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sábado, 3 de outubro de 2009

Divagação científica - Nahas comenta

Tatiana Nahas, do Ciência na Mídia, fez algumas observações em relação à sexta postagem da série sobre reflexões a cerca da divulgação científica.

Ela questiona se os sujeitos experimentais são representativos do universo de consumidores de materiais de divulgação científica. E também questiona se os materiais, em particular os na forma de hipertextos, utilizados seriam representativos da forma hipertextual.

"1- esse grupo de 'cobaias' é significante pra concluir qualquer coisa que seja sobre os seres humanos em geral? Me recuso a 'crer'...

2- e que texto foi esse que eles escolheram!?! O design na net é péssimo, as letras todas juntinhas, não tem recurso de descanso visual, cadê links, cadê figuras etc? Só que o problema está com ESSE desing na net, não necessariamente com textos na net em si. Se esse texto (com essa falta de 'diagramação') fosse impresso e entregue pra ler, será que os resultados seriam positivos? Duvideodó...


E eles falam em 'meios eletrônicos hipertextuais'! Como podem falar isso se não compararam o impresso com um meio eletrônico hipertextual de fato?
"

São perguntas importantes.

O objetivo da série é mesmo levar a esse tipo de reflexão crítica - inclusive a respeito dos estudos sobre o tema.

O tamanho dos grupos é limitado, de fato, e formam um grupo sociologicamente homogêneo. Isso certamente introduz uma restrição séria na generalização das conclusões. E é um tipo de crítica sempre presente na maioria dos experimentos sobre psicologia - o grupo preferencial são estudantes de pós-graduação, que são mais fáceis de se recrutar (basta o pesquisador oferecer um curso e os estudantes têm como incentivo os créditos da disciplina), no caso do estudo de Macedo-Rouet e colaboradores (2003), foram estudantes de graduação.

Mas mesmo que haja limitações, não são dados inúteis. De um lado, um grupo pequeno pode representar um grupo maior se a característica estudada for mais ou menos homogênea. De outro, pode ser entendido em um caráter exploratório: permitem identificar pontos que necessitam de mais aprofundamento.

Sobre se o material escolhido seria representativo das modalidades de apresentação de informação, de fato, há uma série de alternativas em que se poderia pensar. Nisso, os autores são cuidadosos ao mencionarem várias explicações possíveis para o resultado na discussão, inclusive a questão do "design" dos documentos eletrônicos - não reproduzi a parte da discussão na minha postagem sobre o trabalho justamente para que uma outra discussão pudesse ser levada.

2 comentários:

Osame Kinouchi disse...

Takata, minha filha Juliana virou sua fã, anda lendo o Gene Reporter porque diz que você "escreve muito bem".

none disse...

Ixi, aumentou a minha responsa agora, Kino. (A sério mesmo - ser uma influência potencial aos jovens é uma responsa muito muito grande.)

[]s,

Roberto Takata

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