Lives de Ciência

Veja calendário das lives de ciência.
Mostrando postagens com marcador corrida espacial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrida espacial. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de julho de 2019

Da Terra à Lua - e de volta à Terra (e de volta à Lua?): 50 anos depois.

Cena de "Viagem à Lua" de  Georges Méliès, 1902. Fonte: Wikimedia Commons.

Em 1865, o escritor francês, Jules Verne, lança seu "Da Terra à Lua", influente obra de ficção científica em que narra a conquista do satélite natural de nosso planeta através de um projeto balístico. (Incidentalmente, esse modo de viagem é impraticável, posto que exige aceleração acima do que o corpo humano é capaz de suportar.)

Pouco mais de 100 anos depois, às 17h17 (horá de Brasília) do dia 20 de julho de 1969, o módulo lunar Eagle, da missão Apollo 11, pousaria num canto do Mar da Tranquilidade, uma planície formada há bilhões de anos por derramamento de lava e coberta por fragmentos de rocha algo similar a areia grossa e cascalho, o regolito lunar, resultante dos inúmeros impactos de meteoritos e partículas solares e interestelares contra a superfície da Lua. Seis horas mais tarde, às 23h56, o astronauta americano Neil Armstrong se tornaria a primeira pessoa a pisar em outro corpo celeste além de nosso próprio mundo.

Fotografia do local do pouso da missão Apollo 11, tirada em 2012 pelo Lunar Reconnaissance Orbiter. LM: módulo lunar; LRRR: refletor para medição de distância lunar por laser; PSEP: pacote de experimento sismológico passivo Fonte: Wikimedia Commons.
Depois do primeiro artefato lançado ao espaço em órbita terrestre: o satélite artificial Sputnik 1, em 4.out.1957; o primeiro ser vivo lançado ao espaço em órbita terrestre: a cadela Laika, 3.nov.1957; o primeiro homem - e ser humano - lançado ao espaço em órbita terrestre: o cosmonauta Yuri Gagarin, 12.abr.1961; e a primeira mulher lançada ao espaço em órbita terrestre: a cosmonauta Valentina Tereshkova, 16.jun.1963- todos pioneirismos que couberam à União Soviética, o grande adversário dos EUA durante a Guerra Fria -, os americanos ultrapassaram os soviético na corrida à Lua, o próximo objetivo natural da chamada Corrida Espacial. No total 12 seres humanos, todos homens e todos americanos, pisaram na Lua - todos pelas missões Apollo, sendo a última visita a 11.dez.1972 com a Apollo 17. Caras demais, as missões tripuladas foram deixadas de lado - inclusive para o objetivo seguinte, Marte - por décadas. Vezes sem conta, desde então sempre ressurge a conversa de retomada das missões com pessoas a bordo para além da órbita da Terra. Atualmente, a China se mostra interessada em enviar seu primeiro taikonauta para o nosso satélite. E, claro, também a Nasa realiza planos para voltar à Lua, desta vez, incluindo mulheres: o programa se chama Artemis, deusa da Lua e gêmea de Apolo.

Desta vez, o interesse é menos político-militar e esportivo, e mais científico e econômico. A longo prazo, a ideia é estabelecer uma base lunar com presença permanente de humanos; permitiria o lançamento de sondas e talvez missões tripuladas a Marte com mais facilidade; e a mineração lunar permitiria a obtenção de recursos valiosos: água (há água na forma de gelo no fundo de crateras nos polos - além de abastecer as bases permanentes, poderiam fornecer hidrogênio para propulsão de foguetes lançados do satélite), hélio-3 (que permitiria a exploração da fusão nuclear - assim que a tecnologia se tornar viável) e terras raras (elementos metálicos importantes para a indústria eletrônica).

O feito de Michael Collins (que permaneceu no módulo de comando em órbita, sem pisar na Lua), "Buzz" Aldrin e Neil Armstrong - e centenas de técnicos, engenheiros e outros funcionários da agência espacial americana - há meio século legou não apenas muito da miniaturização eletrônica e outras tecnologias de amplo uso e frases de efeito inesquecíveis ("A Águia pousou", "Um passo pequeno para o Homem, um salto gigantesco para a Humanidade", "Eu levantei meu dedão e fechei um olho, e meu dedão cobriu totalmente a Terra. Eu não me senti um gigante. Me senti muito, muito pequeno.", entre outras.). Inserido em um contexto político complexo (como sempre estamos, afinal) e dentro de toda uma série de realizações (às vezes interrompidas tragicamente, com desastres, explosões e mortes, sempre nos lembrando quão perigosa é a viagem espacial em todas as suas etapas) anteriores e posteriores, a conquista da Lua ainda inspira o avanço do conhecimento e do que, com trabalho dedicado e coordenado, a Humanidade é capaz de alcançar.

Localmente é de fazer notar o contraste com o cenário atual de desinvestimento em ciência e educação no país, globalmente é de fazer refletir se seria possível congregar tais esforços em escala planetária para deter o pior cenário da crise climática global.

Abaixo, uma seleção de peças produzidas pela DCsfera lusófona sobre a efeméride:
*SciCast. 12.jul.2019: A Conquista da Lua - Parte I; Parte II e Parte III. (áudios)
*Ponto em Comum. 15.jul.2019: Por que PARAMOS de ir à LUA? (vídeo)
*Canal Metrologia. 16.jul.2019: Infográfico: 50 anos da Apollo 11: primeiro pouso na Lua.
*Herton Escobar/Ciência USP. 19.jul.2019: O legado da lua: 50 anos depois.
*E-farsas. 20.jul.2019. Descubra a verdade sobre várias teorias conspiratórias envolvendo a Lua!
*Papo de Primata. 20.jul.2019. Há 50 anos, alienígenas invadiram a Lua!
*SpaceToday. 12.jul.2019. 50 anos do homem na Lua - Parte I, Parte II, Parte III, Parte IV (vídeos)
*Fake em Nóis. 24.jul.2019. 50 anos do homem na lua: o que é fato e o que é fake news (vídeo)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

To the infinity and beyond...

Que Madonna que nada. Quem visita estas paragens tupiniquins agora é Edwin Eugene Aldrin Jr, Buzz Aldrin. Sim, todo mundo sabe que ele esteve na missão Apollo 11, descendo ao solo lunar um tempo depois de Neil Armostrong. É autor de uma das descrições mais poéticas de nosso satélite natural: "magnificent desolation".

A Marília Juste, no G1, faz cobertura da visita - ela ganhou até um beijo na bochecha do velho astronauta (terá coragem de lavá-la depois disso)? Cordial e espirituoso ao dizer que sua recepção na chegada ao Brasil foi melhor do que na sua ida à Lua, também irascível ao socar um coió negacionista da conquista espacial. Homenageado pela Disney/Pixar na figura da personagem Buzz Lightyear, o patrulheiro espacial; teve uma participação especial como ele mesmo em um episódio de "The Simpsons": "Deep Space Homer".

Abaixo alguns vídeos com Aldrin.


Explicando o pouso na Lua


Relata sua experiência na Apollo 11

Aqui fotos do local de pouso da missão Apollo 11. feita pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter:

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails