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domingo, 13 de dezembro de 2009

Jogo dos erros

Luiz Carlos Molion da UFAL em entrevista ao UOL, como de costume, negou o aquecimento global.

Molion tem alguns trabalhos relevantes em meteorologia e climatologia, mas se põe entre os negacionistas climáticos. Não farei ilações sobre os motivos de Molion para esse posicionamento. Analiso aqui apenas as alegações feitas na entrevista.

1. Essas variações [de temperatura] não são cíclicas, mas são repetitivas.
De fato, se pegarmos o registro dos últimos milhares de anos, há vários episódios de aumento e de diminuição de temperatura. Abaixo (Fig. 1) um gráfico da temperatura na região central da Groenlândia nos últimos 50 mil anos - medidas com base na composição isotópica de O16 e O18 nas amostras de bolhas de ar presas no gelo.

Figura 1. Variação de temperatura na região central da Groenlândia. Fonte: Alley 2000.

Podemos ver o grande aumento de temperatura há cerca de 10 mil anos - painel A. De lá para cá há uma flutuação, mas em menor escala - painel B. Nos últimos 1.000 anos, a tendência geral era de queda de temperatura, tendência revertida há cerca de 200 anos. Pelas diferenças nos padrões de variação de temperatura, é pouco provável que possamos atribuir as flutuações a um mesmo mecanismo. O que nos remete à segunda afirmação - ou negação.

2. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2.
Isso não é certo. Provavelmente outros fatores predominaram nas escalas pregressas, mas certamente o CO2 contribui - já que ele acompanha a variação de temperatura. Podemos pensar em uma analogia - digamos um tsunami. Alguém poderia correlacionar estragos por terremotos e tsunamis e concluir: "os estragos se iniciaram após os terremotos e antes dos tsunamis, logo os tsunamis não podem ser responsáveis pelos estragos". Isso não seria o correto. Certamente parte dos estragos ocorreriam pelos tremores antes das ondas, mas estas podem contribuir até mais significativamente com os estragos. No passado, o aumento da temperatura pode ter ocorrido antes do início do aumento do CO2, mas não quer dizer que o CO2 não tenha contribuído com o aumento subsequente.

3. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima.
Verdade que o Sol é importante e que há períodos de máxima e de mínima solar. Mas essa contribuição não é decisiva, pelos dados disponíveis. Como dito na parte 3 da série sobre aquecimento global, o fator solar deve contribuir com no máximo 30% da variação da temperatura global observada nos últimos 150 anos.

4. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade. Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles.
Isso é algo que poderemos acompanhar nas próximas décadas e testar.

5. [A]s estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.
Isso não é verdadeiro. Há estações espalhadas por todo o globo (fig. 2). De fato, há mais estações, claro, nos países ricos. Mas os dados de temperatura são corrigidos de modo a refletir a média global.

Figura 2. Distribuição das estações de monitoramento de temperatura. Fonte: WorldClim.**

6. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.
Molion está desinformado. A questão era a respeito dos dados de anéis de crescimento de árvores - que não batia com os dados a partir da década de 1960. Isso foi comentado aqui.

7. Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões? Não vai mudar absolutamente nada no clima.
Isso não corresponde à verdade. Do contrário, nem haveria correspondência entre a emissão humana de CO2 e o teor na atmosfera (como na figura 3 da parte 3 da série), nem haveria diminuição do teor relativo de C-13 (comentado também na parte 3 da série e melhormais bem ilustrado na figura 3 desta postagem).

Figura 3. Variação no teor de CO2 e de C13 na atmosfera nos últimos 1.000 anos. Fonte: Francey et al. 1999.

8. A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta.
Os dados indicam que se dobrar o CO2 a temperatura global irá aumentar a níveis que tornariam a civilização humana bastante precária.

9. A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.
Esse é um tipo de generalização a partir de um exemplo que *não* deve ser feito. Os negacionistas com razão reclamam quando uma pessoa atribui eventos específicos como o Katrina ao aquecimento global.

10. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.
Os dados indicam que o gelo continental da Groenlândia e do Ártico estão recuando.

11. Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.
Novamente uma generalização a partir de um exemplo. Os dados de satélite mostram que o nível dos oceanos vem subindo ao longo do tempo (fig. 4).
Figura 4. Variação do nível dos oceanos ao longo do tempo. Fonte: Nasa/Earth Observatory.

*Além disso, em Port Arthur, na Isle of Dead, onde está o tal marco a que Molion se refere, *há* um aumento registrado no nível do mar. E mais, a região não é geologicamente inerte - o local está se *soerguendo*. Levando em consideração que o marco está ele mesmo se *elevando*, a taxa de aumento local do nível do mar é de 0,8 a 1 mm por ano.

Referências
Alley, R.B. 2000 - The Younger Dryas cold interval as viewed from central Greenland.Quaternary Science Reviews 19:213-26.
Francey et al. 1999 - A 1000-year high precision record of δ13C in atmospheric CO2. Disponível em: http://www3.interscience.wiley.com/journal/119073782/abstract.


*Upideteite(27/dez/2010): adido a esta data.
**Upideite(08/fev/2012): alterado a esta data com substituição da figura por quebra de link anterior.

32 comentários:

Ari disse...

Fim de férias.
Gostei muito do tom da contestação às declarações de Luiz Molion. Principalmente porque não atacou o mensageiro. Ele tem sido um lutador solitário no Brasil sobre AGA. É bom ver seus argumentos refutados sem ataques pessoais. Parabéns.

Alguns pitacos de leigo:

1- Certamente os mecanismos não são os mesmos, mas enquanto não soubermos o que causou as alterações do passado, não podemos afirmar com toda certeza o que está causando agora.
2- Omesmo (em relação ao CO2) pode estar acontecendo agora.
3- Cientistas solares nem chegam perto desses 30%. Eles acham que é bem menos de acordo com as PROVAS existentes. Existe uma teoria de que os raios cósmicos aumentaria a formação de nuvens no mínimo solar. Isso está sendo testado pelo CERN. Muito interessante!
4- A correlação entre calor liberado pelos oceanos e temperatura é fortíssima.
Como CO2 influencia ENOS, ODP, AMO? Eis o santo graal.
5- A forma como essa correção é feita vem sendo contestada.
De qualquer maneira não haveria uma alteração muito grande.
- Desde o relatório Wegman o hockey stick perdeu relevancia (a não ser para a midia)
7- Esses 3% são acrescentados todo ano à atmosfera. O problema é quais causas naturais fazem os 97% se mexerem...
8- Nâo há provas conclusivas. Só modelos.
9- Ok
10- Pode ser que é apenas uma flutuação natural, já aconteceu antes...
11- Esse é um dos problemas que está nos emails roubados: está difícil explicar a para dos ultimos dez anos só com os modelos.
Ps: estou com dificuldades de postar comentários, algumas vezes não vai, outras duplica!! desculpe.

Aranha disse...

Molion me lembra David contra Golias.

Item 5:

as estações espalhadas desproporcionalmente e muitas delas no meio urbano (Rússia, por exemplo) comprometem com certeza a acuracidade dos dados.
Quanto às manipulações, a coleta de outubro de 2008 na Rússia é um bom exemplo que confirma a grave acusação de Molion.

Aqui neste link, isto fica claro:

http://wattsupwiththat.com/2008/11/15/giss-noaa-ghcn-and-the-odd-russian-temperature-anomaly-its-all-pipes/

none disse...

Ari

1. Nunca poderemos ter certeza. Mas não sabemos o que causou a peste negra, não quer dizer que não sabemos nada a respeito de pandemias atuais.
2. Pouco provável, já que pelo registros disponíveis, a temperatura tem aumentado depois da elevação de CO2 neste período industrial e pós-industrial.
3. 30% é o limite superior possível. Sendo condescendente com Molion.
4. Para as temperaturas oceânicas sim. Mas é coisa pra se acompanhar nas próximas décadas se haverá diminuição da temperatura global.
5. Bem, os negacionistas contestam basicamente tudo. Molion é dos que contestam até mesmo a hipótese de que haja um aquecimento global - antropogênico ou não.
7. Problema nenhum. A questão é o quanto está sendo acumulado. E a fração correspondente à atividade humana é relevada pela assinatura isotópica.
8. Não existe essa história de prova conclusiva. O que existe - em qualquer área - são hipóteses corroboradas.
10. Pode ser um monte de coisa. Mas analisando os dados a indicação é de causa antropogênica. De todo modo, o item é apenas uma contestação da negação de Molion de que haja um recuo.
11. Nenhuma dificuldade maior. O nível vem subindo e isso é explicado pelo aquecimento global.

Aranha
5. Não há um comprometimento porque a média calculada leva em conta a distribuição das estações. É como fazem pesquisas de opinião nacional - não há amostras em todos os pontos do país, as amostras são ponderadas de acordo com o tamanho da população local. Nas médias de temperatura, levam em conta a área coberta.

[]s,

Roberto Takata

Aranha disse...

Takata, evidente que a má distribuição das estações compromete a acuracidade - não interessa se pra mais ou prá menos. Lógica simples e pura. Será por isso que o sistema de satélites passarão a ser a única referência de medição de temperatura depois que a teoria acabar de ruir.

Item 9 - Molion deu alguns exemplos. O que ocorre atualmente é apenas a confirmação do declínio da temperatura desde 2002. Neve em Bagda, inverno rigoroso na China, records de neve na Europa, frio incomum na Flórida, nevasca gigantesca agora (7,8 e 9 de dezembro) em grande parte do território dos EUA, etc. Apenas mania de cientista de OBSERVAR e confirmar ou desqualificar uma teoria.
Quanto ao katrina, na verdade, é um exemplo do resfriamento pois o próprio relatório do IPCC (o primeiro) afirmava, levando em consideração o beabá climatológico, que eventos como katrina ocorreriam com bem menos frequência devido a diminuição das diferenças de temperaturas entre trópicos e pólos. Como estes fenômenos não diminuíram, eles inverteram a lógica e passaram a falar o contrário.

ps. li mais alguns trechos de códigos em fortran. Se realmente tais programas eram usados... Meu caro. Vai ter muita gente afastada da profissão. O escândalo será bem maior que os alarmistas imaginam.

boa sorte!

none disse...

Aranha,

Já comentei sobre as correções e como elas se comparam com uma pesquisa nacional de opinião. E a distribuição não é particularmente má, embora necessite de melhorias.

A hipótese do aquecimento global diz apenas que a *média* das temperaturas próximas à superfície da Terra *tende* a aumentar ao longo dos anos. Não diz que não poderá ocorrer extremos de baixas temperaturas em locais isolados.

Qto ao Katrina, já foi dito que ele sozinho não serve para apoiar (ou refutar) nenhuma hipótese. Qto ao primeiro IPCC, bem, a ciência avança. Veja o que dizem no terceiro em 2001 - antes do Katrina, portanto: "In conclusion, there is some evidence that regional frequencies of tropical cyclones may change but none that their locations will change. There is also evidence that the peak intensity may increase by 5% to 10% and precipitation rates may increase by 20% to 30%. There is a need for much more work in this area to provide more robust results." Veja como são cuidados - e há toda uma discussão anterior a respeito das limitações dos modelos no que se refere às previsões sobre a frequência e a intensidade de ciclones tropicais.

Continuo a não ver nada demais nos códigos. Nem nos comentários. Se tiver achado algo de particularmente ruim, fique à vontade para trazer aqui.

[]s,

Roberto Takata

Paulo Preto disse...

Cheguei neste blog através do Google. Gostei do nível do debate e da ponderação nos argumentos. Sou completamente leigo no assunto, mas me interesso bastante...Em outra entrevista (que vi na TV Band) Molion disse que o CFC fora pego como vilão décadas passadas, e que hoje, sabe-se que não é ele o grande causador do buraco na camada de ozônio. Procurei sobre o assunto e não vi nada a respeito. Molion argumentou ainda que são foram os países ricos que propuseram a história pois só eles detinham tecnologia para substituí-lo. É verdade que hoje ele esta descartado como causador desse buraco? Enfim, ele ataca o aquecimento global sustentando a mesma suspeita. São so países ricos que propagam o alarmismo.

Quando ele afirma que quem comanda o clima global não é o CO2 creio que ele esta correto, pois o gás contribui, e se contribui, não se pode dizer que é o principal responsável.
Sobre as estações de controle espalhadas pelo mundo, ele afirmou que diversas delas foram fechadas, principalmente as da extinta URSS, levando pra cima as as médias aferidas, já que muitas delas econcontravam-se em regiões geladas daquela república.

No final das contas é muito importante esse debate despertar tanto interesse na mídia. A ciência esta buscando respostas e é sempre saudável opiniões contrárias para a edificação da verdade. O fato é que haja ou não aquecimento global, a degradação ambiental é fato comprovado, e este sim deveria ser discutido com mais ênfase nessas reuniões políticas como no COP 15. E até agora não se viu mecanismos eficientes para deter a devastação

none disse...

Salve, Paulo Preto,

Obrigado pela visita e pelos comentários.

Bem, tto qto se sabe, não está descartado, não, o papel dos CFCs. Tanto é que, depois da diminuição de seu uso, há um lento restabelecimento dos níveis de ozônio na alta atmosfera.

Em relação ao alarmismo. Ele é ruim. O que devemos é procurar agir racionalmente diante dos indícios que temos. E a hipótese do aquecimento global causado pelas atividades humanas tem muito bons indícios a sustentá-la.

Em relação ao CO2, ele contribui e contribui muito. Há uma porção que não está diretamente ligada às atividades humanas - como ciclo solar, atividades vulcânicas, etc. Qto a isso, não dá para fazer muita coisa. Mas em relação ao impacto que nós causamos, é possível agir.

O fechamento de estações por si só não elevam as médias. Pois elas são corrigidas. Além disso, há dados de satélites que não dependem de estações locais. São várias as fontes de informação para a mensuração das temperaturas locais e a extrapolação da média global.

Quanto a opiniões contrárias. Bem, não acho que precisemos de *opiniões* por si só. O que precisamos é que elas sejam embasadas em fatos, em dados sólidos. Isso, infelizmente não temos no lado dos negacionistas.

Uma parte importante das alegações negacionistas se resume a ataques pessoais, a teorias conspiratórias. Isso não contribui em nada. Se querem contestar, têm que apresentar dados. Os que eles apresentam, aqui eu procuro analisar a procedência. Por eqto não há nada que indique o erro da hipótese do aquecimento global antropogênico.

[]s,

Roberto Takata

Ari disse...

Takata,

Como você sabe, sem o efeito estufa a Terra seria uma bola de gelo. Como voce tambem sabe, a dupicação de CO2 para 560 ppm representa, pela física, algo em torno de 1C a mais. O que eu, você e ninguem sabe é qual o feedback é necessário para elevar a temperatura em 2, 3, 6 graus. Há indícios pouco estudados que falam em feedback negativo! As nuvens são uma grande incognita, o papel dos oceanos é um pouco melhor estudado. O papel direto do sol é muito pequeno de acordo com os físicos solares. Mas há uma teoria altamente controversa, quase especulativa, sobre o papel dos raios cósmicos na formação das nuvens. A hipótese poderá ser totalmente refutada por experiencias a serem feitas no CERN. Pode haver surpresas? Talvez, senão não estariam perdendo tempo com isso. Uma coisa que me intriga muito é o papel das nuvens. Os cirros impedem o resfriamento noturno. Mas o albedo das nuvens baixas é enorme, como nós, moradores dos trópicos tanto sabemos. Acho que os rios de dinheiro que são gastos para "provar" teses alarmistas poderiam ser parcialmente usado para esclarecer essas teses controversas. Como Paulo Preto chegou aqui? Aposto que como eu, ele achava que não havia idéias que contradiziam o alarmismo vigente, até que uma dúvida começou a perturba-lo...

Aranha disse...

"O que precisamos é que elas sejam embasadas em fatos, em dados sólidos. Isso, infelizmente não temos no lado dos negacionistas."

A parcela do co2 antropogênico sobre o co2 total é de 3.5% (=-). Os 96.5% restantes vem do mar, vulcões, etc.

Vejam que este +ou- significa que não sabemos exatamente a parcela real do homem. A margem de erro pode e deve ser bem maior que a taxa de crescimento do co2 antropogênico. Só isto basta para refutar as "fortes evidências" de aquecimento somente devido ao co2 humano.

Fora isto, como explicar o seguinte cenário real:

1. de 1900 a 1945 a terra esquentou
2. de 1945 a 1975 a terra arrefeceu
3. de 1975 a 1998 a terra esquentou
4. de 1998 a 2002 estabilizou
5. de 2002 até hoje - arrefecendo novamente.

Agora vamos verificar as taxas de variações de co2 antropogênico:

1. de 1900 a 1945 - taxa de crescimento tímida
2. de 1945 a 1975 - taxa de crescimento alta
3. de 1975 1998 - taxa crescimento alta
4. 1998 a 2002 - idem
5. 2002 em diante - idem

Vejam que as duas curvas não se casam contradizendo a teoria do aquecimento global antropogênico.

Takata,

o texto em Inglês não diz absolutamente nada. Aliás, apenas evidencia o que eu disse: retiraram a afirmação absurda agredindo os conceitos básicos da climatologia, e colocaram esta parágrafo dizendo
"There is also evidence that the peak intensity may increase by 5% to 10% and precipitation rates may increase by 20% to 30%. There is a need for much more work in this area to provide more robust results."

Poxa, falam uma coisa em um relatório, depois falam o contrário mas dizem que precisam de mais trabalho para resultados mais robustos. Em respeito à inteligência de quem está lendo, sem comentários.

Paulo Preto - CFC (veja no outro post).

Aranha disse...

Paulo Preto, quando Takata diz que não colocamos argumentos, não pude concordar com ele. Vou apresentar duas classes de evidências (existem mais).

1. O clima na terra sempre sofreu fortes variações
2. gases do efeito estufa – a participação de cada um


1. Clima variável

Vamos nos ater ao período quente medieval em diante:

Por volta de 950 até o século XIII

Período bem mais quente que o atual. A Inglaterra cultivava vinhedos (ver escritos do filósofo e escritor Chaucer). O vinho era popular na época. Até hoje temos em Londres ruelas, com nomes antigos de vinho (wine park, etc). Os Vinkins chegaram na Groelândia nesta época e batizaram a ilha de Ilha Verde – de onde vem o nome Groelândia – Green Land.

Pequena era do gelo:

Final do século XIII até meados de 1800.

Evidências: romances de Charles Dickens, desenhos de festivais no gelo bem sobre o rio Tamisa – isto mesmo – em invernos rigorosos o Tamisa congelava.

O período do século passado já postei anteriormente.

2. Gases efeito estufa

Podemos resumir a participação dos gases de efeito estufa assim:

1. vapor d’agua 95%
2. CO2 3.6%
3. CH4 0,36
4. N2O 0,95
5. CFC e outros 0,072

Veja que o vapor d’agua é o maior responsável em não deixar a terra ser uma simples bola de gelo.
Importante também salientar que, além do co2 ter uma participação por volta de 3.6%, apenas 3.6% do co2 na atmosfera é responsabilidade do homem.
Mais importante ainda dizer que a atmosfera é composta de apenas 0,035% de CO2.

Considerando todos estes dados e considerando as variações que podem ocorrer nas emissões de co2 por vulcões e outros agentes, a teoria do aquecimento global antropogênico se torna bem frágil.

O que os alarmistas conseguiram fazer é alalrmar e deseducar a população mundial induzindo todos a pensar que o co2 é um gás poluente sendo que o mesmo é um adubo para a vida. O aumento de sua concentração aumenta a possibilidade de vida na terra, aumenta a capcidade de fotossíntese. Co2 é vida.

Caso queira pesquisar mais, visite http://mitos-climaticos.blogspot.com/

Ou conteúdo mais técnico: http://scienceandpublicpolicy.org/

Excelente site do Instituto de Ciência e Política Pública

Aranha disse...

SOBRE CFC, Paulo Preto:

"Bem, tto qto se sabe, não está descartado, não, o papel dos CFCs. Tanto é que, depois da diminuição de seu uso, há um lento restabelecimento dos níveis de ozônio na alta atmosfera."

Frase no mínimo tendenciosa. A camada de ozônio nunca é fixa. Da mesa forma que a proporção de co2 na terra sempre foi variável (já tivemos períodos com muito mais co2 que hoje), o mesmo ocorre com a camada de ozônio.

Em ordem de grandeza temos por volta de 45 milhões de metros cúbicos de ozônio um pouco acima da toposfera. Agora imagina todo cfc produzido pelo homem. Chutando pra cima, este gás não passaria de 15km cúbicos de produção. Isto não faria nem cócegas na camada de ozônio. Outra baboseira.


A camada de ozônio está dando um banho em nós humanos. Sabemos pouco ainda sobre ela. O que podemos afirmar:

1. os estudos e medidas ainda são recentes e carecem de muita evolução. Os TOMS (Total Ozone Machine) da NASA não funcionou a contento (uma sonda de difícil calibragem). Foi trocada pela OMI em 2004 ou 2005.

2. a série de dados colhida pela TOMS na antártica são muito imprecisos para se tirar uma conclusão

3. a presenca de CFC NUNCA foi detectada sobre a Antárctica

4. mesmo após o banimento dos CFCs, o buraco vem aumentando na Antárctica, demonstrando que não existe qualquer relação com os CFCs.

5. outra mentira alarmista

Vamos deixar que um doutor em climatologia encerre o post:

"A verdade é que não há evidências científicas de que a camada de ozônio na estratosfera esteja sendo destruída pelos compostos de clorofluorcarbono (CFCs), que são gases utilizados em refrigeração (geladeira, ar condicionado), como Freon 11 e Freon 12 da Du Pont. O que ocorreu foi que, como os CFCs se tornaram de domínio público e já não podiam ser cobrados direitos de propriedade ("royalties") sobre sua fabricação, as indústrias, que controlam a produção dos substitutos (ICI,Du Pont, Atochem, Hoechst, Allied Chemicals), convenceram "certos" governos de países de primeiro mundo (começou com Sra. Margareth Tatcher, Ministra da Inglaterra) a darem apoio para a "a farsa da destruição da camada de ozônio e do aumento do buraco de ozônio na Antártica" pois, agora, os seus substitutos recebem "royalties"

"O Freon 12, por exemplo, custava US$1,70/kg e seu substituto R-134 custa quase US$20,00/kg. Como essas 5 indústrias têm suas matrizes em países de primeiro mundo e pagam impostos lá, não fica difícil de se concluir para onde vai nosso dinheiro e de quem é o interesse de sustentar uma idéia, ou hipótese tão absurda como essa da destruição da camada de ozônio pelo homem."

Paulo Preto, espero ter ajudado a diminuir suas incertezas apresentando estes fatos.

abraços,

Aranha disse...

Mais sobre os e-mails hackeados:

Em um programa de nome sept98d.pro existem uma chamada para uma rotina com os dizeres: *** Aplicando uma SUPER ARTIFICIAL correção para o declínio

Dentro da função temos os comandos comprometedores: (como disse, se provar que estas rotinas foram usadas para construir os belíssimos gráficos alarmistas, a casa cai)

yrloc = [1400, findgen(19)*5.+1904]
valadj = [0.,0.,0.,0.,0.,-0.1,-0.3.,-0.1,0.3,0.8,1,2,1.7,2.2,2.6,2.6,2.6,2.6,2.6]*0.75; fudge factor

Em yrloc temos um vetor de uma dimensão conpreendendo 19 anos com intervalos de meia década cada. (não entendi para que o ano base 1400?).

Depois vem este interessante fudge factor. Sei lá por que o nome fudge. Aqui no Brasil, uma gambiarra no programa para acertar um problema de forma pouco elegante, chamamos também de "mamão com açucar". Pode ser que fudge (tipo de doce) seja o mamão com açucar deles).

Para cada intervalo, os fatores são aplicados. São cinco zeros que fazem com que nada seja feito até 1930 e depois uma falsa inclinação negativa é aplicada até se chegar em 1945. A partir daí, a inclinação artificial passa para positiva.

Este fator está interferindo na base de coleta de dados por anéis adulterando a entrada.

Isto está claríssimo para qualquer profissional da área de programação. Lógico que somente estas evidências não são prova de absolutamente NADA, afinal, não sabemos se os executáveis destes fontes foram usados para sabotar os gráficos. Mas é uma evidência mais que justificável para abrir uma auditoria e investigação séria para descobrir o resto do gato e não deixar só o rabinho saliente do lado de fora.

É isso aí. Parei de analisar essa carniça. Vou deixar para os investigadores. Tomara que tenham ética para desbravar este emaranhado de vergonha pseudo-científica.

none disse...

Ari,

Como voce tambem sabe, a dupicação de CO2 para 560 ppm representa, pela física, algo em torno de 1C a mais.

Nope. A variação da forçante radiativa do C é igual a: 5,35 x ln(concentração final/concentração inicial). Dobrando, teríamos: 3,8 W/m2 de variação na forçante.

A temperatura iria variar de 0,8 x 3,8 = 3oC

Sim, pode haver feedback negativo ou positivo. No 4o IPCC é indicado como está o modelo atual.

Acho que os rios de dinheiro que são gastos para "provar" teses alarmistas poderiam ser parcialmente usado para esclarecer essas teses controversas.

Não vejo rios de dinheiro. As teses alarmistas são de Al Gore e cia. Os cenários do IPCC são baseados nos melhores modelos atuais. Assim, não vejo problemas em uma diversificação da carteira de financiamentos - mas deve ser inversamente proporcional aos riscos: teses que contradizem uma hipótese muito bem corroborada não devem ser prioritárias aos financiamentos. (O raciocínio é bem do estilo de cálculos atuariais.)

Como Paulo Preto chegou aqui?

Segundo ele mesmo, chegou pelo Google.

[]s,

Roberto Takata

none disse...

Aranha,

O que é preciso saber qual é a fração da *variação* do teor de CO2 na atmosfera que corresponde à de origem nas atividades humanas. Como já disse antes, a assinatura isotópico descarta a possibilidade de que tenha origem vulcânica ou algo assim.
http://genereporter.blogspot.com/2009/10/aquecimento-global-parte-3-de-3.html

A hipótese do aquecimento global *não* diz que a Terra esquenta sempre a cada momento. Mas sim que a *tendência* *geral* é de aumento. Veja o caso de uma folha que se solta de uma árvore: ela sobe um pouco por causa da uma lufada de ar, mas a tendência dela é de queda. O fato da folha subir às vezes não quer dizer que a lei da gravidade foi suspensa ou que a folha não tem a tendência de cair.

Como eu disse antes, é da natureza da ciência que certos conceitos sejam revistos à luz de novos indícios. Se tiver saído no primeiro relatório (veja que é de 20 anos atrás), nos seguintes, com novos indícios, a previsão mudou. E veja q ela não mudou para se encaixar de modo ad hoc - o Katrina é posterior ao 3o relatório. Portanto, *não* foi como você disse. Você disse: "Como estes fenômenos não diminuíram, eles inverteram a lógica e passaram a falar o contrário." - o trecho mostra que isso é falso.

"quando Takata diz que não colocamos argumentos, não pude concordar com ele."

Eu não falei isso. O que eu disse foi: "Quanto a opiniões contrárias. Bem, não acho que precisemos de *opiniões* por si só. O que precisamos é que elas sejam embasadas em fatos, em dados sólidos. Isso, infelizmente não temos no lado dos negacionistas.

Uma parte importante das alegações negacionistas se resume a ataques pessoais, a teorias conspiratórias. Isso não contribui em nada. Se querem contestar, têm que apresentar dados. Os que eles apresentam, aqui eu procuro analisar a procedência. Por eqto não há nada que indique o erro da hipótese do aquecimento global antropogênico."

Sobre a variação histórica da temperatura, ela não está no grau atual. E também já comentei sobre isso na própria postagem a que estes comentários são apensados.

A participação no efeito estufa *atual* não é importante. O importante é a participação dos gases na *variação* da temperatura.
(cont.)

none disse...

(cont.)
A concentração de CFC na atmosfera é um dado - mede-se com auxílio de aparelhos. E é o suficiente para causar estragos. Não importa apenas a quantidade, mas sim o fato dele ser catalisador - ele não é consumido na reação: depois de quebrar uma molécula de ozônio, o cloro ativado está livre para quebrar outra.

a presenca de CFC NUNCA foi detectada sobre a Antárctica

De onde você tirou isso?!!!!
Vide p.e.:
"CCl3F (or CFC-11) and CCl2F2 (or CFC-12) were determined in air samples collected, during subsequent summer Antarctic campaigns, in different sampling sites in the Ross Sea Region. The samples were analysed by GC-ECD after enrichment. Data obtained since 1988–89 were plotted to observe the trend of CFCs atmospheric concentration levels. A decrease in the rate of increase of CFC-12 concentration was observed, whilst the concentration of CFC-11 was actually seen to be decreasing."
Mangani et al. 1999 - Significance of selected halocarbons monitoring in air samples collected in the Terra Nova Bay region (northern Victoria Land, Antarctica). Antarctic Science 11:261-264
doi:10.1017/S0954102099000322

mesmo após o banimento dos CFCs, o buraco vem aumentando na Antárctica, demonstrando que não existe qualquer relação com os CFCs.

Não é verdade. http://ozonewatch.gsfc.nasa.gov/statistics/meteorology_annual.png

Veja como a taxa de depleção do ozônio se desacelera a partir de mais ou menos 1987 - ano da assinatura do protocolo de Montreal. Ao longos dos próximos 50 anos, espera-se que o tamanho vá regredindo - com a saída do CFC da atmosfera.

Qto à mentira alarmista não sei a que se refere.

Em relação às palavras de Molion que você reproduziu, só reforça o que eu disse: "Uma parte importante das alegações negacionistas se resume a ataques pessoais, a teorias conspiratórias. Isso não contribui em nada. Se querem contestar, têm que apresentar dados."

Sobre a "Super artificial", poderia ser até "Totalmente irreal solução para o declínio". Isso *não* afeta em nada. O declínio *tem* que se desconsiderado - há dados instrumentais que mostram o aumento da temperatura, logo, não faz *nenhum* sentido considerar a queda de temperatura indicada por uma extrapolação dos anéis das árvores. O máximo que o declínio mostra é que podemos desconfiar os anéis das árvores como proxy para a temperatura de épocas sem dados instrumentais.

[]s,

Roberto Takata

Ari disse...

Usando a Lei Stefan-Boltzmann, o valor real de lambda é apenas 0,22-0,3°C por watt

3,8 x 0,22 = 0,84
3,8 x 0,30 = 1,14

Usando 0,8 teríamos agora incremento 1,2C de aumento para o ano 2009 contra 0,6 observado desde 1900.

Ari disse...

A confusão é porque o fator 0,8 considera o feedback e não o efeito radiativo do CO2 sozinho.

none disse...

Ari,

O 0,8 é um valor empírico.

Não se esqueça que, se aplicar a lei de Stefan-Boltzman, a temperatura da superfície da Terra seria de -18oC.

[]s,

Roberto Takata

Ari disse...

santo efeito estufa!!!

Ari disse...

Takata,
http://airs.jpl.nasa.gov/.
Veja uma bela oportunidade de entender melhor o clima desperdiçada. Note o viés apressado nas conclusões. Qual a relação da umidade e nuvens? Teremos que esperar o experimento CLOUD do CERN para testar a hipótese de Svensmark? Isso é muito importante para ser desperdiçado.

none disse...

Ari,

Entendeu porque a simples aplicação cega do modelo de Stefan-Boltzman *não* é adequada para se criticar o coeficiente de sensibilidade climática? (SB é um modelo simplificado - como usar equações de gases ideais no cálculo de gases reais a pressões altas ou temperaturas baixas. Tem sua importância, mas é bem mais limitado.)

Seria inconsistente ao mesmo tempo criticar os modelos climáticos atuais pela limitação - e são limitados - e substitui-los por um modelo ainda *menos* realista.

O AIRS da Nasa é realmente muito bom.

Não vejo nada de desperdício - a não ser q tenha havido superfaturamente para se fazer o site ou de gastos no projeto.

Basicamente mostra as conclusões segundo os melhores dados e modelos climáticos atuais. Se se mostrar que o CO2 aumenta a formação de nuvens, que isso seja incorporado no modelo. É assim que as coisas funcionam.

[]s,

Roberto Takata

GRAMPO disse...

VI E OUVI OS DOIS PROGRAMAS DOS QUAIS PARTICIPOU MOLION. PELO QUE ENTENDI, NO MUNDO AINDA HÁ MUITAS ÁRVORES CAPAZES DE ACABAR COM O CO2. E NÃO É POR CAUSA DO CO2 QUE A TEMPERATURA DO PLANETA VAI SUBIR. SE É QUE ESTÁ SUBINDO, SEGUNDO MOLION, ESTÁ BAIXANDO. O QUE É BEM PIOR PARA OS SERES HUMANOS E OUTROS ANIMAIS TERRESTRES, AÉREOS E AQUÁTICOS. SEGUNDO MOLION, É UMA GRANDE FARSA PENSAR EM AQUECIMENTO DO PLANETA, NAS PRÓXIMAS DÉCADAS.

none disse...

Grampo,

Bem, o problema é que a concentração do CO2 atmosférico está *aumentando*, mesmo com as árvores absorvendo parte do que é emitido.

Como você pode ver pelos gráficos das temperaturas da atmosfera mais baixa - e tb dos oceanos - a temperatura está, sim, subindo. Há pequenos altos e baixos na curva ao longo dos anos, mas a tendência geral é de aumento. Veja, p.e., os dados que apresento na série sobre aquecimento global: http://genereporter.blogspot.com/2009/04/aquecimento-global-parte-1-de-3.html
-------------

Valeu pela visita e pelos comentários.

[]s,

Roberto Takata

otrebormor disse...

Ok, então vc associa o fracionamento no isotópico à queima de combustíveis fosseis? É bem plausível se considerarmos o início da revolução industrial.

Porem, existe outros fatores importantes na avaliação do aquecimento global. Fotores com o movimentos de precessão que demora ~25000 anos para completar, o que significa que em ~6000 anos as posições dos equinócios e solstícios se invertem levando a um aumento das temperaturas globais nos periodos de verão e inverno e um redução nas temperaturas na primavera e outono.

concordo que a influencia antropica no aquecimento global é significativa, só que acho que em seu trabalho poderia ser mais profundo e amplo

none disse...

Roberto Rom,

Grato pela visita e pelo comentário.

A precessão por si só não deve causar variação na temperatura global - isso porque o total de radiação incidente não varia: a média de temperatura não deveria ser afetada.

O efeito da precessão seria uma "troca" das estações entre os hemisfério norte e sul.

[]s,

Roberto Takata

Lila disse...

Suas contestações ao Dr Molion estão todas embasadas na escala de tempo humana (como faz o IPCC), o que facilmente se verifica nos gráficos.

Ao se estudar resfriamento ou aquecimento global deve-se trabalhar na escala de tempo geológica, como ele fez.

Na geologia é de conhecimento geral que o que se demonstra, relativo ao clima na Terra, é justamente o contrário: um resfriamento está por vir. Estamos vivendo um período de maiores temperaturas relativas (que apesar disto não são nem de longe as mais altas que o planeta já teve), porém a curva geral está descendo e não subindo, e isto tem um motivo. Estamos, dentro da escala geológica, no que chamamos de período interglacial, ou seja, que ocorre entre glaciações.

O CO2 possui um papel importantíssimo para a vida na Terra, e os períodos de Greenhouse
(aquecimento) são os mais vicejantes. Na época dos dinossauros a temperatura média da Terra era muito mais alta e foi quando tivemos formas de vida esplendorosas. O greenhouse sempre foi bom na história da Terra, já não é o que ocorre com o resfriamento, que implica em menos disponibilidade de água, menos comida disponível etc.

Em nenhum momento é defendido que devemos continuar com o nosso sistema de alto consumo, pois este sim é ruim para o ser humano. Nas cidades nós vivemos em microclimas tão adversos a vida devido a alta poluição, mas esta não é capaz de interferir no macroclima como apenas um vulcão seria. Já o desmatamento sim, atrapalha todo o sistema de geração umidade interferindo diretamente nas correntes locais, mas não porque a floresta captura CO2, entende?

Não devemos misturar as estações, e achar que o ser humano é tão importante assim na geração de CO2 (isso é um pensamento totalmente antropocêntrico, achar isso é similar ao pensamento de que a Terra gira ao redor do Sol)... nós somos catastróficos aos outros seres (e claro a nós mesmos) na geração de lixo e na poluição dos rios e aquíferos, vamos acabar sozinhos neste mundo (estou sendo catastrófica agora, claro) em sem água potável pela nossa ignorância e/ou insanidade consumista.

none disse...

Lila,

Valeu pela visita e comentários.

Bem, o aquecimento atual é na escala de tempo histórica, então as causas a serem buscadas são tb históricas.

Sim, o CO2 tem um papel importante. Ninguém está falando em eliminar o CO2. O que se quer é eliminar o *excesso* de CO2. Uma temperatura maior pode ter sido boa para dinossauros, mas não somos dinossauros. A questão são as condições de vida da civilização humana.

Na *geração* do excesso de CO2 está mais do que comprovada a ação humana. Veja a assinatura isotópica - vulcões não iriam alterar o valor do deltaC13.

[]s,

Roberto Takata

kondde disse...

5. [A]s estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.
Isso não é verdadeiro. Há estações espalhadas por todo o globo (fig. 2). De fato, há mais estações, claro, nos países ricos. Mas os dados de temperatura são corrigidos de modo a refletir a média global.
-> Então como atestar que esses modelos criados para preencher as lacunas não foram manipulados?
Outra: "O ar seco contém, em volume, cerca de 78,09% de nitrogênio, 20,95% de oxigênio, 0,93% de argônio, 0,039% de gás carbônico e pequenas quantidades de outros gases. O ar contém uma quantidade variável de vapor de água, em média 1%."
Ou seja, desses 0,007% é atribuído a emissões antropogênicas. Como podemos então atribuir ao CO² toda a culpa. Como essa quantidade poderia afetar globalmente a temperatura e causar efeitos climáticos que passariam da escala medida até hj por efeitos conhecidos?
Na entrevista do Molion ele falou algo intererssante, ao ser indagado pelo repórter se os valores obtidos não estão corretos, como afirmar que a terra está resfriando?
Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas.
Ora, isso é óbvio! Por que temos que numerificar algum fenômeno se podemos concluir em termos qualitativos?
Por que encher de gráficos numéricos algo que pôde ter sido atestado de outra maneira de forma qualitativa?
Fica claro que esses estudos foram tendenciosos mesmo, desde o início! A farsa já veio a tona querer justificar por meio de gráficos (que já foram usados desde o início para isso mesmo) é desonestidade querer passar atestado de burrice mesmo para quem é leigo no assunto.
"A percepção do cientista através de um microscópio será sempre uma percepção INDIRETA."

none disse...

"Então como atestar que esses modelos criados para preencher as lacunas não foram manipulados?"
Os modelos são públicos. Qq pessoa pode pegar os dados e conferir. Richard Miller, p.e, fez isso, e chegou a resultado similar:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,pesquisador-cetico--confirma-aquecimento-,793086,0.htm
------

"Como podemos então atribuir ao CO2 toda a culpa."
Simples, não se atribui. Apenas que o CO2 é o gás q é produzido em maior quantidade. Seu efeito principal é indireto, via mecanismos de feedback positivo, incluindo o aumento de vapor d'água.
Para entender isso em detalhes, sugiro ler como se calculam as forçantes radioativas, indico um livro aqui:
http://genereporter.blogspot.com.br/2009/11/o-calculo-da-forcante-radioativa.html

"Por que temos que numerificar algum fenômeno se podemos concluir em termos qualitativos?"
Na verdade não podemos concluir com base em observações isoladas. Ver *um* inverno mais frio não invalida a tendência. Aliás, as alterações climáticas provavelmente produzirão em certos locais invernos mais frios - pelo modelo de esteira da corrente do Atlântico que carrega calor dos trópicos para a Europa, o derretimento da calota ártica pode levar à diminuição do efeito de amenização do inverno europeu ocidental.

"Por que encher de gráficos numéricos algo que pôde ter sido atestado de outra maneira de forma qualitativa?"
Uma grande conquista das ciências é exatamente quantificar fenômenos do modo mais objetivo possível. Isso elimina grande parte dos vieses pessoais de observação. Por exemplo, pegue três bacias. Encha uma com água a uns 10oC, outra com água a uns 25oC e outra com água a uns 50oC. Coloque uma das mãos na bacia com água a 10oC. A outra, na com 50oC. Deixe por um minuto aproximadamente. Depois coloque as duas mãos na bacia com água a 25oC. Depois me conte sua experiência. Continuaremos a partir daí.

De resto não é prudente concluir por coisas como desonestidade, farsa e burrice sem ter qualquer tipo de prova ou indício.

[]s,

Roberto Takata

kondde disse...

Ok,
VAi ser difícil continuarmos então..
O problema é o modelo, imagina então o "tamaninho" dessas três bacias heh para podermos ter um paralelo em nível global.
Brincadeiras a parte...
Obrigado pelas informações e links que vc disponibilizou, mas também gostaria de deixar um livro como sugestão de leitura. Pascal Bernardin, L’Empire écologique
O aquecimento antropogenico, não existe, não tem como, por favor, se fosse feito todo esse alarmismo contra a poluição local produzida sim pelo homem: fuligem, fumaça, enxofre, saneamento básico (pera ai não é a água que esta acabando e sim a distribuição encanada e seu recolhimento que custam dinheiro). E etc.
Se todo esse alarde fosse feito para consertar isso, aí sim haveria coerência e honestidade nisso. Na minha época era o buraco na camada de ozônio que era o problema e nos caimos nessa pois a mídia é totalitária e manipulada isso todo mundo sabe.
Um abraço!

kondde disse...

E outra coisa meu nobre,

O sistema das tigelas é reducionismo para o estudo do clima.
Reducionismo só serve para engenharias, tecnologia e problemas pontuais.

O sistema climático não pode nem ser considerado um sistema EM SI, pois é caótico.

none disse...

@kondde,

Grato pela visita e comentários.

Vamos lá, não é difícil. Faça o experimento e relate aqui o resultado. Continuaremos daí.

[]s,

Roberto Takata

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