Lives de Ciência

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domingo, 11 de junho de 2023

Nem tudo o que doureja é lúzio 9

Mais uma rodada da gaiata ciência.
  • Hall, N. 2014. The Kardashian index: a measure of discrepant social media profile for scientists. Genome Biology 15:424. Índice proposto para medir a discrepância entre a popularidade de um cientista e sua importância acadêmica. via @alesscar.
  • Hamilton, A.J.; May, R.M & Waters, E.K. 2015. Here be dragons. Nature 520: 42-3. Os autores sugerem em brincadeira em torno de 1o de abril que os padrões de temperaturas globais são indícios da existência de dragões. via Leandro Tessler fb.
  • Hopkinson, J.A. & Hopkinson, M.A. 2013. The hobbit — an unexpected deficiency. The Medical Journal of Australia 199(11): 805-6. Uma análise do possível papel da falta de vitamina D na vitória do bem contra o mal em The Hobbit, romance de J.R.R. Tolkien.
  • Kane, SR. & Selsis, K. 2014. A Necro-Biological Explanation for the Fermi Paradox. preprint no arXiv. Os autores analisam os riscos da psicose espontânea necroanimadora se espalhar pelo universo junto com a vida elaborando uma equação de Drake modificada para calcular a prevalência de planetas tomados por zumbis e responder ao paradoxo de Fermi. via Rodrigo Veras fb.
  • Lystad, RP & Brown, BT. 2019. “Death is certain, the time is not”: mortality and survival in Game of Thrones. Injury Epidemiology 5:44. Análise das causas de morte na série Game of Thrones. via Ruth Helena Bellinghini.
  • Trump, D. 2016. Proof of the Riemann Hypothesis utilizing the theory of Alternative Facts.  David Johnson brinca com o conceito de "fatos alternativos" (aka 'mentira deslavada') avançado por Kellyanne Conway assessora do presidente americano Donald Trump para apresentar uma visão da equipe a respeito do público que acompanhou a cerimônia de posse presidencial, notadamente menor do que as cerimônias de inauguração das presidências de Barack Obama. via Carlos Orsi fb.
  • Habgood-Coote et al. 2023. Can a good philosophical contribution be made just by asking a question? Metaphilosophu 54(1): 54. O artigo consiste unicamente no título e dados de autoria. Pelo menos está em Open Access. (Uma pergunta que suscita é se os autores pagaram alguma coisa.) Mas o método da maiêutica socrática consiste basicamente em fazer uma série de perguntas, de modo que o próprio interlocutor desenvolva seu pensamento ao respondâ-las. via Éverton Fernandes fb.*

*Upideite(11/jun/2023): O artigo vem com um comentário à parte dos próprios autores (exigência dos editores para a publicação do outro "artigo". Curiosamente, os autores não citam Sócrates.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Nem tudo que doureja é lúzio 8

Um especial natalino da gaiata ciência.

domingo, 11 de setembro de 2016

Nem tudo o que doureja é lúzio 7

Nova rodada da gaiata ciência.

Goodman et a. 2014. A few goodmen: surname-sharing economist coauthors. Econimic Inquiry. Análise de coautoria de artigos de economia com autores de mesmo sobrenome. Segundo os autores, a principal contribuição do artigo é trazer pela primeira vez um artigo com quatro autores de mesmo sobrenome, sem haver relação de parentesco direto e todos de instituições diferentes. (Via @Cardoso.)
Wiseman & Watt 2015. And now for something completely different: Inattentional blindness during a Monty Python's Flying Circus sketch. Estudo da cegueira inatencional durante exibição de uma famosa esquete do Monty Python. (Via @carlosom71.)
Bunnett & Kearley 1971. Comparative mobility of halogens in reactions of dihabobenzenes with potassium amide in ammonia. Artigo de química em forma de poesia. (Via @scienceblogsbr)
Ardalan et al. 2015. The Value of Audio Devices in the Endoscopy Room (VADER) study: a randomised controlled trial.Artigo analisando a influência da música de Star Wars no resultado de exame de colonoscopia. (Via Carlos Orsi fb)
Hetherington, J.H. & Willard, F.D.C. 1975. Two-, three-, and four-atom exchange effects in bcc 3He. O segundo autor, F.D.C. Willard, é o gato de estimação do primeiro autor: F.D. de Felis domesticus, C. de Chester o nome do gato, e Willard, o nome do pai de Chester. O gato teria sido acrescentado como co-autor para que o artigo, originalmente com um único autor, não precisasse ser reescrito substituindo-se o pronome no plural 'we/nós' para o singular 'I/eu' (Via ScienceblogsBrasil fb.)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Nem tudo o que doureja é lúzio 6

Uma rodada especial de gaiata ciência: o tema é "bloqueio criativo".

Dois artigos já haviam sido citados na segunda rodada.
Mas é praticamente uma subárea à parte da psicologia:

Tem até meta-análise:

Mas sempre tem aqueles que não sabem brincar:

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Nem tudo que doureja é lúzio 5

Uma nova rodada de gaiata ciência.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Nem tudo que doureja é lúzio 4

Mais gaiata ciência.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Nem tudo que doureja é lúzio 3

Um pouco mais da gaiata ciência.
  • Cyr, C. & Lanthier, L. 2007. One giant leap for mankind? A cost-utility of abolishing the law of gravity. (Um estudo sobre o quanto seria economizado em saúde se por uma simples canetada fosse possível diminuir a intensidade do campo gravitacional terrestre. Inspirado por uma proposta galhofa do Neo Rhino Party do Canadá - sim, eles têm o Cacareco deles.) (via @Cardoso)
  • Dickison, M.R. 2009? Paedomorphic flightlessness and taxonomic affinities of a enormous Recent bird of What, if anything, is Big Bird?
  • (Afinal, qual a afinidade taxonômica de Garibaldo (Grandicrocavis viasesamensis)?) (via @john_s_wilkins)

  • Kamp, M.A.; Slotty, P.; Sarikaya-Seiwert,S.; Steiger, H.J. & Hänggi, D. 2011. Traumatic brain injuries in illustrated literature: experience from a series of over 700 head injuries in the Asterix comic books. Acta Neurochir (Wien) 153(6):1351-5. (Uma análise de golpes na cabeça em 34 livros dos valentes gauleses de Goscinny e Uderzo e os fatores de riscos associados à severidade dos traumas.) (via @carlosom71)
  • Hurlber, S.H. 1990. Spatial Distribution of the Montane Unicorn. Oikos 58(3): 257-71. (Populações da fictícia espécie recém-descoberta do unicórnio de Montana - Monoceros montanus - serve como base para uma crítica a respeito dos critérios analíticos usados na caracterização da distribuição espacial de organismos.)
  • Johnsgard, P.A. & Jonsgard, K. 1992. Dragons & Unicorn: A Natural History. St. Martin Press. 76 pp. (Professor emérito em Ciências Biológicas da Universidade de Nebraska em Lincoln, Paul Jonsgard traça no livro toda a história natural - biologia, anatomia, ecologia e evolução - de dragões e unicórnios.)
  • Sandvik, H. & Baerheim, A. 1994. [Does garlic protect against vampires? An experimental study]. Tidsskr Nor Laegeforen 114(30): 3.583-6. (Artigo em norueguês sobre o efeito do alho na ação de sanguessugas, que foram usadas no lugar de vampiros. Infelizmente o tamanho amostral - n = 3 - é bem pequeno.. (via @scienceblogsbr e astropt)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Nem tudo que doureja é lúzio 2

Um pouco mais da gaiata ciência.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nem tudo o que doureja é lúzio

Nem toda falsa ciência é pseudociência. Há uma classe de falsa ciência que procura apenas ser divertida - admitindo não ser o que finge ser (resisto aqui a fazer a batida citação pessoniana da autopsicografia).

Há ainda a ciência legítima que atua, propositadamente, sobre campos imaginários: algumas vezes para servir de exercício didático a respeito dos princípios subjacentes - aclarar a lógica de um mecanismo ou processo analítico.

(Mas explorar as causas profundas desse fenômeno é uma tarefa da psicossociologia das ciências. Desconheço algum trabalho que analise a fundo a necessidade dos cientistas em produzir esse tipo de artigo.)

A quintessência do processo científico é o paper. Quando se fala em conhecimento científico legitimado o ícone é o artigo científico publicado em revista indexada revisado por pares. (É um dos poucos casos em que se fala de autorregulação sem se ouvir tosses dissimuladas, engasgos ou ver narizes torcidos - talvez por não se explicitar que isso significa apenas que é ciência aquilo que os cientistas mesmos dizem que é ciência...) É a medida de produtividade, em cima dele derivam-se os valores bibliométricos e cienciométricos - que irão embasar o mérito de uma pesquisa e de seus pesquisadores.

Nada mais natural então que essa peça central da comunicação (disseminação) científica seja um dos alvos preferenciais da gaiata ciência (com o devido perdão a Nietzsche pela corrutela).

Segue uma coleção de artigos científicos (publicados em revistas científicas ou livros, de outro modo, sérios), falsos artigos científicos (incluindo os publicados em revistas científicas - especialmente os que vão dentro do espírito do 1o de abril) e artigos de natureza intermediária (ou indeterminada):
(Provavelmente acrescentarei mais referências posteriormente, mas por certo não há pretensão de se fazer aqui uma listagem exaustiva... há muitos mais do que pode caber em uma simples postagem.)

Upideite(15/mar/2011): Parte 2, a missão.

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