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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A origem 150 - parte 4 de 7

Parte 3

Um esboço histórico do progresso recente da opinião a respeito da Origem das Espécies (cont.)

O Professor Owen, em 1849 (‘Nature of Limbs’, p. 86), escreveu o que se segue: -“A ideia arquetípica foi manifestada em carne sob tais modificações diversas, neste planeta, bem antes da existência destas espécies animais que atualmente as exemplificam. A que leis naturais ou causas secundárias se submetem a sucessão e progressão ordenada de tais fenômenos orgânicos, nós ainda ignoramos”. Em seu “Address” à “British Association”, em 1858, ele fala (p. ii.) “o axioma da operação contínua do poder criativo ou do vir a ser ordenado das coisas vivas”. Mais adiante (p. xc.), após se referir à distribuição geográfica, ele acrescenta, “Estes fenômenos abalam nossa confiança na conclusão de que o Apteryx da Nova Zelândia e Lagópode Vermelho da Inglaterra são criações distintas nestas e para estas ilhas respectivamente. Também sempre é possível se ter em mente que pela palavra ‘criação’ os zoólogos querem dizer ‘um processo que ele não sabe o quê’. Ele amplifica a ideia acrescentando que, quando tais casos como o do Lagópode Vermelho são “enumerados pelos zoólogos como evidência de criação distinta das aves nestas e para tais ilhas, ele principalmente expressa que ele não sabe como o Lagópode Vermelho foi parar lá e apenas lá; significando também, por esse modo de expressar tal ignorância, sua crença de que ambos, a ave e as ilhas, devem suas origens a uma grande primeira Causa Criativa”. Se interpretarmos essas sentenças proferidas na mesma Address, uma pela outra, parece que esse eminente filósofo sentiu em 1858 sua abalada sua confiança em que o Apteryx e o Lagópode Vermelho surgiram inicialmente em seus respectivos lares, ‘ele não sabe como’, ou por um processo que ‘ele não sabe o quê’ Desde a publicação em 1859 de meu trabalho em ‘A origem das espécies’, mas se em conseqüência disso é duvidoso, Professor Owen tem claramente expressado sua crença em que as espécies não foram criadas separadamente e não são produções imutáveis, mas ele ainda (‘Anatomy of the Vertebrates’, 1866) nega que saibamos as leis naturais ou as causas secundárias da aparição sucessiva das espécies; embora ao mesmo tempo ele admita que a seleção natural pode ter feito algo nesse sentido. É surpreendente que essa admissão não tenha sido feita antes, na medida que Professor Owen agora acredita ter promulgado a teoria da seleção natural em uma passagem lida diante da Zoological Society em fevereiro, 1850 (‘Transact.’ Vol. Iv. P. 15); em uma carta à ‘London Review’ (5 de maio, 1866, p. 516), comentando sobre alguma crítica dos revisores, ele disse: “Nenhum naturalista pode discordar da verdade de V. percepção da identidade essencial da passagem citada com base dessa teoria [chamada darwiniana], o poder, viz., das espécies em se acomodarem, or se curvarem às influências das circunstâncias do ambiente”. Mais adiante na mesma carta, ele fala de si mesmo como “o autor da mesma teoria no início de 1850”. Essa crença do Professor Owen que ele deu ao mundo a teoria da seleção natural surpreenderá todos aqueles que conhecem várias passagens de seus trabalhos, revisões e palestras, publicadas desde ‘A origem’, na qual ele vigorosamente se opõem à teoria e irá deleitar a todos os que se interessam neste lado da questão, conforme possa se presumir que sua oposição não irá cessar. Isso pode, no entanto, significar que a passagem acima referida no ‘Zoological Transactions’, conforme encontrei ao consultá-la, aplica-se exclusivamente à exterminação e preservação dos animais e, em nenhum modo, a sua modificação gradual, origem ou seleção natural. Tão remota a chance disso ser o caso que o Professor Owen na verdade inicial o primeiro de dois parágrafos (vol. iv. p. 15) com as seguintes palavras:-“Não temos nem uma partícula de evidência de que qualquer espécie de ave ou fera que viveu durante o período pliocênico tenha seus caracteres modificados em qualquer aspecto pela influência do tempo ou de mudanças das circunstâncias externas”.

Parte 5

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