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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A origem 150 - parte 6 de 7

Parte 5

Um esboço histórico do progresso recente da opinião a respeito da Origem das Espécies (cont.)

Em 1853, um celebrado geólogo, Conde Keyserling ('Bulletin de la Soc. Géolog.' 2nd Ser. tom. x. p. 357), sugeriu que uma nova doença, supostamente causada por um tipo de miasma, surgiu e se espalhou por todo o mundo, assim em certos períodos os germes das espécies existentes podem ter sido quimicamente afetados pelas moléculas circum-ambientes de uma natureza particular e assim ter dado origem a novas formas.

No mesmo ano, 1853, Dr. Schaaffhousen publicou um excelente panfleto. ('Verhand.des Naturhist. Vereins der Preuss. Rheinlands' etc), no qual ele defenre o desenvolvimento progressivo de formas orgânicas na terra. Ele inere que muitas espécies se mantiveram como tais por longos períodos, enquanto que algumas se modificaram. A distinção das espécies ele explica pela destruição das formas graduais intermediárias. "Assim plantas e animais atuais não são separados dos extintos por novas criações, mas devem ser considerados como seus descendentes através de reprodução continuada".

O famoso botânico francês, M. Lecoq, escreveu em 1854 ('Etudes sur Géograph. Bot.' tom. i. p 250), "On voit que nos recherches sur la fixité ou la variation de l'espèce, nous conduisent directement auxidées émises par deux hommes justement célèbres, Geoffroy Saint-Hilaire et Goethe". Algumas outras passagens espalhadas ao longo do grande trabalho de M. Lecoq tornam um pouco duvidoso o quão longe ele estende suas visões sobre a modificação das espécies.

A 'Philosophy of Creation' foi tratada de modo magistral pelo Rev. Baden Powell, em seu 'Essays on the Unity of Worlds', 1855. Nada pode ser mais pungente que o modo em que ele mostra que a introdução de uma nova espécie é "um fenômeno regular, não um casual" ou, como Sir John Herschel expressou "um contraste natural a um processo miraculoso".

O terceiro volume do 'Journal of the Linnean Society' contém o artigo, lido em 1o de julho, 1858, pelo Sr. Wallace e por mim, no qual, como dito nas observações introdutórias deste volume, a teoria da Seleção Natural é proferida pelo Sr. Wallace com força e clareza admiráveis.

Von Baer, a que todos os zoólogos sentem tão profundo respeito, expressou por volta do ano de 1859 (veja Prof. Rudolph Wagner, 'Zoologisch-Anthropologische Untersuchungen', 1861, s. 51) sua convicção, baseada principalmente nas leis da distribuição geográfica, que as formas agora perfeitamente distintas descendem de uma única forma parental.

Em junho, 1859, Professor Huxley deu uma palestra diante da Royal Institution sobre os 'Persistent Types of Anima Life'. Referindo-se a tais casos, ele observa,"É difícil de se compreender o significado de tais fatos como estes, se supusermos que cada espécie de animal e planta, ou cada grande tipo de organização, foram formados e colocados sobre a superfície do globo a longos intervalos por um ato distinto de poder criativo e é bom lembrar que tal suposição de um lado não pode ser sustentada com base na tradição e na revelação e de outro é contraditada pela analogia geral da natureza. Se, de outro modo, vimos as 'Persistent Types' em relação àquela hipótese que supõe que as espécies existentes a qualquer tempo são resultados da modificação gradual de espécies preexistentes - um hipótese que, embora não provada, e lamentavelmente estragada por alguns de seus defesores, é ainda a única a que a fisiologia pode dar algum apoio; suas existências pareceria mostrar que a quantidade de modificação por que tais seres passaram durante o tempo geológico é apenas uma pequena fração em relação à toda a série de mudanças por que passaram".

Em dezembro, 1859, Dr. Hooker publicou sua 'Introduction to the Australian Flora'. Na primeira parte desse grande trabalho ele admite a verdade da descendência e modificação das espécies e apoia essa doutrina em muitas observações originais.

A primeira edição deste trabalho foi publicada em 24 de novembro de 1859 e a segunda edição em 7 de janeiro de 1860.

Parte 7

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