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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Antiguidade sólida: (mais um) ataque à sociologia

Não vi uma confirmação oficial do que teria dito nosso amado e premiado gestor hídrico, o governador Geraldo Alckmin, sobre a Fapesp dever financiar apenas pesquisas "úteis" e não "inúteis" como a Sociologia.

Eu poderia responder a esse ponto de vista apenas com referências a postagens anteriores no GR; como uma de 2012 sobre a crítica do jornalista Luís Nassif a pesquisas "inúteis" pelo CNPq, uma sobre a (falsa) dicotomia entre ciência aplicada e básica ou uma terceira sobre a questão da hierarquia das ciências (os dados sugerem que haja uma hierarquia em relação ao grau de consenso entre as áreas: mas isso estaria ligado à complexidade do fenômeno estudado, não a um valor intrínseco dos campos científicos). Isso tanto mostra que essa visão não é nada original quanto que há uma preocupante permanência dela. Inclusive em outros países como o JapãoReino Unido e EUA.

Mas deixemos o próprio Conselho Superior da Fapesp com a palavra:
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A FAPESP considera importante o debate na sociedade sobre o papel da pesquisa no Estado de São Paulo. Por determinação constitucional, esta Fundação deve apoiar o “desenvolvimento científico e tecnológico” no Estado de São Paulo (artigo 271, caput da Constituição Estadual) em todas as áreas do conhecimento (artigo 16, parágrafo primeiro da Lei 5918 de 1960).
Pela natureza intrínseca da ciência, resultados práticos de diferentes pesquisas podem se verificar em diferentes prazos, de maior ou menor extensão. Algumas pesquisas não se realizam para chegar a resultados práticos, mas sim para tornar as pessoas e as sociedades mais sábias e, assim, entenderem melhor o mundo em que vivemos, o que é uma das missões da ciência.
O Conselho Superior da FAPESP destaca que o apoio à pesquisa com vistas a aplicações tem recebido mais da metade (52% nos últimos três anos) dos recursos totais destinados às atividades-fim da Fundação. Por determinação legal, 95% do orçamento anual da FAPESP são destinados ao financiamento de pesquisas e é vedado à Fundação assumir encargos externos permanentes de qualquer natureza, inclusive salários.
Desde a sua criação, e por determinação legal, a FAPESP constituiu um patrimônio rentável que lhe permite, em situações de crise, não deixar de cumprir seus compromissos assumidos. Tal patrimônio tem sido administrado com rigor e eficácia ao longo de sua história e impedido que pesquisas importantes sejam interrompidas abruptamente por falta de recursos em tempos de arrecadação em baixa, como o atual.
O Conselho Superior afirma que a FAPESP, com a autonomia de que desfruta constitucionalmente, continuará obedecendo aos preceitos legais, atendendo às demandas de financiamento da pesquisa em todas as áreas do conhecimento científico e tecnológico.
A FAPESP está sempre atenta às demandas da sociedade, em busca do contínuo aperfeiçoamento do seu funcionamento, e continuará contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do Estado de São Paulo e do Brasil, como vem fazendo diligentemente em seus mais de 53 anos de existência.
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(via Ruth Helena Bellinghini e Maurício Tuffani fb)

Nota da Academia de Ciências do Estado de São Paulo - Aciesp*
Nota da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais - Anpocs*

Veja também outros textos sobre o tema na DCsfera:
26.abr.2016: Reinaldo José Lopes - Darwin e Deus: Alckmin e a ciência
27.abr.2016: Cristiano Bodart & Roniel da Silva - Café com Sociologia: Nota de repúdio à má fé do (des)governador Alckmin em relação à Sociologia
27.abr.2016: Maurício Tuffani - Direto da Ciência: O canal entupido de Alckmin com a ciência
29.abr.2016: Canal do Pirula: Zika, Fapesp e o Governador
07.mai.2016: Olá Ciência!: Pesquisa Básica e a Fapesp são inúteis, governador? (vídeo, não vi)

*Upideite(29/abr/2016): adido a esta data.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Humanas, demasiado Humanas: Nota de Repúdio da Sociedade Brasileira de Sociologia

A Sociedade Brasileira de Sociologia também emitiu nota criticando a postagem de Luis Nassif.

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Nota de Repúdio


A Sociedade Brasileira de Sociologia - SBS - vem, de público, manifestar veemente repúdio ao modo desrespeitoso com o que o jornalista Luis Nassif tratou a pesquisa em sociologia, mediante crítica grosseira e desqualificada ao trabalho do sociólogo e professor Dr. Josimar Jorge Ventura de Morais, da Universidade Federal de Pernambuco.
No último dia 16 do mês corrente, o jornalista publicou em seu blog um artigo com o título "O financiamento da masturbação sociológica pelo CNPq", no qual é posto em xeque, de forma improcedente, o processo de avaliação e financiamento da pesquisa na área de ciências sociais.
A SBS lamenta que assuntos com esse grau de relevância, que dizem respeito à pesquisa e aos métodos de julgamento e avaliação de projetos, sejam tratados de forma preconceituosa, contribuindo para reforçar estereótipos.
A desqualificação, além de abranger uma agência de fomento como o CNPq, reconhecedora da relevância do trabalho sociológico, atinge também consultores e pareceristas, ou seja, os profissionais que possuem o mérito e a autoridade para tecer julgamento sobre os projetos de sua área de competência.
No momento em que a sociologia adquiriu um patamar de legitimidade, sendo reconhecida como ciência dotada de regras e métodos peculiares de investigação, declarações dessa ordem são prova da permanência do obscurantismo e da percepção de que as ciências sociais constituem um campo que não supõe aprendizado e conhecimento especializado.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Humanas, demasiado Humanas: Prof. Túlio Velho Barreto

Entrei em contato com os Profs. Drs. Josimar Jorge Ventura Morais e Túlio Augusto Velho Barreto de Araújo. A resposta abaixo (reproduzida na íntegra) foi-me remetida pelo Prof. Túlio Velho Barreto.

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Prezado Roberto Takata,

A propósito do comentário "o financiamento da masturbação sociológica pelo CNPq", postado pelo blogueiro Luis Nassif, sobre o qual você me pediu que escrevesse algo, tenho a dizer o seguinte:
Voltando ao trabalho no último dia 18, após viagem aos Estados Unidos, onde fui participar da mesa-redonda 'Brazil: Soccer and Identity', no XI Congresso Internacional da Brazilian Studies Association (BRASA), realizado na Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign – aliás, como único brasileiro convidado da referida mesa –, com o trabalho “Gilberto Freyre's contribution to the‘invention’ of Brazilian nationality: ‘Foot-ball mulato’ and other writings”, fui surpreendido com o seu e-mail tratando de comentário postado pelo blogueiro Luis Nassif na página dele. Como você estava interessado no trabalho citado pelo blogueiro, mas fez referências à violência do comentário postado, não tive como respondê-lo logo, pois não tinha lido o blog, o que, aliás, por falta de absoluto interesse e tempo, jamais o fiz.

Para minha surpresa maior, ao ler o comentário do blogueiro, vi que se tratava, de fato, de despropositado ataque contra o nosso – de Jorge Ventura de Morais e meu – trabalho no campo da Sociologia dos Esportes. Na verdade, o blogueiro cita uma das atuais pesquisas de Jorge Ventura, que possibilita o pagamento de sua bolsa de produtividade, e alguns trechos pinçados de um artigo nosso sobre outra temática, ainda que na área da Sociologia dos Esportes. Frise-se que o artigo em tela resultou de projeto de pesquisa submetido e aprovado pelo CNPq, que o financiou parcialmente, e foi publicado em periódico acadêmico de programa de pós-graduação em Sociologia. Artigo, aliás, que compôs o relatório final da referida pesquisa, igualmente aprovado por comitê científico do CNPq.

Ao ler o comentário e conversar com Jorge Ventura, logo ficou claro que, na verdade, fingindo interesse em discutir o financiamento público de pesquisas na área das Ciências Sociais, tratava-se de retaliação do blogueiro em função de desentendimentos dele com Jorge Ventura, que havia dito, em seu Facebook, que achava “ruim” o blog dele. Infelizmente, muitas pessoas entraram na discussão sem conhecer os trabalhos citados nem as trajetórias acadêmicas de seus autores, e mais: sem conhecer as verdadeiras motivações do blogueiro. Com efeito, os comentários foram apenas ataques pessoais com uma motivação: alguém apontou legítimo desinteresse por um determinado blog. Assim, abusando da confiança e fidelidade que seus leitores depositam nele, o blogueiro agiu como alguns dos veículos de imprensa que fazem 'tabula rasa' da verdade e da reputação das pessoas.

Finalmente, aqui, não vou perder meu tempo, nem fazer com que os leitores de seu blog percam o deles, tratando da validade ou não de determinados objetos de estudos na área das Ciências Sociais. Quanto à Sociologia dos Esportes, para usar uma expressão cara a um clássico como Pierre Bourdieu, já é um campo de pesquisa consagrado mundialmente desde os anos 1960, após os estudos originais e seminais entabulados por Norbert Elias e Eric Dunning, e seus discípulos, sobre o tema. Isso para não citar os estudos anteriores de Johan Huizinga, Anatol Rosenfeld, entre tantos outros. Bem como os estudos acerca do cotidiano, como apontado em 'Nota de Desagravo a Jorge Ventura de Morais do PPGS-UFPE' (acessar: http://miliano.blogspot.com.br/2012/09/nota-de-desagravo-ao-professor-jorge.html, entre outros sítios).

Entretanto, para quem se interessar por nossos trabalhos ou desejar conhecer nossas trajetórias acadêmicas, basta acessar a Plataforma Lattes do CNPq (www.cnpq.br). Dessa forma, ficará sabendo que, criado em 2006, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Sociologia do Futebol (Nesf), uma colaboração entre a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), instituição em que trabalho – diferentemente do que escreveu o blogueiro –, já deu origem a trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses, a artigos publicados em livros e periódicos (impressos e eletrônicos) no Brasil, Argentina, México e Inglaterra e a artigos apresentados em eventos acadêmicos nacionais e internacionais (Chile, Colômbia, Inglaterra, Estados Unidos e Argentina). E mais: que, após a criação do Nesf, coordenamos Grupo de Trabalhos em encontros de Ciências Sociais do Norte e Nordeste (Ciso), da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs) e da Asociación Latinoamericana de Sociología (Alas), promovemos seminários nacionais e internacionais e, finalmente, realizamos várias pesquisas, todas parcialmente financiadas pelo CNPq.

Como se vê, realizar pesquisas na área das Ciências Sociais, qualquer que seja o campo e objeto de estudos, tem um alto custo pessoal e profissional, sobretudo porque é necessário atender aos rigorosos critérios dos comitês científicos das revistas e dos eventos acadêmicos, e das agências de fomento, que nos julgam de forma sistemática e contínua. E, no meu caso, pelo menos, realmente não sobra muito tempo para dar crédito a idiossincrasias de alguns blogueiros, que imaginam que a Internet é terra de ninguém ou o perdido paraíso... Por isso, apenas em respeito ao insistente interesse que você tem demonstrado desde a segunda-feira passada em obter alguma posição minha em relação ao episódio em tela, é que me dispus, uma semana depois, a quebrar o silêncio. Mas fico por aqui. Em definitivo.

Túlio Velho Barreto
Cientista político e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco
Vice-coordenador do Nesf (UFPE/Fundação Joaquim Nabuco)

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Upideite(25/set/2012): Estou tentando esclarecer com o jornalista Luís Nassif essa questão do desentendimento via Facebook.

Humanas, demasiado Humanas: Nota de Desagravo do Colegiado de Pós-Graduação em Sociologia da UFPE


Publico abaixo o posicionamento do colegiado de pós-graduação em Sociologia da UFPE em relação às críticas de Luís Nassif ao trabalho dos professores Jorge Ventura Morais e Túlio Araújo. (Mais tarde publicarei texto 

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Nota de Desagravo ao Professor Jorge Ventura de Morais

Com grande estranheza leitores do blog de Luis Nassif defrontaram-se com o texto intitulado “O financiamento da masturbação sociológica pelo CNPq” no último dia 16 do corrente mês. Nele, o autor, mediante o recurso a excertos pinçados e descontextualizados, põe em xeque a relevância do estudo da relação entre o uso da tecnologia e as regras do futebol sob o argumento de sua obviedade, tomando como exemplo os trabalhos do Professor Jorge Ventura de Morais, do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco.

Ora, como é sabido, a Sociologia constitui campo de conhecimento que busca compreender a realidade social na sua complexidade – constituição, manutenção, transformação – em especial, processos sociais relativos ao compartilhar significados, valores, símbolos, conhecimento, cultura, tecnologia. Também é sabido que, para tanto, o estudo do cotidiano, em suas diversas dimensões, tem contribuído para fazer avançar o conhecimento sobre a sociedade, bastando mencionar os aportes da Etnometodologia, de Erving Goffman, Aaron Cicourel, dentre muitos outros. Subjacente a todos eles, há a questão das regras que orientam o comportamento coletivo, aspecto que certamente pode ser aprofundado mediante o estudo do futebol como uma das práticas sociais que atrai multidões e que ganhou vida própria, como se revela nos trabalhos de Norbert Elias e Pierre Bourdieu. O autor do texto, além de citar trechos que não mostram o sentido do trabalho criticado em sua inteireza, parece revelar ignorância do campo da sociologia. Demonstra não vislumbrar que os trabalhos do referido professor focalizam temas de enorme importância científica, como as relações entre a tecnologia e as distintas práticas sociais e a relevância das normas e da sua interpretação para o funcionamento das sociedades. Finalmente, na sua estreiteza, o blogueiro não compreende que a produção do conhecimento científico envolve aspectos tanto “puros” quanto “aplicados”.

Não vá o sapateiro além dos seus sapatos.

Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco
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Upideite(27/09/2012): A Sociedade Brasileira de Sociologia também emitiu nota condenando a postagem de Nassif..

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Humanas, demasiado Humanas

Eu mesmo tenho lá meus preconceitos com a área das Humanidades e Ciências Humanas e Sociais, mas é um campo do conhecimento que é vítima de muita incompreensão.

Luis Nassif chama bem a atenção para o fato de que é preciso um olhar crítico em relação ao financiamento de pesquisas em Ciências Sociais - e eu ampliaria dizendo que é preciso o mesmo olhar crítico para o financiamento público de todas as áreas: Biológicas e Saúde, Ciências Exatas e da Terra... Nassif, porém, pega desnecessariamente pesado, carregando nas tintas de sua crítica ema um trabalho proposto pelos Profs. Drs. Josimar Jorge Ventura de Morais, da UFPE, e Túlio Augusto Velho Barreto de Araújo da UFPEFundação Joaquim Nabuco: "As regras do futebol e o uso das tecnologias de monitoramento".

Duncan Watts, pesquisador da Microsoft, físico de formação que migrou para o estudo sociológico por meio de análise de redes, frente às propostas de corte de financiamento de estudos em áreas como Ciências Políticas, acredita que essa visão depreciativa das Ciências Sociais se deve a terem como objeto de estudos nós mesmos. Como todas as pessoas têm experiência direta em ser... bem, humano, todo mundo tende a ter uma opinião a respeito do que os cientistas sociais estudam. Uma visão altamente contaminada por subjetividades e o que forma o senso comum - o que as pessoas tomam por bom senso.

É o mesmo espírito que parece ter atacado outra jornalista, Ruth de Aquino, não se restringindo, porém, apenas às Ciências Sociais, mas de todo modo as críticas foram centradas em pesquisas a respeito do ser humano.

O próprio Watts escreveu um livro somente para atacar essa que talvez possamos denominar de "síndrome do desdém ao óbvio": "Tudo é óbvio*. *Desde que você saiba a resposta. (Como o senso comum nos engana.)" (2011. Ed. Paz e Terra, 328 pp.)

Como humano e como cidadão do país do futebolbalípodo, pode parecer óbvio para mim o que pode sair da discussão a respeito das visões e opiniões das pessoas sobre o emprego da tecnologia no futebol. Mas há dimensões para além da análise superficial: p.e. que implicações isso teria a respeito do chamado "jeitinho brasileiro"? teria alguma ligação com a tecnofobia manifestada por uma parte não desprezível da sociedade? da desconfiança de tecnologias de monitoramento como chips em automóveis, bafômetro, pontos eletrônicos?

Nassif ironiza a respeito do "papel do 'juiz ladrão'", mas lhe passa despercebido exatamente o paradoxo: o brasileiro (como a maioria dos cidadãos de outros países) critica as injustiças, então por que parte substancial crê que isso seja defensável no contexto esportivo?

Não me parece que a consideração superficial de um único estudo e de modo tão desrespeitoso seja uma contribuição positiva para a questão da qualidade da pesquisa e do financiamento público.

Obs: Estou tentando contato com os pesquisadores mencionados para uma entrevista.

Upideite(22/set/2012): Nassif volta ao tema em mais duas postagens. Em uma, anuncia que abrirá o blogue dele para a resposta dos pesquisadores (e inclui algumas perguntas); em outra, sobe um comentário que reproduz texto opinativo publicado em outro sítio web, criticando o funcionamento atual da pesquisa em universidades.

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