- Grills, N. 2009. Santa Claus: a public health pariah? O autor questiona se o Papai Noel seria um bom modelo de saúde para as crianças.
- Ince, C. et al. 2012. Why Rudolph’s nose is red: observational study. Um estudo fisiológico especulativo de que por que uma das renas mais famosas do Papai Noel teria o nariz vermelho.
- Kemp, M. 2003. Nasal bioluminescence in reindeer, Rangifer tarandus rubens. Mas este autor tem outra hipótese.
- Straube, S. & Fan, X. 2015. The occupational health of Santa Claus. Uma análise dos perigos à saúde das condições de trabalho do Papai Noel.
- Park, JJ. et al. 2016. Dispelling the nice or naughty myth: retrospective observational study of Santa Claus. Será mesmo que o bom velhinho dá presentes de acordo com o bom comportamento das crianças? Este trabalho investiga essa alegação.
- Wormser, GP & Ladenheim, A. 2018. How many calories did Santa Claus consume on Christmas Eve? A dupla de autores disseca quanta caloria o Papai Noel acaba ingerindo nas visitas às casas com os biscoitos e copos de leite que a tradição manda deixar para ele repor as energias.
- Hassani, S. 2005. Santa Claus and the conservation of energy. Já este paper analisa do ponto de vista da física a energia liberada pela movimentação do São Nicolau - e o perigo que isso representa.
- Randler, C. 2019. Is Santa Claus an evening owl? Seria Papai Noel um galo madrugador ou uma coruja noturna? Essa pergunta move o estudo sobre o ritmo biológico deste símbolo natalino.
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2019
Nem tudo que doureja é lúzio 8
Um especial natalino da gaiata ciência.
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domingo, 11 de setembro de 2016
Nem tudo o que doureja é lúzio 7
Nova rodada da gaiata ciência.
Goodman et a. 2014. A few goodmen: surname-sharing economist coauthors. Econimic Inquiry. Análise de coautoria de artigos de economia com autores de mesmo sobrenome. Segundo os autores, a principal contribuição do artigo é trazer pela primeira vez um artigo com quatro autores de mesmo sobrenome, sem haver relação de parentesco direto e todos de instituições diferentes. (Via @Cardoso.)
Wiseman & Watt 2015. And now for something completely different: Inattentional blindness during a Monty Python's Flying Circus sketch. Estudo da cegueira inatencional durante exibição de uma famosa esquete do Monty Python. (Via @carlosom71.)
Bunnett & Kearley 1971. Comparative mobility of halogens in reactions of dihabobenzenes with potassium amide in ammonia. Artigo de química em forma de poesia. (Via @scienceblogsbr)
Ardalan et al. 2015. The Value of Audio Devices in the Endoscopy Room (VADER) study: a randomised controlled trial.Artigo analisando a influência da música de Star Wars no resultado de exame de colonoscopia. (Via Carlos Orsi fb)
Hetherington, J.H. & Willard, F.D.C. 1975. Two-, three-, and four-atom exchange effects in bcc 3He. O segundo autor, F.D.C. Willard, é o gato de estimação do primeiro autor: F.D. de Felis domesticus, C. de Chester o nome do gato, e Willard, o nome do pai de Chester. O gato teria sido acrescentado como co-autor para que o artigo, originalmente com um único autor, não precisasse ser reescrito substituindo-se o pronome no plural 'we/nós' para o singular 'I/eu' (Via ScienceblogsBrasil fb.)
Goodman et a. 2014. A few goodmen: surname-sharing economist coauthors. Econimic Inquiry. Análise de coautoria de artigos de economia com autores de mesmo sobrenome. Segundo os autores, a principal contribuição do artigo é trazer pela primeira vez um artigo com quatro autores de mesmo sobrenome, sem haver relação de parentesco direto e todos de instituições diferentes. (Via @Cardoso.)
Wiseman & Watt 2015. And now for something completely different: Inattentional blindness during a Monty Python's Flying Circus sketch. Estudo da cegueira inatencional durante exibição de uma famosa esquete do Monty Python. (Via @carlosom71.)
Bunnett & Kearley 1971. Comparative mobility of halogens in reactions of dihabobenzenes with potassium amide in ammonia. Artigo de química em forma de poesia. (Via @scienceblogsbr)
Ardalan et al. 2015. The Value of Audio Devices in the Endoscopy Room (VADER) study: a randomised controlled trial.Artigo analisando a influência da música de Star Wars no resultado de exame de colonoscopia. (Via Carlos Orsi fb)
Hetherington, J.H. & Willard, F.D.C. 1975. Two-, three-, and four-atom exchange effects in bcc 3He. O segundo autor, F.D.C. Willard, é o gato de estimação do primeiro autor: F.D. de Felis domesticus, C. de Chester o nome do gato, e Willard, o nome do pai de Chester. O gato teria sido acrescentado como co-autor para que o artigo, originalmente com um único autor, não precisasse ser reescrito substituindo-se o pronome no plural 'we/nós' para o singular 'I/eu' (Via ScienceblogsBrasil fb.)
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segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Nem tudo o que doureja é lúzio 6
Uma rodada especial de gaiata ciência: o tema é "bloqueio criativo".
Dois artigos já haviam sido citados na segunda rodada.
Mas sempre tem aqueles que não sabem brincar:
Dois artigos já haviam sido citados na segunda rodada.
- Upper, D. 1974. The unsuccessful self-treatment of a case of 'writer's block'. Journal of Applied Behavior Analysis 7(3): 497. (Via Humor na Ciência.) O "estudo" foi replicado 33 anos depois: Didden, R.; Sigafoos, J.; O'Reilly M.F.; Lancioni, G.E. & Sturmey, P. 2007. A Multisite Cross-Cultural Replication of Upper's (1974) Unsuccessful Self-Treatment of Writer's Block. J Appl Behav Anal. 40(3): 773.
- Molloy, G.N. 1983. The unsuccessful self-treatment of a case of "writer's block": a replication. Perceptual and Motor Skills 57: 566.
- Hermann, B.P. 1984. Unsuccessful self-treatment of a case of "writer's block": a partial failure to replicate. Perceptual and Motor Skills 58: 350.
- Olson, K. R. 1984. Unsuccessful self-treatment of "writer's block": a review of the literature. Perceptual and Motor Skills 59: 158.
- Skinner, N.F.; Perlini, A.H.; Fric, L.; Westine, E.P. & Calla, J. 1985. The unsuccessful group-treatment of "writer's block". Perceptual and Motor Skills 61: 298.
- Skinner, N.F. & Perlini, A.H. 1996. The unsuccessful group treatment of "writer's block": a ten-year follow-up. Perceptual and Motor Skills 82: 138.
Tem até meta-análise:
- McLean, D. & Thomas, B.R. 2014. Unsuccessful tratments of "writer's block": a meta-analysis. Psychological Reports 115: 276-8.
Mas sempre tem aqueles que não sabem brincar:
- Carlbring, P. & Andersson, G. 2011. Successful self-treatment of a case of writer's block. Cognitive Behaviour Therapy 40(1): 1-4.
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Nem tudo que doureja é lúzio 5
Uma nova rodada de gaiata ciência.
- Da Silva, ER et al. 2014. "Os aracnídeos como inspiração para personagens dos universos Marvel e DC". Anais XXX Congresso Brasileiro de Zoologia. Porto Alegre, RS. 4 a 7 de fevereiro de 2014. P: 359. (O grupo comparou as classes aracnídeas que são os temas das personagens dos quadrinhos das duas editoras; época de criação e se são heróis e vilões em uma análise quantitativa.)
- Milinkovitch, M C, Caccone, A and Amato, G. (2004) Molecular phylogenetic analyses indicate extensive morphological convergence between the ‘‘yeti’’ and primates. Molecular Phylogenetics and Evolution 31:1–3. (A brincadeira acabou aparentemente sendo levada a sério por um grupo que supostamente analisou ADN de Sasquatch.) (via @carlosom71)
- Tehrani, J.J. (2013) The Phylogeny of Little Red Riding Hood. PLOS ONE 8(11): e78871. (Análise filogenética da historinha de Chapeuzinho Vermelho; relacionando-a com outras histórias da carochinha.)
- Llewellyn, S. 2014. How many lies could Pinocchio tell before it became lethal? JIST 3. (Cálculo do tamanho que o nariz do boneco de madeira pode contar até que o peso lhe quebre o pescoço.) (via @carlosom71)
- A.L. Nighter, F.N. Dorf & Steph A. Rose. 1998. Directed evolution of a full professor. Philosophical Notions About Science 2002: 3104-3109. [Ottermann, K. & Doule, S. 1998. Current Biology 8(24): R863-4.] (Da pós-graduação a professor titular. Um experimento que teria dificuldades em ser aprovado por um comitê de ética e que, portanto, ninguém faria. De propósito. Sem querer é feito desde sempre, todos os dias. De algum modo.) (via @ceticismo)
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Nem tudo que doureja é lúzio 4
Mais gaiata ciência.
- Bui, E.; Rodgers, R.; Chabrol, H.; Birmes, P. & Schmitt, L. 2011. Is Anakin Skywalker suffering from borderline personality disorder? Psychiatry Research 185(1): 299. (A passagem para o Lado Negro da Força como possível resultado de problemas psiquiátricos do Transtorno de Personalidade Limítrofe) (via @AninhaArantes)
- Marshall, D.A.; Hands, T.O.; Griffiths, I. & Douglas, G. 2011. A2_9 Trajectory of falling Batman. Journal of Physics Special Topics 10(1): p1-2. (Análise da física do planeio de Batman no filme Batman Begins.) (via @carlosom71)
- Messerli, F.H. 2012. Chocolate Consumption, Cognitive Function, and Nobel Laureates. New England Journal of Medicine 1211064 (O autor apresenta uma correlação entre o consumo de chocolate em um país e quantidade de prêmios Nobels recebidos.) (via @rafagarc.)
- Norton, S.A. 2000. Tokelau on Naboo. BMJ 321: 1619-20. (O autor especula sobre a presença da micose superficial tokelau - também denominada de tinea imbricata - entre os gungans, espécie a que pertence o infame Jar Jar Binks, da série cinematográfica
,Star Wars, em função dos padrões dérmicos exibidos.) - Tweedle, V. & Smith?, R.J. 2011. A mathematical model of Bieber Fever:The most infectious disease of our time?. In Mushayabasa, S. (ed.) Understanding the dynamics of emerging and re-emerging infectious diseases using mathematical models. In press. (Modelagem epidemiológica da biebermania entre adolescentes do mundo todo. Um dos autores, Robert Smith?, é também autor de outro estudo com modelagem epidemiológica inusitado, de infecção zumbi.) (via @humornaciencia)
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Nem tudo que doureja é lúzio 3
Um pouco mais da gaiata ciência.
- Cyr, C. & Lanthier, L. 2007. One giant leap for mankind? A cost-utility of abolishing the law of gravity. (Um estudo sobre o quanto seria economizado em saúde se por uma simples canetada fosse possível diminuir a intensidade do campo gravitacional terrestre. Inspirado por uma proposta galhofa do Neo Rhino Party do Canadá - sim, eles têm o Cacareco deles.) (via @Cardoso)
- Dickison, M.R. 2009? Paedomorphic flightlessness and taxonomic affinities of a enormous Recent bird of What, if anything, is Big Bird?
(Afinal, qual a afinidade taxonômica de Garibaldo (Grandicrocavis viasesamensis)?) (via @john_s_wilkins)
- Kamp, M.A.; Slotty, P.; Sarikaya-Seiwert,S.; Steiger, H.J. & Hänggi, D. 2011. Traumatic brain injuries in illustrated literature: experience from a series of over 700 head injuries in the Asterix comic books. Acta Neurochir (Wien) 153(6):1351-5. (Uma análise de golpes na cabeça em 34 livros dos valentes gauleses de Goscinny e Uderzo e os fatores de riscos associados à severidade dos traumas.) (via @carlosom71)
- Hurlber, S.H. 1990. Spatial Distribution of the Montane Unicorn. Oikos 58(3): 257-71. (Populações da fictícia espécie recém-descoberta do unicórnio de Montana - Monoceros montanus - serve como base para uma crítica a respeito dos critérios analíticos usados na caracterização da distribuição espacial de organismos.)
- Johnsgard, P.A. & Jonsgard, K. 1992. Dragons & Unicorn: A Natural History. St. Martin Press. 76 pp. (Professor emérito em Ciências Biológicas da Universidade de Nebraska em Lincoln, Paul Jonsgard traça no livro toda a história natural - biologia, anatomia, ecologia e evolução - de dragões e unicórnios.)
- Sandvik, H. & Baerheim, A. 1994. [Does garlic protect against vampires? An experimental study]. Tidsskr Nor Laegeforen 114(30): 3.583-6. (Artigo em norueguês sobre o efeito do alho na ação de sanguessugas, que foram usadas no lugar de vampiros. Infelizmente o tamanho amostral - n = 3 - é bem pequeno.. (via @scienceblogsbr e astropt)
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Nem tudo que doureja é lúzio 2
Um pouco mais da gaiata ciência.
- Ben-Aron, D. 1984. Retrobreeding the Woolly Mammoth. Technology Review: 85. (Relato de inseminação artificial de óvulo descongelado de mamute com espermatozóide de elefante indiano e tentativa de retrocruzamento.)
- Blackmore, D.K.; Owen, D.G. & Young, C.M. 1972. Some observations on the diseases of Brunus edwardii (Species nova) . Veterinary Record 90: 382-385. (Descrição de um urso de pelúcia e suas doenças. Aqui mais detalhes.)
- Gee, H. 1999. Of dinosaurs and dragons. Nature doi:10.1038/news990401-1.(Não um artigo, mas uma notícia que relata um artigo publicado no fictício Plains Paleontology da descoberta de um fóssil de terópodo com seis membros - Smaugia volans - com um par modificado em forma de asa.)
- Klein, D.A.; Gupta, M.J.; Cooper, P. & Jansson, AFR. 2007. Carbon dioxide production by benthic bacteria: the death of manmade global warming theory? Journal of Geoclimatic Studies 13:3. 223-231 (Um falso artigo em um periódico fake. Causou alvoroço entre os negacionistas climáticos que o levaram a sério.)
- Lozier, J.D.; Aniello, P. & Hickerson, M.J. 2009. Predicting the distribution of Sasquatch in western North America: anything goes with ecological niche modelling. Journal of Biogeography 36(9): 1623-7. (O estudo destaca falhas nos modelos ecológicos, usando uma criatura lendária, do tipo Pé-Grande, como modelo.)
- Sokal, A. 1996. Transgressing the Boundaries: Towards a Transformative Hermeneutics of Quantum Gravity. Social Text 46-7: 217-52. (Não é exatamente um paper científico, mas uma paródia de artigo de ciências sociais cheio de jargões das humanidades. A peça foi perpetrada pelo físico Sokal na tentativa de demonstrar a falta de critérios do pós-modernismo e o abuso de linguagem pseudocientífica.)
- Stribling, J., Aguayo, D. & Krohn, M. 2005. Rooter: A Methodology for the Typical Unification of Access Points and Redundancy. (Artigo submetido e aceito para a WMSCI 2005. Foi gerado automaticamente por um programa de computador o SCIgen usando construções gramaticalmente corretas, mas sem sentido. A intenção foi confirmar as suspeitas de baixos padrões de aceite de trabalhos.)
- Upper, D. 1974. The unsuccessful self-treatment of a case of 'writer's block'. Journal of Applied Behavior Analysis 7(3): 497. (Via Humor na Ciência.) O "estudo" foi replicado 33 anos depois: Didden, R.; Sigafoos, J.; O'Reilly M.F.; Lancioni, G.E. & Sturmey, P. 2007. A Multisite Cross-Cultural Replication of Upper's (1974) Unsuccessful Self-Treatment of Writer's Block. J Appl Behav Anal. 40(3): 773.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Nem tudo o que doureja é lúzio
Nem toda falsa ciência é pseudociência. Há uma classe de falsa ciência que procura apenas ser divertida - admitindo não ser o que finge ser (resisto aqui a fazer a batida citação pessoniana da autopsicografia).
Há ainda a ciência legítima que atua, propositadamente, sobre campos imaginários: algumas vezes para servir de exercício didático a respeito dos princípios subjacentes - aclarar a lógica de um mecanismo ou processo analítico.
(Mas explorar as causas profundas desse fenômeno é uma tarefa da psicossociologia das ciências. Desconheço algum trabalho que analise a fundo a necessidade dos cientistas em produzir esse tipo de artigo.)
A quintessência do processo científico é o paper. Quando se fala em conhecimento científico legitimado o ícone é o artigo científico publicado em revista indexada revisado por pares. (É um dos poucos casos em que se fala de autorregulação sem se ouvir tosses dissimuladas, engasgos ou ver narizes torcidos - talvez por não se explicitar que isso significa apenas que é ciência aquilo que os cientistas mesmos dizem que é ciência...) É a medida de produtividade, em cima dele derivam-se os valores bibliométricos e cienciométricos - que irão embasar o mérito de uma pesquisa e de seus pesquisadores.
Nada mais natural então que essa peça central da comunicação (disseminação) científica seja um dos alvos preferenciais da gaiata ciência (com o devido perdão a Nietzsche pela corrutela).
Segue uma coleção de artigos científicos (publicados em revistas científicas ou livros, de outro modo, sérios), falsos artigos científicos (incluindo os publicados em revistas científicas - especialmente os que vão dentro do espírito do 1o de abril) e artigos de natureza intermediária (ou indeterminada):
Upideite(15/mar/2011): Parte 2, a missão.
Há ainda a ciência legítima que atua, propositadamente, sobre campos imaginários: algumas vezes para servir de exercício didático a respeito dos princípios subjacentes - aclarar a lógica de um mecanismo ou processo analítico.
(Mas explorar as causas profundas desse fenômeno é uma tarefa da psicossociologia das ciências. Desconheço algum trabalho que analise a fundo a necessidade dos cientistas em produzir esse tipo de artigo.)
A quintessência do processo científico é o paper. Quando se fala em conhecimento científico legitimado o ícone é o artigo científico publicado em revista indexada revisado por pares. (É um dos poucos casos em que se fala de autorregulação sem se ouvir tosses dissimuladas, engasgos ou ver narizes torcidos - talvez por não se explicitar que isso significa apenas que é ciência aquilo que os cientistas mesmos dizem que é ciência...) É a medida de produtividade, em cima dele derivam-se os valores bibliométricos e cienciométricos - que irão embasar o mérito de uma pesquisa e de seus pesquisadores.
Nada mais natural então que essa peça central da comunicação (disseminação) científica seja um dos alvos preferenciais da gaiata ciência (com o devido perdão a Nietzsche pela corrutela).
Segue uma coleção de artigos científicos (publicados em revistas científicas ou livros, de outro modo, sérios), falsos artigos científicos (incluindo os publicados em revistas científicas - especialmente os que vão dentro do espírito do 1o de abril) e artigos de natureza intermediária (ou indeterminada):
- Alpher, RA; Bethe, H & Gamow, G. 1948. The origin of chemical elements. Physical Review 73(7): 803-4. A brincadeira é mais sutil, apenas com os sobrenomes dos autores: o trabalho foi de Gamow e de seu aluno Alpher, para o trocadilho, Gamow convidou Hans Bethe para ficar alfa-beta-gama. (Comentário no Humor na Ciência.)
- Carpenter, K. 1998. A dinosaur paleontologist's view of Godzilla. In Lees, JD & Cerasini, M. (eds) The Official Godzilla Compendium. Random House (New York), pp. 102-106. (Uma análise no Tetrapod Zoology.)
- Christiansen, P. 2000. Godzilla from a zoological perspective. Mathematical Geology 32: 231-245.
- Craig, JM; Dow, R & Aitken M-A. 2005. Harry Potter and the recessive allele. Nature 436: 776a (Carta que valeu uma resposta de Dodd, A; Hotta, CT & Gardner, MJ. 2005. Harry Potter and the prisoner of presumption. Nature 437: 318.) (Comentário no Via Gene.) Sim, Hotta, CT é o Carlos Takeshi Hotta do Brontossauros em meu jardim.
- Georgy, ST & Widdicombe, JG. 2002. The pyrophysiology and sexuality of dragons. Respiratory Physiology & Neurobiology 133(1-2):3-10. (Brincadeira de 1o de abril publicada em 11 de outubro.)
- Gould, SJ. 1979. Mickey Mouse meets Konrad Lorenz. Natural History 88:30-36. (Gould discute a neotenia na evolução gráfica da personagem de Disney. A referência a Lorenz é o conceito do "Kindchenschema" atributos físicos de filhotes de mamíferos - como cabeça e olhos grandes e arredondados - que despertam sentimentos de proteção nos humanos adultos.)
- Hassani, S. 2005. Santa Claus and the conservation of energy. Phys. Edu. 40: 579-81.
- Höfer, T; Przyrembel, H & Verleger, S. 2004. New evidence for the Theory of the Stork. Paediatric and Perinatal Epidemiology 18(1): 88-92.
- Krugman, P. 1978. Theory of interstellar trade. (O nobelista de economia em 2008 Paul Krugman.)
- Lawton JH . (1996). Nessiteras rhombopteryx. Oikos 77:378-380
- Munz, P; Hudea, I; Imad, J & Smith?, RJ. 2009. When zombies attack!: mathematical modelling of an outbreak of zombie infection. In JM Tchuenche & C Chiyaka (eds) Infectious disease modelling research progress. Nova Science Publishers, no prelo. (Uma análise no RNAm, entrevista com Smith? no Universo Físico.)
- Phillips, PK & Heath, JE. 2001. Heat loss in Dumbo: a theoretical approach. Journal of Thermal Biology 26(2): 117-20.
- Pittenger, JB. 1983. On the plausibility of Superman's x-ray vision. Perception 12(5): 635–9.
- Ragan, SM. 2005. Etiology of Romero-Fulci disease: the case for prions. J. Zom. Sci 6:1519-23. (Artigo de ficção.)
- Sheldon, RW & Kerr, SR. 1972. The population density of monsters in Loch Ness. Limnology & Oceanography 17(5): 796-8.
- Tippet, Ben. 2009. A unified theory of Superman's power. (Uma análise no 100nexos.)
Upideite(15/mar/2011): Parte 2, a missão.
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