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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Por que pesquiso? 7

O físico Marcelo Gleiser em sua coluna na Folha, em 2013:

"Por que fazer ciência? Esse é o mais importante deles, e o que requer mais cuidado. A primeira razão para se fazer ciência é ter uma paixão declarada pela natureza, um desejo insaciável de desbravar os mistérios do mundo natural. Essa visão, sem dúvida romântica, é essencial para muita gente: fazemos ciência porque nenhuma outra profissão nos permite dedicar a vida a entender como funciona o mundo e como nós humanos nos encaixamos no grande esquema cósmico. Mesmo que o que cada um pode contribuir seja, na maioria dos casos, pouco, é o fazer parte desse processo de busca que nos leva em frente.

Existe também o lado útil da ciência, ligado diretamente a aplicações tecnológicas, em que novos materiais e novas tecnologias são postos a serviço da criação de produtos e da melhoria da qualidade de vida das pessoas. Mas dado que a preparação para a carreira é longa --depois da graduação ainda tem a pós com bolsas bem baixas-- sem a paixão fica difícil ver a utilidade da ciência como a única motivação. No meu caso, digo que faço ciência porque não me consigo imaginar fazendo outra coisa que me faça tão feliz. Mesmo com todas as barreiras da profissão, considero um privilégio poder pensar sobre o mundo. E poder dividir com os outros o que vou aprendendo no caminho."

O biólogo Stevens Rehen, em seu blogue, em 2010:

"Uma pergunta que ouço com freqüência é 'por que decidiu ser cientista?' A resposta é... não sei! Acho que se herdasse a estatura de meu terceiro irmão continuaria arriscando no voleibol. Se tivesse a mesma habilidade percussiva do caçula, estaria na música. Cogitei também veterinária e jornalismo.

Não houve portanto um momento mágico em minha vida quando decidi pela ciência. É como no filme da campanha 'ciência vale a pena' do Instituto Ciência Hoje: 'todo ser humano é um cientista por natureza, é só continuar'. Acho que foi o que aconteceu comigo.

É fato que meus pais sempre defenderam a opção dos filhos por um ofício prazeroso, independente de qual fosse, e isso ajudou bastante em minha decisão.

[...]

Fazer ciência é um barato. Há dificuldades e dissabores, óbvio que sim, mas nada supera a satisfação de participar de uma descoberta científica."

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