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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Destaques do Nature Publishing Index 2012

A Nature Publishing Group acaba de publicar seu Nature Publishing Index 2012 Global - com indicadores comparativos entre países e instituições acadêmicas referentes aos artigos publicados nas revistas do grupo.

A análise sobre a produção brasileira ficou a cargo do jornalista Reinaldo José Lopes.

Os quinze países com mais artigos publicados não traz surpresas:
1) EUA: 2.236 (CC: 1638,92);
2) RU: 677 (CC: 303,34);
3) Alemanha: 594 (CC: 277,81);
4) Japão: 398 (CC: 234,40);
5) França: 383 (CC: 151,83);
6) China: 303 (150,03);
7) Suíça: 259 (CC: 109,13);
8) Canadá: 247 (CC: 82,38);
9) Países Baixos: 230 (CC: 74,07);
10) Austrália: 223 (CC: 68,26);
11) Itália: 195 (CC: 56,82);
12) Espanha: 175 (CC: 57,27);
13) Bélgica: 113 (CC: 32,48);
14) Coreia do Sul: 112 (CC: 40,82);
15) Israel: 81 (CC: 38,08).

(CC corresponde à contagem corrigida - que leva em conta o número de instituições a que um dado autor do artigo é afiliado e a porcentagem de autores por instituições.)

No total de artigos publicados em 2011 (não apenas nas do NPG), pela ordem, os 15 primeiros foram: EUA, China, RU, Alemanha, Japão, França, Índia, Canadá, Itália, Espanha, Austrália, Coreia do Sul, Brasil, Países Baixos, Taiwan.

Há um bom grau de concordância, com uma maior facilidade para países anglófonos - exceto para a Índia.

Entre os países, os editores da NPI 2012 destacam cinco que tiveram um crescimento relativamente rápido nos indicadores da NPI: China, Brasil (25o, 39, CC: 5,71), Irlanda (20o, 45, CC: 14,05), Quênia (38o, 9,CC: 1,71) e Arábia Saudita (41o, 11, CC: 1,13).

Exceto pela China e Brasil, não são países que se destacam particularmente na produção científica mundial - apenas a Arábia Saudita que nos últimos 5 anos têm apresentado uma aceleração na taxa de crescimento de sua produção científica total. (Fig. 1)

Figura 1. Crescimento da produção científica de países selecionados. Base: 1996. Fonte: SJR.

O ritmo de crescimento da produção do Quênia é igual ao do da África do Sul - que tem uma produção absoluta maior. A produção da Arábia Saudita, como dito, tem passado por uma aceleração significativa - no ritmo chinês - mas somente nos últimos 5 anos. Sua produção, no entanto, ainda é inferior à egípcia e à turca. A produção irlandesa também não tem crescido em um ritmo particularmente destacado em relação à produção de vários outros países.

O NPI parece ser um bom indicador no atacado - correlacionando-se bem com índices globais envolvendo um número e uma variedade muito maior de publicações. Mas, sem surpresas, pode ser mais limitado na análise de um país ou de uma instituição em particular.

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