a incidência luminosa local estivesse aumentando. Dificilmente um aquecimento global não causaria mudanças climáticas, mas mudanças climáticas poderiam ocorrer sem um aquecimento global: por exemplo, diante de um *resfriamento* global.Feitos os esclarecimentos iniciais, vamos então à primeira questão: a temperatura média global nas camadas baixas da atmosfera está aumentando no decorrer do tempo?
Aquecimento global está a ocorrer
fonte: Jones, 2009. http://www.cru.uea.ac.uk/cru/info/warming/
Figura 1. Gráfico da diferença da temperatura média atmosférica superficial global ao longo dos anos em relação à média das temperaturas entre 1961 e 1990). Série histórica: 1850 a 2008.O NCDC (2009), com outra base de dados, tem um resultado muito parecido (fig. 2).
A despeito do que os negacionistas dizem – incluindo a menção a recortes de jornais da década de 1970 (Hackbart 2007), em que pessoas e alguns cientistas se mostravam preocupados com a *diminuição* da temperatura – há, então, indícios muito sólidos sobre o aquecimento global. (Notemos que a intensidade do aumento da temperatura subsequente à década de 1970 é muito maior e a extensão do tempo 1975-2008 é equivalente ao de 1940-1975.)
Estando bem estabelecido o aquecimento global como um fenômeno real, muitos negacionistas admitem que há um aumento na temperatura do planeta, mas dizem que é um fenômeno provocado por outras causas, como um aumento na atividade solar. Será assim?
Referências
Brohan, P., J. J. Kennedy, I. Harris, S. F. B. Tett, and P. D. Jones. 2006. Uncertainty estimates in regional and global observed temperature changes: A new data set from 1850, J. Geophys. Res., 111, D12106, doi:10.1029/2005JD006548.
IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change). 2007. Fourth assessment report. Disponível em: http://www.ipcc.ch/ipccreports/ar4-syr.htm. Acessado em: 16 de abril de 2009. Link quebrado. Novo link: http://www.ipcc.ch/publications_and_data/ar4/syr/en/contents.html. Acessado em: 05 de maio de 2012.
Jones, P. & Salmon, M. 2008. Temperature data (HadCRUT3 and CRUTEM3). Disponível em: http://www.cru.uea.ac.uk/cru/data/temperature/. Acessado em: 16 de abril de 2009.
Hackbart, E. 2007. Quente ou frio ? O dia em que o Estadão anunciou o início de uma Era Glacial. Disponível em: http://www.metsul.com/secoes/visualiza.php?cod_subsecao=33&cod_texto=513. Acessado em: 16 de abril de 2009.
NCDC (National Climate Data Center). 2009. Global surface temperature anomalies. Disponível em: http://www.ncdc.noaa.gov/oa/climate/research/anomalies/index.php. Acessado em: 16 de abril de 2009.
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Upideite (13/set/2009): Aqui a parte 2. Aqui a parte 3.
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