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domingo, 20 de maio de 2018

Do Euclipo ao Conhecer: uma década da (nova) DC na internet

Entre 11 e 12 de dezembro de 2008, em Ribeirão Preto, SP, era realizado o 1o Euclipo (Encontro de Weblogs Científicos de Língua Portuguesa). Como o nome indica o evento se concentrava na divulgação científica por meio de blogs, um meio relativamente novo à época (nem tããão novo - existem desde pelo menos o fim da década de 1990).

Participantes do 1o Euclipo: 11 e 12 de dezembro de 2008. Fonte: Charles Morphy.
No ano seguinte, de 25 a 27 de setembro, em Arraial do Cabo, RJ, seria realizado o 2o Euclipo.
Participantes do 2o Euclipo: 25 a 27 de setembro de 2009. Crédito: Thiago Camelo?/Ciência Hoje.
Nessa época, vários blogueiros já estavam organizados em um condomínio, o Lablogatórios, criado por Carlos Hotta e Atila Iamarino, que logo se tornaria o Scienceblogs Brasil.

O terceiro Euclipo nunca chegou a ser realizado. Talvez uma grande crise tenha ocorrido nessa época: seja com a migração para novas mídias, seja apenas pelos pioneiros estarem abandonando a empreitada.

Em 2016, uma reunião em Campinas, entre 23 e 24 de janeiro, marcava ao mesmo tempo o início e a consolidação de uma rede de vlogueiros de ciência: o selo ScienceVlogs Brasil e o canal BláBláLogia. Muitos já tinham seus próprios canais no YouTube, alguns ainda blogavam.

Participantes da reunião de lançamento do ScienceVlogs Brasil e criação do BláBláLogia: 23 e 24 de janeiro de 2016. Crédito: CR Dias.

Agora em 19 de maio de 2018, foi realizado o Conhecer: 1o Encontro Nacional de Divulgação Científica, em São Paulo. Ele marca a presença de uma grande diversidade de iniciativas de divulgação científica - a maioria online (e presença massiva de vlogs e de podcasts), mas algumas offlines.
Participantes do Conhecer, 19 de maio de 2018. Fonte: Vivi/Bit de Prosa.



A despeito do hiato de eventos, talvez em função de uma crise na blogosfera filomática, entre 2009 e 2016, dá pra se notar um aumento do número de participantes, possivelmente refletindo o aumento da comunidade de divulgação científica nas novas mídias no Brasil - a exploração de mídias tem se diversificado também (texto, fotos, áudio, vídeos...) à medida que os custos vão se reduzindo. Ainda é um clube do bolinha, mas a presença feminina tem sido maior e mais ativa. No entanto, a presença de negros e indígenas ainda é muito baixa.

Pioneiros como o Carlos Hotta, Atila Iamarino, Luiz Bento, Ísis Nóbile Diniz, Rafael Bento, Reinaldo José Lopes, Osame Kinouchi, Luís Brudna e outros ainda estão na ativa: vários migrando de mídia.

Avanços têm sido feitos, mas alguns desafios permanecem: como alcançar o público não "iniciado". No 2o Euclipo falava-se em monetização, no Conhecer falaram em profissionalização. O financiamento dos projetos e remuneração dos divulgadores também são outros desafios que permanecem.

Seria o caso de discutir também uma institucionalização com a formação de uma associação formal?

Upideite(24.mai.2018): Veja também:
Noêmia Lopes/Agência Fapesp (23.mai.2018): Divulgadores de ciência fortalecem redes e diversificam atuação.

domingo, 13 de maio de 2018

Especulando: Tolerância zero para pseudo e anticiências?

Lucas Camargo, do Dragões de Garagem e da UFSC, apresentou uma hipótese que gerou uma discussão no twitter que acho que merece ser acompanhada. Compilei os tweets num moments.





Fiquem à vontade para contribuir no twitter ou nos comentários aqui.

(Peço desculpas por eventuais erros gramaticas que eu tenha cometido.)

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