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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A origem 150 - parte 2 de 7

Parte 1

Um esboço histórico do progresso recente da opinião a respeito da Origem das Espécies (cont.)


Geoffroy Saint Hilaire, como dito em seu ‘Life’, escrito por seu filho, suspeitava, já em 1795, que o que chamamos de espécies são várias degenerações de um mesmo tipo. Foi só em 1828 que ele publicou sua convicção que as mesmas formas não foram perpetuadas desde a origem de todas as coisas. Geoffroy parece ter se baseado principalmente nas condições de vida, ou “monde ambiant”, como causa da mudança. Ele foi cauteloso em tirar conclusões e não acreditava que as espécies existentes estivessem sofrendo modificações agora e, como seu filho acrescenta, “C’est donc um problème à réserver entièrement à l’avenir, supposé même que l’avenir doive avoir prise sur lui”.

Em 1813, Dr. W.C. Wells leu diante da Royal Society ‘An Account of a White Female, part of whose Skin resembles that of a Negro’, mas seu artigo não foi publicado até que seu famoso ‘Two Essays upon Dew and Single Vision’ aparecesse em 1818. Nesse artigo ele distintamente reconhece o princípio da seleção natural e este é o primeiro reconhecimento que foi indicado, mas ele o aplica somente às raças humanas e para somente para alguns caracteres. Depois de destacar que os negros e os mulatos têm uma imunidade à certas doenças tropicas, ele observa, primeiramente, que todos os animais tendem a variar em algum grau e, em segundo lugar, que os agricultores melhoram seus animais domésticos por seleção e então, ele acrescenta, mas o que é feito no último caso “pela arte, parece ser realizado com igual eficácia, embora mais lentamente, pela natureza, na formação de variedades da humanidade, ajustada às terras em que habitam. A partir de variedades acidentais no homem, que pode ocorrer entre os primeiros poucos e espalhados habitantes das regiões centrais da África, alguns seriam mais ajustado que outros a suportar as doenças desse país. Essa raça poderia consequentemente se multiplicar, enquanto outras diminuiriam; não apenas por sua inabilidade em barrar os ataques da doença, mas por sua incapacidade de enfrentar seus vizinhos mais vigorosos. A cor dessa raça vigorosa, tomo por garantido pelo que já foi dito, seria mais escura. Mas a mesma disposição para formar variedades ainda existem, uma raça mais e mais escura poderia surgir a medida que o tempo passasse; e a mais escura seria a mais bem ajustada ao clima, ela poderia ao longo do tempo se tornar mais prevalente, se não a única raça, em um dado país no qual se originou”. Ele então estende a mesma visão aos habitantes brancos de países mais frios. Estou em dívida com o Ver. Mr. Brace, dos EUA, por ter me chamado a atenção para a passagem acima do trabalho do Dr. Well.

O Hon. e Rer. W. Herbert, depois Deão de Manchester, no quarto volume de ‘Horticultural Transactions’, 1822, e em seu trabalho sobre as ‘Amaryllidaceae’ (1837, p. 19, 339), declara que “os experimentos horticulturais estabeleceram, além da possibilidade de refutação, que as espécies botânicas são apenas uma classe mais alta e mais permanente de variedades”. Ele estende a mesma visão aos animais. O Deão acredita que uma única espécie de cada gênero foi criada em uma condição original altamente plástica e que isso produziu, principalmente por intercruzamento, mas também por variação, todas as espécies existentes.

Em 1826, Professor Grant, no parágrafo final de seu bem conhecido artigo (‘Edinburgh Philosophical Journal’, vol. Xiv. P. 283) sobre Spongila, claramente declara sua crença de que as espécies são descendentes de outras espécies e que elas são melhoradas no curso da modificação. A mesma visão é dada em sua 55ª. Lecture, publicada em ‘Lancet’ em 1834.

Em 1831, Sr. Patrick Matthew publicou seu trabalho ‘Naval Timber and Arboticulture’, no qual ele apresenta precisamente a mesma visão sobre a origem das espécies que (atualmente a ser atribuída como) a proferida pelo Sr. Wallace e por mim na’Linnean Journal’ e como a ampliada neste presente volume. Infelizmente a visão foi dada pelo Sr. Matthew muito brevemente em passagens dispersas em um Apêndice de um trabalho de um assunto totalmente diverso, de modo que permaneceu sem ser notado até que o próprio Sr. Matthew chamou a atenção para ele no ‘Gardener’s Chronicle’ em 7 de abril, 1860. As diferenças da visão do Sr. Matthew da minha não são de muita importância: ele parece considerar que o mundo foi quase totalmente despovoado em períodos sucessivos e então repopulado e ele diz, como uma alternativa, que as novas formas podem ter sido geradas “sem a presença de nenhum limo ou germe de agregados predecessores”. Não estou certo de ter entendido certas passagens, mas parece que ele atribui muita influência da ação direta das condições de vida. Ele claramente viu, no entanto, a força total do princípio da seleção natural.

Parte 3

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